16.8.15

Parque da Cidade e Instituto Moreira Salles

A ultima vez que estive no parque da cidade eu ainda estudava na Escola Americana que era na Gávea (hoje é na Barra), ou seja, a long, long time ago. Então decidi pegar a bicicleta e me aventurar até lá.



Aviso: se alguém decidir ir de bicicleta aconselho usar uma que tenha mais do que 3 marchas, porque a minha só tem isso e a marcha leve não foi suficiente para encarar a Marques de São Vicente mais a Santa Martinha (rua do Parque da Cidade) até o fim.

Empurrei a bicicleta até chegar lá, mas a volta foi uma delícia, vento na cara!

chegou empurrada.


O Parque da Cidade era a propriedade rural (de verão) do Marquês da São Vicente, e é um parque muito bonito. O casarão do Marquês está lá, e é o Museu Histórico da Cidade, mas está em reforma (até não sei quando). O parque tem caminhos pavimentados e algumas trilhas. Fui até o centro de visitantes buscar mais informações mas estava fechado (sábado de manhã). O parque é grande, cheio de subidas e relativamente vazio.

centro de visitantes.

Para chegar até lá (além de empurrar a bicicleta): de carro é só seguir a Marques de São Vicente e dobrar na Santa Martinha que termina no parque (tem estacionamento). De ônibus tem que descer no ponto da Marques de São Vicente mais perto da Santa Martinha e seguir a pé (do Leme o 539 deixa quase na porta). A Santa Martinha passa no meio de uma comunidade mas é tranquilo.


O Instituto Moreira Salles fica um pouco antes de chegar no Parque da Cidade (ainda na Marques de São Vicente) e é um centro cultural muito bom e bonito.



Na descida do parque parei lá para comer (o restaurante é bom) e ver as exposições do momento.

Uma era Rio Primeiras Poses e tinha fotos da cidade do fim do século 19 e início do século 20. Fotos maravilhosas de Marc Ferrez, Augusto Malta e outros fotógrafos da época que acompanharam o crescimento da cidade através das lentes. Inclusive tem duas cameras que só pensei na dificuldade de carregar aquilo nas costas até o topo dos morros para conseguir algumas panorâmicas.

painel do burle marx no instituto


A outra exposição era da fotógrafa Claudia Andujar e muitas fotos boas de cenas urbanas, especialmente uma sequencia de familias que ela fez na década de 1960 (numa fazenda da Bahia, em São Paulo, no interior de Minas e uma comunidade de pescadores).

14.8.15

+ Filmes

Missão Impossível 5 - Nação Secreta

Esse filme é divertidíssimo. Tem muita ação! Do jeito que o Tom Cruise se dedica, as cenas difíceis ficam incríveis.

Todo mundo já viu a cena do avião né? Um beijo James Bond!

Tom Cruise sempre vale o ingresso. Fato.

No filme alguns ex-agentes de varias siglas (MI6, Mossad, etc) formam um tal de Sindicato que está tocando o terror em algumas partes do mundo (matam pessoas importantes para gerar intriga). O Ethan Hunt decide caçar o chefe do Sindicato, daí pisa no acelerador e não alivia mais.

Gostei desse filme, aliás gosto de todos da série.

A Tia Helo ia dizer uns 371 "Ai, Jesus!" para tantas curvas na estrada do Marrocos.


Magic Mike XXL

O primeiro Magic Mike é um filme sobre um stripper que queria vencer fora da vida de rebolar para mulheres. Tem uma trilha sonora ótima, tem o Matthew McConaughey num papel engraçado, um bocado de shirtless para lá de digno, mas tem também seus momentos pseudo-filosoficos que merecem algumas revirada de olhos.

Já esse segundo filme não tem o Matthew MacConaughey, mas é pura diversão. Os caras se juntaram para uma última apresentação numa convenção de strippers (sim, existe) e vão num road trip cheio de aventuras até chegar no destino final.

É um filme sobre um grupo de amigos, um buddy movie, onde os caras por acaso são strippers.

Confesso que tenho um pouco de vergonha alheia dessas danças, acho tudo muito exagerado, mas é risada garantida. O Joe Manganiello faz a melhor cena do filme e vai ser difícil escutar "I Want It That Way" sem lembrar de garrafas d'água sendo abertas.

Só não gostei de duas coisas: o tal do Tarzan é péssimo, só não acaba com o grupo porque os outros são ótimos, e a trilha sonora desse filme não é tão boa.

A Tia Helo ia assistir esse filme com as mãos sobre os olhos mas com uma fresta entre os dedos. 813 "Ai, Jesus!" para os movimentos pélvicos do Channing Tatum e cia.




2.8.15

Triathlon - evento teste da olimpíada

A Olimpíada é daqui um ano então os eventos teste já começaram. Nesse fim de semana Copacabana praticamente fechou (especialmente a Av. Atlantica) para as provas do triathlon.

Em geral achei tudo muito organizado, fecharam ruas, colocaram grades de proteção, organizaram os pontos de travessia de pedestres e correu tudo bem.

O evento tinha dois narradores: um australiano e um brasileiro. O australiano era ótimo, explicava muito bem as provas, conhecia os atletas (inclusive os paratletas) e você se sentia por dentro de tudo. Já o narrador brasileiro era simpático mas se limitava a traduzir o que o australiano falava com algumas (muitas) palavras a menos. Depois descobri que o narrador australiano era o Greg Welch, nada mais, nada menos, do que um dos melhores triatletas de todos os tempos.



No sábado foi a vez dos paratletas que fizeram bonito na orla e tiveram muito apoio das pessoas que estavam assistindo. A prova do paratriathlon é demorada, são muitas categorias, basta dizer que passei por lá as 9 da manhã e vi a largada de uma das categorias na natação e quando passei outra vez as 3 da tarde outra categoria estava fazendo a corrida.



No domingo foi a vez da elite do esporte. As mulheres largaram a natação as 9 da manhã e terminou com a vitória da americana Gwen Jorgensen 1 hora e 58 minutos depois. Ela e a britânica estavam disputando lado a lado na corrida. A Pamela Oliveira do Brasil chegou em 15º.



Os homens largaram as 12:30, sorte deles que o inverno carioca está ameno e estava fresquinho. O espanhol Javier Gomez só não saiu em primeiro da água, mas no cilcismo ele se manteve no pelotão da frente e na corria deixou todo mundo para trás. Terminou com 1 hora e 48 minutos. O brasileiro mais bem colocado, Danilo Pimentel, chegou em 32º.



Acho que como torcida temos que melhorar. A maioria era educada, aplaudia e incentivava os atletas, mas ainda tem uma minoria mal educada que incomoda bastante.

18.7.15

Enquanto isso em Toronto...

O Pan Americano começou semana passada em Toronto. É uma competição que faz um aquecimento para as olimpíadas, pelo menos para o pessoal aqui das Américas.

A abertura foi boa, nada de especial, como não sou fã do Cirque du Soleil só curti mesmo a parte do nativo canadense dançando. Então vamos ao que aconteceu nessa primeira semana.

Começou com os saltos ornamentais que é sempre bonito, até quando erram. As brasileiras ganharam uma medalha de prata no salto sincronizado.

Depois foi a ginástica artística. O Brasil veio com o time A, inclusive com o Artur Zanetti e a eterna Daniele Hypolito, mas quem fez sucesso mesmo foi a Flávia que levou medalha de bronze no individual geral e com o grupo. Gostei de ver que o time masculino que era quase inexistente há alguns anos melhorou muito. Claro que o Zanetti ficou com o ouro das argolas, ele lacra esse aparelho.



O Judô como sempre distribui medalhas. A canoagem fez a parte dela e também teve um bocado de medalhas.

A tv não mostrou o Marcel Sturmer ganhando a medalha de ouro na patinação artística, mas eu gostaria de ter visto.

O time importado de polo aquático ficou com o bronze.

Meu amigo Julio Almeida ganhou ouro no tiro. Well done!

A natação foi uma festa de medalhas e gostei muito de ver que tem uma nova geração vindo aí, inclusive com mais mulheres e com chances reais nas Olimpíadas. Finalmente.

etiene medeiros

(um parenteses para os árbitros da natação: que confusão.)

O Pan Americano não é um termômetro para a Olimpíada já que os times e competidores mais fortes geralmente não participam porque os mundiais que valem vaga no Rio 2016 estão todos acontecendo simultaneamente (os EUA mandam para Toronto a equipe C da natação e da ginástica, o Brasil mandou do time B do vôlei de quadra, e no vôlei de praia não foi a dupla mais forte, etc), mas vale a pena acompanhar.

Ainda tem uma semana: tem atletismo e a vela deve trazer um bocado de medalhas.

17.7.15

+ Filmes

Homem-Formiga

Então temos mais um filme da Marvel para adicionar as peças de quebra-cabeças que vão formar algum tipo de filme com a reunião de todos os super heróis no futuro.

Quem é o Homem-Formiga?? Confesso que eu também não sabia do que se tratava e pelo nome não pode ser um herói tão importante assim né? Mas parece que me enganei.

É um filme comédia sobre roubo que tem um herói, muitas referências aos Vingadores e outros heróis da Marvel (inclusive a querida Agent Carter). O Michael Douglas faz o Dr. Hank Pym um cientista que inventou uma espécie de uniforme com uma substância que faz com que seu usuário diminua de tamanho. Acontece que, como sempre, querem usar essas descobertas para o mal (leia-se uso militar) e o Dr. Pym decidiu esconder seu traje e sua fórmula secreta.

O Paul Rudd (todos querem ser amigos dele) faz o Scott Lang, um ladrão com mestrado em engenharia elétrica que acabou de sair da prisão e não consegue um emprego. Uma oportunidade é oferecida ao Scott por seu amigo, o hilário Luis (Michael Peña no melhor papel evah), para roubarem um cofre da casa de um coroa....que vem a ser o Dr. Pym.

E o que o Scott encontra no cofre? Ta-dá! O traje mágico.

Daí apra frente o Scott se une ao Dr. Pym e a filha dele (a Kate de Lost) para impedir que um outro cientista loka consiga reproduzir a fórmula que encolhe gente.

O filme é muito divertido! O Paul Rudd acertou com o espertalhão cheio de carisma que é o Scott Lang e até o vilão é bom.

E claro que tem 2 cenas pós-créditos. Sim, tem que esperar todas as letrinhas passarem e vale a pena.

A Tia Helô ia ficar horrorizada com esse negócio de falar com formigas. 293 "Ai, Jesus!" para o Homem Formiga.


What We Do In The Shadows

Esse filme é um documentário falso (mockumentary) sobre um grupo de vampiros que dividem uma casa em Wellington, Nova Zelândia.

É do mesmo pessoal de Flight of The Conchords, inclusive o Jemaine Clement faz um dos vampiros (o ótimo Vladislav), ou seja, risadas garantidas.

Os quatro vampiros: Vladislav, Viago, Deacon e Petyr vivem juntos e tem que dividir as tarefas de casa (menos o Petyr que tem 8000 anos e não se dá ao trabalho de nada) que decidem em reuniões na mesa da cozinha. Eles saem na noite neo zelandesa tentando ser convidados a entrar nos night clubs (são vampiros né).

(Deve ser difícil para vampiros viverem na noite da Nova Zelândia, tudo lá fecha cedo, tem lugar que fecha na hora que os vampiros devem acordar.)

O Deacon tem uma seguidora que limpa a casa (mal) e arranja pessoas para eles matarem. Nesse meio tempo aparece o Nick que consegue fugir mas o Petyr o transforma em vampiro, então temos um vampiro novo na área.

Nick traz seu amigo Stu, um fofo que todos adoram e concordam em não matá-lo e mantê-lo humano.

E aí eles continuam mostrando suas vidas para os documentaristas até chegar o dia da grande festa dos vampiros, bruxas e zumbis.

É um nonsense ótimo! Dei muita risada.

Nem preciso dizer que a Tia Helo iria assistir esse filme com um crucifixo na mão e alho na boca. 729 "Ai, Jesus!" para os vampiros.


4.7.15

Analisando a música: Tompkins Square Park (Mumford & Sons)

Semana passada o iPod mandou uma música no meio da caminhada e curti demais. Como meu iPod está com um pequeno defeito (só liga na tomada e depois que a tela escurece a música continua tocando mas não vejo nada) não sabia de quem era. Tentei um na na na, la la la, no Soundhound mas não deu certo.

(Como já disse aqui uma vez eu coloco músicas no iPod para escutar depois e acabo esquecendo até o modo shuffle me lembrar que existem)

Hoje tocou outra vez quando estava pulando corda e consegui lembrar um pedaço da letra. Ufa! Fui pesquisar e era Tompkins Square Park do Mumford & Sons.

Como assim não reconheci uma música do Mumford & Sons? Eles tem um som tão característico (um folk indie) e o vocalista tem uma voz bem reconhecível. Inclusive já analisei uma música deles aqui no bog: Roll Away Your Stone.

Em 2012 eles lançaram o segundo album, Babel, e foi um sucesso, ganhou grammy e tudo. O album é muito bom mesmo.

Aí acho que eles decidiram experimentar e saíram da zona de conforto, abandonaram os banjos, o contra-baixo acústico, pegaram guitarras e foram numa direção mais indie urbana e lançaram em maio desse ano o Wilder Mind. Acho ótimo quando bandas experimentam outros sons, pode dar certo ou não mas é sempre interessante.

As músicas de trabalho do album são Believe e Wolf (o album é muito bom), mas Tompkins Square Park é a minha preferida.

Nunca ia adivinhar que uma música com uma batida metrônomica e riff de guitarra seria deles. Exatamente por isso Tompkins Square Park é ótima para uma corridinha, pular corda e andar balançando a cabeça.

E o que diz a letra? Vamos analisar.

Tompkins Square Park fica no East Village em NYC. É um parque local do bairro. Não fui lá da última vez que estive em NYC, mas na próxima irei. A banda gravou esse album no Brooklyn e acho que vendaram os olhos, apontaram para um mapa da cidade, o dedinho caiu no Tompkins Square Park e colocaram na letra. Antes da renovação do bairro parece que esse lugar era dos beatnicks, alguns homeless, e foi palco de revoltas, mas agora é onde os hipsters levam seus cachorros para passear.

Parece que essa foi uma das últimas músicas a ser incluída no album mas é a de abertura.

Oh Babe, meet me in Tompkins Square Park
I wanna hold you in the dark
One last time
Just one last time

Acho que temos uma letra sobre fim de relacionamento, um assunto que rende ótimas músicas. Todos adoram uma boa dor de cotovelo.
Então ele começa chamando a Babe (que pode ser carinhoso ou genérico, você escolhe) para um encontro no parque e diz que quer abraçá-la no escuro (oi? medinho.) Uma última vez. Amigo, tem que ser no escuro? Depois que o parque fecha?
Mas vou usar minha veia romântica e dizer que é um encontro arriscado, cheio de emoção. Talvez o parque seja um lugar com algum significado para eles. Ou como disse o Arctic Monkeys "as noites foram feitas para falar coisas que não consegue dizer no dia seguinte".

And oh, babe, can you tell what's on my tongue?
Can you guess that I'll be gone?
With the twilight
With the twilight

Aí ele pergunta: "você sabe o que vou dizer?" e emenda com um "você adivinha que vou embora?" Ou seja, ele vai dar um fora nela, mas não antes do crepúsculo. Vamos ver se entendi: esse relacionamento está capenga mas ele quer tirar uma casquinha antes do fim?

But no flame burns forever, oh no
You and I both know this all too well
And most don't even last the night
No they don't, they say they don't

"Nenhuma chama arde para sempre, nós sabemos disso, e algumas não duram mais do que uma noite." Acho que ambos estão acostumados a relacionamentos modernos, de one night stands, e dispostos a deixar essa chama apagar. Os outros dizem que não acreditam (ou não conhecem) um amor/paixão que dure mais do que uma noite.

Oh, babe, I've never been so lost
I wanna hear you lie
One last time
Just one last time

Ele diz que nunca esteve tão perdido. Será que se apaixonou e não está sabendo lidar com isso? Quem nunca? "Quero escutar você mentir uma última vez", que mentira é essa? Talvez ela tenha dito a ele que o ama, ele não acredita, mas quer escutar mais uma vez. Ou quer que ela diga que vai ficar com ele uma última vez. (Como diz o Hozier, "vou te adorar como um cachorro no santuário das suas mentiras")

But, oh babe, I really wish you would not cry
I only ever told you one lie
When it could have been a thousand
It might as well have been a thousand

Mas ele também mentiu, e pelo jeito não foi pouca coisa já que mil mentiras poderiam substituir. Dr. House já dizia: "Everybody lies."

But no flame burns forever, oh no
You and I both know this all too well
And most don't even last the night
No they don't, they say they don't

E a chama apagando...

And we can talk it round again girl
Round and round, round and round again
Or we could leave it all tonight
Leave it all just leave it all

Ele sugere que podem ficar num eterno loop nessa DR ou deixar para lá e aproveitar a noite. Ou deixar para lá para sempre. Acho que ele não quer acabar esse namoro/fica/amizade colorida/whatever.

I never tried to trick you babe
I just tried to work it out
But I was swallowed up by doubt
If only things were black and white
'Cause I just want to hold you tight
Without holding back my mind
Without holding back my mind

Ele diz que nunca quis enganá-la, que tentou tudo para que a relação funcionasse mas que foi consumido pela dúvida. Uma geração de pessoas inseguras. "Gostaria que as coisas fossem preto e branco." Assim seria mais fácil mesmo, mas a área cinza é grande. Relacionamentos são complicados. Ele só quer abraçá-la forte sem ter que que pensar muito (sem ter que segurar o que sente). No escuro do parque.

But no flame burns forever, oh no
You and I both know this all too well
And most don't even last the night
No they don't, they say they don't

Ai, gente, não deixa a chama apagar, já que começou o fogo coloca uma lenha aí para manter a chama acesa.


Acho essa banda muito simpática.





3.7.15

+ Filmes

Filmes onde o tema é: humanos criam coisas para sua destruição.

Jurassic World

O filme dos dinossauros não tem muito mistério: é pura diversão. É muito parecido com o primeiro filme, tem todos os cliches e isso é ótimo, afinal vamos par ao cinema para ver os dinos sendo dinos.

Vinte anos depois dos acontecimentos do primeiro filme a galera do Jurassic Park finalmente conseguiu criar a sua Disney com Dinossauros e abriu as portas para público e se tornou um destino popular.

Acontece que as pessoas querem dinossauros diferentes e o T-Rex já não é emoção suficiente, então o laboratório cria um ultimate dinossauro que tem um pouco de todos os outros.

Nesse meio tempo temos o Chris Pratt (lindo) que é uma espécie de treinador de dinos especializado em velociraptors (aqueles que aterrorizaram no primeiro filme) e é contra essa coisa de criar novos dinos. Na hora do pega pra capar é ele que chamam.

Então temos: Chris Pratt, duas crianças se metendo em confusões, a tia deles tentando manter o parque aberto (e a roupa limpa) e salvar as crianças (enquanto corre o tempo todo de salto alto) e os dinossauros arrasando tudo (nos dois sentidos).

Eu gostei, até tomei susto. A Tia Helo ia achar que os dinos deveriam ter ficado lá de onde vieram. 532 "Ai Jesus!" para o Indominus Rex.


O Exterminador do Futuro: Genesis

Já esse filme não me convenceu muito, mas foi divertido. É um pouco confuso entender a linha do tempo depois de tanto vai e volta em todos esses filmes do Exterminador. O Arnold Schwarzenegger está lá fazendo o papel dele mas dessa vez ele veio embutido com umas piadinhas muito sem graça (e um sorriso natural para lá de bizarro).

Não vou nem tentar fazer um recap dos outros filmes porque só ia me deixar mais confusa, então vamos ao que acontece nesse filme.

O John Connor do futuro consegue entrar na Skynet na hora que estão mandando o Exterminador para 1984 para matar sua mãe, Sarah Connor, e aí ele consegue mandar o Kyle Reese em seguida (é como se estivessem explicando o que aconteceu no primeiro filme). Acontece que o Kyle Reese chega em 1984 com um bocado de lembranças novas e já é perseguido pelo T1000 (o Exterminador de metal líquido que só aparece no segundo filme). Wait, what?

Aí o Exterminador T800 (Schwarza) está lá tentando arrancar a roupa dos punks (igual no primeiro filme) e surge um outro T800 grisalho para acabar com ele com a ajuda da Sarah Connor novinha. Wait, what? (2)

Então descobrimos que alguém mandou esse T800 para 1973 quando a Sarah era criança e foi perseguida por outro T1000 que matou os pais dela. Sarah foi criada pelo T800. Dorme com essa James Cameron.

Bem, o Kyle Reese por sua vez está tão perdido quanto a gente, mas ele segue os dois por muitas confusões, tiros, explosões, muitas cenas tiradas do primeiro filme do Superman, e um novo tipo de Exterminador (sim, porque a Skynet nunca vai ser destruída tolinhos).

O Kyle Reese desse filme não tinha aquela urgência e desespero do cara do primeiro filme (vai ver foi o ator que não entendeu o briefing) e tentava ser engraçado. Não, apenas não. O T800 coroa é menos robótico do que deveria ser, mas vai ver esses anos todos com humanos ele aprendeu a ter um gingado. Velho, mas não obsoleto.

Não vejam o trailer porque tem um spoiler que tira um pouco da surpresa do filme.

A Tia Helo iria ficar tonta com tantas mudanças de datas, 629 "Ai, Jesus!" para o Schwarza e todas as suas versões de Exterminador. I'll be back. Really?


Ex Machina

Esse é um filme mais intimista sobre inteligência artificial, mas que não deixa de ser um pouco assustador.

O Caleb é escolhido pelo Nathan, um mega-multi-uber bilionário e dono de uma empresa high tech, para um experimento. O ruivinho então entra num helicoptero e vai parar num lugar muito remoto onde fica a casa do Nathan.

O Nathan é um daqueles caras que fica isolado, bebe sozinho e no dia seguinte fica tomando suco verde e malhando para desintoxicar. Ele coloca o Caleb num quarto sem janelas e diz que ele está ali para testar sua mais nova invenção na área de inteligencia artificial.

Caleb conhece Ava, a robô que sabe que é robô mas também quer experiências humanas. Eles papeam e filosofam através de um vidro e é tudo filmado pelo Nathan.

Por favor parem de criar robôs. (E virus que os macacos são resistentes)

É um filme lento, mas eu gostei. A Tia Helo ia curtir os vestidinhos da Ava, mas diria uns 329 "Ai, Jesus!" para o Nathan.


27.6.15

Book Report: Beautiful You - Chuck Palahniuk



(Esse livro saiu aqui no Brasil como Climax)

O Chuck Palahniuk gosta de experimentar com seus livros. Gosto muito dos livros dele. As narrativas são sempre diferentes e as histórias todas tem um pouco de bizarro. Já li: Clube da Luta, Lullaby (muito bom e ótimo para iniciar), Rant (esse exige muita atenção), Choke, Damned, Tell All,  Diário e Assombro. Um crítico do NY Times disse que Chuck não escreve para turistas.

Além da bizarrice que é comum nos livros do Chuck Palahniuk, uma coisa que ele faz muito bem é descrever o corpo humano e tudo que pode acontecer com esse aglomerado de células em ricos detalhes (as vezes poéticos e outras vezes nojento mesmo, mas você continua lendo com interesse).

Peguei esse Beautiful You para ler no Kindle só porque era dele, sem saber do que se tratava. É um livro sobre sexo (vide o título quase spoiler em português).

Acho que o Chuck Palahniuk viu o sucesso que 50 Tons de Cinza fez e decidiu fazer sua versão. Ou uma provocação. (Não li 50 Tons mas vi o filme)

Nesse livro temos uma garota, Penny, que veio do interior para NYC, se formou em direito mas ainda não passou na OAB e trabalha meio que de secretária num escritório famoso. Um dia Penny entra numa sala que não devia, tropeça, cai no chão e para ajudá-la aparece o homem mais rico do mundo, Maxwell. (coincidência com o livro do Mr. Grey? Acho que não.)

Max é um cara bonito e charmoso (claro) e chama Penny para jantar. Eles engatam um namoro mas sem sexo no início. Penny sabe que ele namorou mulheres poderosas (a Presidente dos EUA e uma atriz super oscarizada) e fica insegura no início. Depois de um jantar em Paris (sim, ele também tem um jatinho), Penny decide que é hora de ver o que o Max tem. E ele tem um bocado de coisa para mostrar. Ui ui ui. Ele é conhecido como CliMaxwell.

Ele também faz ela assinar um contrato mas é de sigilo. Ele quer lançar uma linha de produtos sexuais direcionados as mulheres chamada Beautiful You, e experimenta os top de linha na Penny. Exaustivamente. Anotando tu-do.

Claro que Max não é um cara qualquer, tem um passado misterioso, as mulheres que ele namora sobem na vida mas seus relacionamentos não duram mais do que 136 dias. As intenções do Max com a linha de produtos vão muito além do prazer feminino. (O slogan da empresa é "um bilhão de maridos serão substituídos".)

Achei a leitura divertida.

15.6.15

Game of Thrones 5a temporada

A quinta temporada terminou, então vamos ao que aconteceu.

Com spoilers. Óbvio.

Os Lannisters

A temporada começou mostrando um flashback da Cersei e ela já era essa mente maquiavélica desde criança. Depois do velório do Papai Lannister, Cersei recebeu uma cobra da esposa do Oberyn e mandou o Jamie ir até as terras ensolaradas de Dorne atrás da filha dos dois.
Cersei viu seu filho, o Rei, casar com a Marjorie e as duas passaram um bom tempo trocando farpas. Marjorie tentou mandar a sogra para outro castelo e nessa briga a Cersei fez uma das maiores burradas: conveceu o reizinho a dar poder a um grupo religioso.

A intenção dela era castigar a Marjorie e seu irmão sem sujar as mãos, mas ela esqueceu que seu teto era de vidro (e que a vó da Marjorie é esperta), acabou encarcerada e teve que pedir perdão por seus pecados (mas ela só confessou ter traído o marido com o primo e ficou caladinha sobre seu amor incestuoso). A Cersei teve que cortar o cabelo e atravessar a cidade pelada. Confesso que sempre achei que a Cersei não valia nada mas me peguei torcendo para ela chegar logo no castelo e aguardo a vingança dela.

O Montanha que matou o querido Oberyn na temporada passada virou uma espécie de monstro de Frankenstein.

Tyrion sobreviveu a viagem de navio dentro da caixa, depois passou mais um tempo bebendo muito e viajando com o Careca Eunuco a caminho de encontrar a Mother of Dragons. Um dia ele foi tentar se divertir num bordel e foi capturado pelo Sir Jorah. Os dois seguiram viagem de barco, passaram um um pessoal de pedra, viraram escravos e acabaram no coliseu da Mother of Dragons.

O anão teve a melhor entrevista de emprego ever e agora está cogitando governar Mereen.

Jamie teve uma trama muito boba, foi até Dorne resgatar a sobrinha/filha, apanhou das filhas do Oberyn e acabou conseguindo um acordo com o rei de lá para levar a sobrinha/filha de volta. Acontece que ele não contava com a astúcia da esposa do Oberyn que envenenou a filha dele com um beijo. (alías que novela mexicana essa parte em Dorne)

Núcleo Mother of Dragons

A Mother of Dragons estava tendo muitas dificuldades em governar Mereen. Não tinha conselho que desse jeito, nem do namorado bonitão dela. Um grupo de rebeldes se organizou e passou a aterrorizar o reino dela. Mother of Dragons liberou as lutas estilo gladiadores, contratou o anão e mandou o sir Jorah pastar na friendzone mais uma vez.

Sir Jorah é brasileiro e não desiste nunca e voltou para lutar no coliseu. Sorte da Mother of Dragons que ele viu os rebeldes de máscara dourada tentando um ataque e foi para luta. A Mother of Dragons se viu em perigo mas seu dragão favorito veio salvá-la cuspindo fogo para todo lado. O Dragão a levou para um lugar mais fresquinho onde ela se viu rodeada do povo dos cavalos.

O último Baratheon

Stannis começou a temporada bem na fita, mandando em todos na muralha. Ele decidiu atacar Winterfell onde estão os Bolton (os sádicos), mas ele não contava com o inverno que está chegando e nem com a capacidade de sadismo do Ramsay.

Na sede pelo poder o Stannis escutou o conselho da bruxa sacerdotisa ruiva (do inferno) e queimou a própria filha (uma garotinha fofa). Depois disso achei foi pouco o massacre que o exercito dele sofrou e espero que a Brianne tenha cortado a cabeça dele.

(Brienne passou a temporada acampando na floresta com seu escudeiro)


Os Stark (ou o que resta deles)

Sonsa Stark voltou para Winterfell com o Littlefinger que contou uma historinha sobre a tia dela e depois a entregou para casar com o Ramsey. Mais um casamento deprimente nessa série (mas ninguém morreu). No fim, no meio da batalha contra o Stannis, ela conseguiu fugir com o Theon e espero que ela encontre a Brienne.

Arya chegou na terra de seu antigo professor e foi começar um treinamento para ser assassina. Ela começou esfregando o chão e limpando cadáveres. Depois evoluiu, teve que se desapegar da sua vida anterior, da sua identidade e das suas coisas (mas escondeu a espada) e se tornar uma sem rosto. Acontece que a Arya tem uma listinha revenge e quando viu o número um da lista não resistiu e mostrou que ela é a Stark que pode dominar o mundo. No fim como ela saiu do program de treinamento foi castigada por seu mestre com uma cegueira, que espero seja temporária.

E chegamos ao Jon Snow.

Trauma define.

Desde a batalha na muralha na temporada passada o Jon Snow tem meu respeito. Eu já o via como um possível candidato ao trono de ferro, ele evoluiu muito nessa temporada. Jon Snow virou o comandante da galera da muralha (por voto direto).

Jon Snow até resistiu as investidas dicumforça da sacerdotisa ruiva.

Acontece que o Jon Snow é um cara justo, ele viu que o inverno estava vindo rápido e que os selvagens do outro lado da muralha corriam perigo. Ele foi fazer paz e trazê-los para o lado de cá da muralha. A batalha contra os zumbis da neve foi sensacional! Um massacre quase total dos selvagens, Jon Snow quase subiu no telhado, mas descobrimos que os zumbis podem ser destruidos por vidro de dragão e aço Valeriano.

Aliás os White Walkers são poderosos.

Jon voltou para muralha com alguns selvagens. Como ele não sabe de nada, esqueceu que os irmãos da muralha tem a maior birra com os selvagens e o consideraram traidor.

No fim, o pirralho mais insuportável da série deu o golpe final de uma série de facadas que o Jon Snow recebeu dos chapas da muralhara. Morreu? Olha, tinha muito sangue na neve.

KD aquele lobo dele??

Maltido Game Of Thrones. Não me apego a mais ninguém nessa joça.



Então vamos para a sexta temporada sem o Jon Snow (RIP), com Sonsa fugindo, Arya cega, anão governando Mereen, Mother of Dragons capturada e Cersei querendo matar vários. Quem sabe o Bran volta na próxima temporada cheio de poderes.

Agora estou torcendo para os zumbis da neve chegarem na muralha. Chega logo inverno!


(Já fiz um resumo das três primeiras temporadas e da quarta)

11.6.15

Sense 8

Os Wachowskis deixaram todo mundo de boca aberta com o primeiro Matrix. O filme tem uma história ótima, cenas de ação excelentes, o tal do bullet time usado pela primeira vez e o Keanu Reeves (adoro!). O segundo filme da trilogia é ok e o terceiro esquecível, mas o primeiro.... Todo mundo lembra do Morpheus e suas pilulas vermelha e azul.

De lá para cá fizeram Speed Racer (é ok e colorido), o confuso Cloud Atlas e Jupiter Ascending (não vi).

E aí eles vem com essa série da Netflix: Sense 8.

O primeiro episódio apresenta os personagens e até me deixou curiosa, mas foi depois do quarto episódio (e especialmente depois do sexto) que achei que essa série merecia mesmo atenção.

É sobre oito pessoas, em diferentes partes do mundo que, a partir de um certo momento, se veem conectadas compartilhando sentimentos, emoções e experiências. No início é confuso para eles e para quem assiste também, mas com o tempo (e sem precisar ser muito didático, o que achei bom) vamos nos acostumando o que acontece.

Afinal por que e como essas pessoas se conectaram?

Tem uma mitologia e a trama envolve um vilão chamado Whispers e um cara chamado Jonas que tenta ajudar.

Alguns podem até fugir da série por achar que é ficção científica (não sei se é), mas o que importa (nessa primeira temporada) é conhecer bem esses personagens e como o fato de se conectarem afeta suas vidas. Sim, é uma série sobre pessoas. (um beijo Lost!) É difícil ver uma série e gostar de todos os personagens, sempre tem um que não cai bem, mas nessa me peguei gostando de todos (muito amor pelo policial Will e pelo núcleo mexicano).

É bem feita e filmada (a edição de imagens é sensacional), a história é muito boa e tem cenas lindas que certamente se tornarão antológicas (como a cena que mencionei no post da música What's Up.) Tudo embaldo por uma excelente trilha sonora.

Aliás as melhores cenas são as que envolvem uns ajudando os outros e nos momentos de intimidade (tem um que é tão hot hot hot que suei. pronto confessei).

Ver série da Netflix tem um problema: a gente acaba vendo tudo de uma vez e aí tem que esperar muito pela segunda temporada (foi assim com: Demolidor, House of Cards, Bloodline e The Unbreakable Kimmy Schmmidt).

Por outro lado tem a vantagem dos episodios estarem sempre disponiveis. Vou ali matar as saudades do policial Will.

9.6.15

Analisando a música: What's up (4 Non Blondes)

Essa música foi um dos one hit wonders da década de 1990, tocou em todos os lugares o tempo todo em 1992/1993. Parece que em 2015 voltou com força total.

Primeiro foi a versão sensacional que a Kimberly Nicole, uma das cantoras do The Voice, fez nessa última temporada. Depois foi uma cena ótima na nova série da Netflix: Sense 8 (uma série sobre 8 pessoas de diferentes partes do mundo conectadas entre si e de alguma forma sentem e se comunicam umas com as outras). É daquelas músicas que entrou no inconsciente coletivo (e no consciente também).

Como é uma música que gruda na cabeça com força acho que ainda vai tocar muito esse ano.

A banda 4 Non Blondes surgiu em San Francisco em 1989 no começo da onda grunge. É uma banda de mulheres, girl power. A cantora e compositora Linda Perry compôs essa música sentada no corredor de casa tocando o violão. A sua roommate (e bandmate) disse que a Linda perguntou se essa música não parecia familiar como se tivesse escutado antes. Vai ver é por isso que tanta gente gostou da música e virou hit.

A banda separou ainda na década de 1990, a Linda Perry tentou carreira solo e depois continuou compondo e, entre outras, são dela: Beautiful da Christina Aguilera e Get The Party Started da Pink.

What's Up é uma balada. Se é boa ou ruim, pessimista ou otimista, alegre ou não, depende de quem está escutando (e cantando), mas desafio vocês escutarem e não balançar o corpo de um lado para o outro e nem cantar o refrão junto.

Então vamos analisar o que diz a música.

Twenty-five years and my life is still
Trying to find that great big hill of hope
For a destination
And I realized quickly when I knew I should
That the world was made up of this brotherhood of man
For whatever that means

A era do grunge não é uma de músicas muito felizes, foi uma fase que as letras todas tem um tom melancólico quase depressivo e revoltado.
Então ela começa a música dizendo que aos 25 anos a vida esta estagnada e que ainda está procurando aquela montanha de esperança e um destino. (olha que pode chegar aos 30/40 e ainda estar tentando subir a montanha)
E ela percebeu logo, e na hora certa, que "o mundo é essa irmandade de homens, o que quer que isso signifique". Se ela não sabe, como vamos saber? Vamos filosofar. Pode ser que ela quis dizer que it's a man's world e nós, mulheres, temos que nos virar (ainda bem que females are strong as hell). Pode ser que essa irmandade seja de pessoas que mandam no mundo (uma elite qualquer). Pode ser que, num momento otimista, essa irmandade seja uma visão positiva do mundo, todos juntos.

And so I cry sometimes
When I'm lying in bed
Just to get it all out
What's in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What's going on?

E aí quando esta na cama ela chora para aliviar tudo que está na cabeça. Quem nunca? Ela se sente um pouco especial. De manhã quando ela acorda vai na varanda respira fundo, fica chapada (do ar puro ou de outras substâncias não especificadas), ou vai para o ponto mais alto, e grita bem alto "O que está acontecendo?".

And I say hey hey hey hey
I said hey, what's going on?

Acho que é uma pergunta e um pedido ao mesmo tempo, tipo: Ei, qual é a parada? Alguém me explica o que está acontecendo! Um momento para acordar para valer.
O curioso é que o título da música não é dito nenhuma vez. O refrão é What's going on, e como era o título de uma música famosa do Marvin Gaye, as meninas preferiram chamar esse hit de What's Up.

And I try, oh my god do I try
I try all the time, in this institution
And I pray, o my god do I pray
I pray every single day
For a revolution

Ela tenta mas se sente impotente. (a instituição deve ser a sociedade como um todo) E reza, reza muito, faz dança da chuva, despacho, meditação, para que venha uma revolução.
Acredito que ela queira uma revolução geral, inclusive pessoal.

And so I cry sometimes
When I'm lying in bed
Just to get it all out
What's in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What's going on?
And I say hey hey hey hey
I said hey, what's going on?

O refrão repetido e todos gritando junto no momento catártico "What's going on?".

Twenty-five years and my life is still
Trying to get that great big hill of hope
For a destination

E aos 25 a vida está parada procurando aquela montanha de esperança. Basicamente a vida é confusa.

Espera chegar nos 30. Whatever that means.


1.6.15

Guloseimas em Copacabana

Copacabana é o mundo. Tudo que tem nos outros bairros, cidades, estados e até alguns países tem aqui. É um bairro que mesmo com um certo ar decadente sempre tem uma novidade.

Não sou gastronomicamente exigente mas tem coisas que gosto de comer. Se envolver chocolate então.....delícia.

Copacabana é um bairro enorme e tem muitas opções, então aqui vai uma lista dos lugares que gosto de frequentar para comer alguma guloseima.

Bendito - é uma loja de biscoitos, de cookies, aqueles americanos bem macios e deliciosos. Também tem brownie e outras coisas mas o biscoitinho é campeão (a variedade é boa). E tem um chocolate gelado que é criminoso.



Guerin - uma padaria francesa que tem pães ótimos, mas o doces são maravilhosos. Tem uma tortinha de frutas vermelhas que uh lá lá, macarons gostosos e o chocolate quente também não fica atrás.

Meloá - um café pequeno, na Santa Clara, que tem uma tapioca de queijo de cabra muito boa, uma torta de mousse de chocolate sensacional e um chocolate gelado muito bom.

Pão e Companhia - uma padaria que também serve café e lanche da tarde no sistema quilo (mas pode pedir tapiocas e omeletes a parte). O pão de queijo é delicioso e o biscoito de polvilho com queijo vicia. Avisei.

Bio Carioca - um restaurante de comida vegetariana (e vegan), tem um bocado de coisa lá sem gluten, sem lactose mas não é sem gosto. Tem uma torta de cacau com morango que é uma delícia.

Sofá Café - esse lugar abriu recentemente atrás do Copacabana Palace. É um café moderno, decoração bacana e tem waffles. Não tomo café, mas para quem gosta é um lugar que você pode até escolher como quer que coem seu café.


E para quem quiser se aventurar até o Leme:

Natu Sucos - a biroska surfista do bairro tem sucos ótimos, o antigripal levanta qualquer um e o pão de queijo é uma delícia. (O açaí também faz sucesso.)

Gaia - que chamo de "o natureba da esquina", é outro restaurante de comida vegetariana, tem um brigadeiro ótimo (de chocolate e de capim limão) e o bolo de cenoura, com cobertura de chocolate óbvio, é muito bom.

25.5.15

Series: fim de temporada

E para algumas séries fim para sempre.

Mad Men acabou. Sete temporadas de uma série fina, chique, bem feita, com uma história bem contada. Não sei se o Don Draper evoluiu de fato, se ele se tornou um cara um pouco mais legal (espero que não), mas continuou tendo idéias geniais para campanhas publicitárias. Afinal, o negócio dele é conquistar e seduzir e nisso ele é mestre. Um beijo Don, terei saudades. Peggy se tornou uma ótima redatora (começou a série como secretária), Joan sempre buscando um lugar ao sol e Roger não deixou de ser o bon vivant.

Revenge também subiu no telhado e foi cheia de twists novelescos até o fim. Será que a Emily herdou o coração da Victoria? Nunca saberemos.

Parks and Recreation  foi outra que acabou. A última temporada foi ótima para despedir do pessoal de Pawnee.

The Americans teve uma ótima temporada. Agora vamos ver o que a filha adolescente dos nossos espiões russos favoritos vai fazer. Acho que ela não se convenceu com essa coisa de motherland.

The Good Wife teve uma temporada movimentada cheia de veneno jurídico com a Alicia se candidatando, ganhando e depois tendo que abandonar o cargo por pressão política. Agora ela está atrás de um sócio.

Eu achava que Community tinha acabado mas o Yahoo a ressuscitou e essa sexta temporada está até divertida.

Arrow teve uma temporada irregular, uma coisa meio dark, muito pouco shirtless do Oliver Queen (e poucas flechadas), o tal do Ra's era um chato mas terminou tudo com um passeio ao por do sol. Já o Flash teve uma ótima primeira temporada, é uma série mais leve, colorida e cheia de vilões. Gotham ficou chata, nem a batcaverna me convenceu a continuar.

Nashville foi um drama só, mas as músicas continuam boas.

Jane the Virgin teve um dos melhores episódios fim de temporada com vários plot twists carpados duplos e ainda deixou um cliffhanger para a próxima temporada. Saudades do narrador.

Outlander ainda não acabou, mas só falta um episódio. A temporada foi boa, especialmente depois do episódio 8 ou 9 (hot, hot, hot). A coisa está tensa para o nosso escocês lindão e estou curiosa para saber o que vai acontecer.

Desisti de Scandal, chega de gente que discursa ao invés de conversar. Soube que o McDreamy morreu em Grey's, mas já tinha abandonado há tanto tempo que nem me importei.

Hannibal volta em junho, Halt and Catch Fire também, e True Detective vem com uma segunda temporada que promete.

Game of Thrones ainda está rolando, depois volto com um post só para essa série.

Veep está sensacional, e agora tem o Hugh Laurie.

As séries da Netflix: House of Cards - ótima, Claire mostrando seu poder; Demolidor - primeira temporada excelente; Grace e Frankie - as coroas são divertidas; Bloodline - ainda não terminei, mas é boa, família ê, família ah; The Returned - bizarra mas fiquei curiosa. Desisti de Orange is the new black.

17.5.15

Analisando a música: Young Folks (Peter Björn and John)

A Air New Zealand tem os melhores videos de segurança de qualquer companhia aérea. Conseguem fazer uma coisa necessária, mas repetida e enfadonha, divertida. Quando estive lá em 2011, no meio do mundial de Rugby, o video no avião era com jogadores participando. Depois fizeram a versão Senhor dos Anéis.

Dessa vez eles fizeram uma versão surf que eles chamaram de Safety Safari e ficou ótimo! Adoro surf.

Além das instruções de segurança, lugares para onde a companhia voa, muitas cenas de surf, Mick Fanning, Gabriel Medina, Laird Hamilton, Ricardo Christie e outros surfistas neozelandeses, tem uma música delícia tocando ao fundo.

A música é Young Folks da banda Peter Björn and John.

A banda foi formada em 1999 e, obviamente, tem 3 integrantes: Peter, Björn e John. São suecos (claro, tem um Björn no meio) e som deles é um pop rock indie. Young Folks, do terceiro album da banda Writer's Block de 2006, é o maior sucesso deles.

Conheço pouco a banda, tenho umas 4 músicas deles no meu iPod, são todas boas. (os suecos tem bandas boas: The Hives, The Cardigans e o ABBA é claro)

Vamos ver o que diz essa música com uma batida tão easy going quanto os surfistas do video de segurança.

If I told you things I did before
Told you how I used to be
Would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word
Had all of my history
Would you go along with someone like me?

A bateria e batida inicial é muito boa e aí entra um assobio. Já estou no clima vida boa, daquelas pessoas que andam assobiando com a mão no bolso. Dizem que tem o assobio porque depois iam colocar outro instrumento, mas viram que o assobio era que dava um tchan na música. Concordo.
Então, o rapaz que está interessado na moça deve ter um passado nebuloso (mas deve ter mudado) e por isso, na vontade de ser honesto, ele pergunta: "Se eu te contasse tudo que fiz antes, como eu era, tim tim por tim tim da minha história, você sairia com alguém como eu?"

I did before and had my share
It didn't lead nowhere
I would go along with someone like you
It doesn't matter what you did
Who you were hanging with
We could stick around and see this night through

Essa música é um dueto e a Victoria Bergsman (da banda também sueca The Concretes) faz o vocal feminino. Ela está a fim, diz que sim e que também já teve as experiências dela, não se importa com o que ele fez nem com quem ele saiu. Sugere que vejam como a noite vai.

And we don't care about the young folks
Talking about the young style
And we don't care about the old folks
Talking about the old style too
And we don't care about their own faults
Talking about our own style
All we care about is talking
Talking only me and you

Aí vem esse refrão ótimo, que gruda na cabeça. Eles não querem saber dos jovens com suas novidades, nem dos velhos com sua nostalgia, não querem saber dos problemas dos outros, só querem é conversar, só os dois. Acho justo.

Usually when things have gone this far
People tend to disappear
No one will surprise me unless you do

Aí ela diz que quando as coisas chegam nesse ponto (que fico na dúvida se é onde ela conta coisas sobre ela ou se já passou da fase da conversa) as pessoas tendem a desaparecer. Ela já não se surpreende mais com as pessoas, mas acha que com ele pode se surpreender sim.

I can tell there's something going on
Hours seem to disappear
Everyone is leaving, I'm still with you

Ai, gente, que fofo, ele está sentindo um clima, as horas passam e ele nem sente. Todos vão embora mas ele fica. Acho que rola hein?

It doesn't matter what we do
Where we are going to
We can stick around and see this night through

Os dois cantam juntos que não interessa o que vão fazer ou onde vão, que vão ficar juntos e ver como a noite vai.

And we don't care about the young folks
Talking about the young style
And we don't care about the old folks
Talking about the old style too
And we don't care about their own faults
Talking about our own style
All we care about is talking
Talking only me and you 

E quem quer saber do futuro e passado quando o presente é o que importa?
Só os dois conversando. Aiquelindo.

(insira um assobio aqui)


O video é um desenho animado bonitinho.




E aqui o video de segurança.

14.5.15

Mad Max - Estrada da Fúria

Acho que quando o George Miller fez o primeiro Mad Max, em 1979, com um Mel Gibson novinho, ele deve ter tido idéias fantásticas mas o limite da tecnologia da época não permitiu realizar todas. Ainda assim ele fez um bom filme, criativo, sobre um homem que patrulha as estradas (cheias de gangues) num cenário meio pós-apocalíptico e quando as coisas dão errado ele busca vingança (e aí segue no ótimo Mad Max 2: Road Warrior).

No Mad Max de 2015 George Miller tira todo proveito da tecnologia e é um filme visualmente in-crí-vel. É quase uma pintura com fundos laranjas e vermelhos e objetos metalicos, pretos, cinzas, e caóticos. O cenário é muito mais devastador do que no filme de 1979 e o deserto é lindo (o filme foi todo rodado na Namíbia). É um lugar onde as pessoas estão mal de saúde e brigam por tudo: água, gasolina e munição.

O Max desse filme não está atrás de vingança, ele só quer sobreviver e faz isso melhor que ninguém.

Max é capturado por um bando de albinos, os war boys, e fica de bolsa de sangue de um deles, o Nux. Quando a Furiosa sai da estrada com o caminhão de combustível do líder local (e mais algumas coisinhas) começa uma busca. O Nux quer ir para a perseguição e leva sua bolsa de sangue a tira colo, ou melhor, na frente do carro king of the world style.

As perseguições são sensacionais, uma coisa linda de ver, orquestradas com perfeição. O chefão leva até um carro de som no seu comboio que poderia ter sido tirado de alguma capa de LP de rock dos anos 1970.

O que eu gostei mesmo é que esse é um filme girl power, mesmo com Max no título. O Max do Tom Hardy fala pouco, tem um olhar super expressivo, mas quem domina é a Charlize Theron e sua Imperator Furiosa.

Ação do começo ao fim. Vale a ida no cinema, de preferência na melhor sala da cidade.

A Tia Helô ia ficar horrorizada com o que as pessoas são capazes, uns 815 "Ai, Jesus!" para o Max e toda aquela poeira.