15.3.15

Analisando a música: Seasons (Waiting On You) - Future Islands

Escutei essa música numa daquelas playlists do Spotify, gostei e coloquei no iPod. Curti a melodia mas não prestei atenção na letra, aí no fim do ano passado apareceu em todas as listas de melhores músicas de 2014 e eu fiquei curiosa para saber sobre o quê era essa música.

Não conheço a banda Future Islands além dessa música. Na verdade não tinha nem visto o video até semana passada. Future Islands é uma banda americana de Baltimore formada em 2006 e o sucesso veio com essa música em 2014.

Então vamos saber que estações são essas e o que tanto ele espera.

Seasons change, and I tried hard just to soften you
The seasons change, but I've grown tired of trying to change for you
Because I've been waiting on you
I've been waiting on you
Because I've been waiting on you
I've been waiting on you

As estações mudam: verão, outono, inverno e primavera, especialmente para quem mora longe da linha do equador. E emenda com "Eu tentei (muito) te suavizar.". Oi? Então as estações mudam e ele quer mudar a outra pessoa? E está cansado de tentar mudar a si mesmo?
Aí ele diz que está esperando pela a outra pessoa. E espera um bocado....não quer largar o relacionamento mas pelo jeito mudanças não vão resolver.
Acho que temos uma música sobre fim de relacionamento e sobre incompatibilidades. A pergunta é: as pessoas devem mudar pelas outras ou ninguém deveria ter que mudar pelo outro?

As it breaks, the summer will wake
But the winter washed what's left of the taste
As it breaks, the summer will warm
But the winter craved what's lost
Crave what's all gone away

Ele canta o refrão com mais sentimento que o resto da música.
Vamos ver se consigo entender toda essa metáfora com verão e inverno. Enquanto termina o relacionamento o verão é a aceitação do fim, acordar para a realidade e o calorzinho bom do sentimento que é hora de seguir. O inverno por sua vez lava e leva tudo mas deixa o desejo pelo que foi perdido. Resumindo: fim de namoro, a fila anda, é hora de buscar novos pastos mas tem sempre aquele momento nostálgico.

People change, even though some people never do
You know when people change
They gain a piece but they lose one too
Because I've been hanging on you
I've been weighing on you
Because I've been waiting on you
I've been hanging on you

De forma poética ele disse que: pessoas mudam, só que não. Ou algumas mudam outras não, e as que mudam ganham um pedaço mas perdem outro. Óbvio, ou então não era uma mudança/amadurecimento.

E ele segue pendurado nessa relação, colocando peso e pressão, esperando por ela.

As it breaks, the summer will wake
But the winter washed what's left of the taste
As it breaks, the summer will warm
But the winter craved what's lost
Crave what's all
Crave what's all gone away

'Cause I've been waiting on you

Amigo, chega de esperar, é hora de colocar o óculos de sol, protetor solar, boné e encarar esse verão de frente.


Acho essa música ótima para uma corridinha leve.

O video mostra o dia a dia de um cowboy moderno. Me pareceu que ele precisa que as estações mudem. Ou não. (confesso que gosto das cenas dos cavalos em camera lenta)



13.3.15

+ Filmes

Kingsman: Serviço Secreto

Aparentemente não é só o MI6 que tem agentes super bem vestidos, eficientes e que atraem vilões que querem conquistar o mundo. Kingsman é uma agencia secreta-secretíssima com poucos agentes que tem codinomes que remetem ao Rei Artur e sua mesa redonda.

Harry (Colin Firth super em forma!) precisa achar um novo candidato a agente, já que um dos antigos morreu numa missão, e ele escolhe Eggsy, que foi filho de um ex-candidato de Harry. Eggsy é garoto mais ou menos problema que adora uma confusão. Essa história é mais do que conhecida, e em Kingsman não é diferente mas a embalagem é muito divertida.

Tem um pouco de tudo nesse filme: violência (muita), piadinhas (bastante), vilão megalomaníaco, homens de terno muito bem vestidos, meninas que arrasam nas lutas, etc. E é tudo estilizado com muita camera lenta, e efeitos especiais (cabeças explodindo que nem fogos da Disney). É um filme que não se leva muito a sério e por isso é diversão garantida.

E tem o Mark Strong que deveria fazer muito mais filmes.

Esse filme só teve duas coisas que na minha opinião poderia ter passado batido mas não tirou a graça do filme.

A Tia Helô ia ficar horrorizada com o vilão que quer conquistar o mundo dando chip de celular. 726 "Ai, Jesus!" para os homens do rei.


Simplesmente Acontece

Sabe aqueles dias que você está a fim de uma comédia romântica? Pois é, lá fui eu ver esse filme que tem um ator que parece um Hugh Grant mais novo (e eu coração o Hugh Grant).

O trailer é fofinho e eu achei que ia ser mais do mesmo mas não foi bem assim. Tem muita coisa que acontece no meio do filme que não esperava de jeito nenhum pelo trailer. Tem menos comédia do que é sugerido, mas ainda é um filme fofo. A trilha sonora é ótima (tem até o tema dos deprimidos e melancólicos).

Rosie e Alex são amigos desde sempre, se gostam mas tem muita treta no meio, ele se muda para Boston, a vida segue e coisas acontecem.

A Tia Helô ia achar que jovens adolescentes não tem nada que ficar bebendo até cair. 158 "Ai, Jesus!" para Rosie e Alex.

7.3.15

Momento TOC: Top 10 frases de música

Fiz mais de 50 músicas no Analisando a música e várias letras me surpreenderam. Muitas estrofes bonitas, rimas bacanas e frases que se sustentam sozinhas. Mais análises virão, mas por enquanto aqui vai um top 10 de frases que mais gosto nas músicas que analisei até agora.

10. I'll draw until I've broken every law. (Don't Stop - Foster the People) - essa frase subversiva é uma delícia, ainda mais numa música que reflete os pensamentos de uma criança. E quem não gostaria de desenhar muito?

09. Breathe out so I can breathe you in. (Everlong - Foo Fighters) Essa frase sozinha pode ser um um pouco creepy mas também, como no contexto da música, é super romântica e sexy. Você decide.

08. Every new beginning comes from some other beginning's end. (Closing Time - Semisonic) Uma frase FATO filosófico. Todo novo começo vem do fim de outro começo. Sim, é confuso mas faz sentido.

07. I swallow my words to keep from lying. (In Hiding - Pearl Jam) Ai Eddie Vedder, tiamo. Para não mentir é melhor ficar calado, muito bem dito de forma poética.

06. Words like violence break the silence. (Enjoy The Silence - Depeche Mode) Assim como é bom engolir as palavras para não mentir, é melhor selecionar o que vai dizer porque palavras podem ser violentas.

05. Daylight licked me into shape. (Just Like Heaven - The Cure) Adoro essa forma como o simples ato de acordar é descrito.

04. Every time I think of you I feel a shot right through with a bolt of blue. (Bizarre Love Triangle - New Order) - Uma frase romântica e melancólica ao mesmo tempo.

03. I'll worship like a dog in the shrine of your lies. (Take Me To Church - Hozier) Aquele momento de entrega total onde mais nada importa, nem mentiras. Frase cheia de sentimento.

02. Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new. (Do I Wanna Know - Arctic Monkeys) Tô ocupado demais sendo seu para me interessar por outra pessoa. Uma frase que reflete com sinceridade o quanto uma pessoa está interessada na outra. Fofo.

01. Think of me in the depths of your despair. (Rolling in the Deep - Adele) Acho essa uma das melhores frases que alguém pode usar como um fora num fim de relacionamento. Pense em mim na profundidade do seu desespero. PAH! Bom. Demais.


23.2.15

Oscar 2015

Esse ano eu tinha expectativas com o Neil Patrick Harris (NPH para os íntimos), ele é engraçado, sabe cantar e dançar e já participou bem em outras cerimônias. Acontece que NPH é muito broadway e o número inicial foi até bom, mas só gostei mesmo quando o Jack Black interferiu.

Até mantive a esperança, mas antes da primeira hora já dava para ver que NPH não ia segurar a onda. As piadas estavam muito sem graça. Nem o Steve Carell conseguiu salvar um momento vergonha alheia do NPH. Ele tentou uma piada com Birdman aparecendo de cueca e tudo mas ficou parecendo idéia roubada do apresentador da Spirit Awards que aconteceu semana passada.

O Adam Levine cantou a minha música candidata preferida, Lost Stars, mas desafinou tanto que se fosse ele ia para o The Voice com vergonha. A apresentação musical da música do filme do Lego foi ótima, mas a de Glory, do filme Selma, levou a platéia as lágrimas.

Teve uma homenagem bacana aos 50 anos da Noviça Rebelde com, wait for it.... Lady Gaga cantando. E Julie Andrews apareceu!

Fora isso nada demais aconteceu. Zzzzzzzzzzzz

Os vestidos causaram no red carpet mas o oscar de meme da noite foi para Lady Gaga e suas luvas de forno/limpeza. (Se bem que no meio da cerimônia apareceu outro meme maravilhoso com a Meryl Streep)



Depois do Bradley Cooper, o mais bonito era o Miles Teller. Um filme com os dois por favor. E um beijo para o Chris Evans: barbado e lindo.


Então vamos a premiação de fato.

O ótimo Birdman levou: melhor filme, melhor fotografia, roteiro original e direção para o mexicano Alejandro Gonzlaez Iñarritu. Justíssimo!

O lindo Grande Hotel Budapeste levou os Oscars artísticos: figurino, maquiagem, desenho de produção e trilha sonora.

O fofo Eddie Redmanye ganhou o Oscar de melhor ator por A Teoria de Tudo. Barbada da noite.

Julianne Moore finalmente levou o seu Oscar para casa pelo filme Still Alice. Outra barbada.

J.K Simmons levou melhor ator coadjuvante pelo professor linha dura de Whiplash. E Whiplash levou melhor mixagem de som (claro, é um filme sobre um baterista de jazz) e, para surpresa de todos, também levou o de edição.

Patricia Arquette levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por Boyhood. Eu não acho que ela fez nada diferente do que fez em Medium (série de TV), mas o discurso dela foi ótimo - a Meryl Streep aplaudiu de pé.

Aliás a Meryl Streep mostrou como é que se faz uma apresentação de In Memoriam.



Interestelar levou o Oscar de melhor efeitos especiais. Ok, é um filme no espaço, mas Planeta dos Macacos tem efeitos muito melhores.

Animação foi para Big Hero 6. Não vi. O polonês Ida foi o melhor filme estrangeiro. Também não vi. Outro que não vi foi o vencedor de melhor documentário: CitizenFour.

Glory, de Selma, levou melhor música. Claro.

American Sniper levou edição de som. Se bem que eu não sei a diferença entre mixagem e edição de som, mas foi merecido de qualquer jeito.

Imitation Game, sobre o Alan Turing, levou melhor roteiro adaptado. Merecido. E com outro discurso que emocionou: "Stay weird. Stay different."

E com essa dica do roteirista de Imitation Game termino o post desse Oscar da depressão. Ano que vem tem mais.


PS. Começando já uma campanha para Amy Pohler e Tina Fey apresentarem o Oscar ano que vem.

16.2.15

Enquanto isso no Carnaval...


Esse ano resolvi me dedicar um pouco ao carnaval local. Como eu disse no outro post, Fortaleza não é conhecida como cidade carnavalesca mas isso está mudando.

Depois de um pré-carnaval intenso chegou a vez do reinado oficial do Momo. No sábado fui ver o que acontecia no Aterrinho da Praia de Iracema onde tinha um palco armado e o Criolo ia se apresentar. Não sabia quem era o Criolo, mas descobri que se tratava de um rapper e achei o show dele bom. De carnaval não tinha nada, era um hip hop com um pouco de reggae e letras com rimas que as vezes me fizeram rir (favela com nutella) mas animou as (muitas) pessoas que estavam ali.

areia lotada para o criolo

Domingo fui no bloco Sanatório Geral. Esse bloco é bacana porque é o único na cidade onde as pessoas se dedicam as fantasias e tem muita coisa legal. É carnaval com famílias. O aglomerado é numa praça pequena, arborizada com uma banda animando com músicas de carnaval (de marchinhas a frevo). Depois de umas duas horas de aquecimento a banda sai pelas ruas do bairro, mas esse ano tinha tanta gente que várias pessoas ficaram na pracinha esperando a banda voltar.

pacman e fantasminhas 
secos e molhados
the flash com colete de transito
lagarta de fogo
com a boa morte 
esqueleto carregando seu isopor
istar uós. adoro fantasias em grupo!
carneirinho, macaquinho e gatinho. fofos.
orange is the new black
I'm going to swing from the chandelier....

De tarde peguei a bicicleta e fui até o Mercado dos Pinhões porque fiquei sabendo que tinha outro bloco. As músicas eram menos carnaval e mais MPB (de Roberto Carlos a Chitãozinho e irmão). Estava cheio, o fim de tarde bonito e várias pessoas que estavam no bloco da manhã esticaram para o da tarde.

carnaval pedalando
fim de tarde no domingo de carnaval

Hoje aproveitei o silêncio total das redondezas. Amanhã ainda tem carnaval.

14.2.15

Analisando a música: Take Me To Church (Hozier)

O Grammy desse ano foi uma fossa só, as apresentações foram tão sonolentas que parecia tudo música ambiente de elevador. Até Happy foi feita numa versão unhappy. (Deve ter sido porque ano passado foi animado demais com o Daft Punk.) Quem ganhou a maioria dos prêmios da noite foi o Sam Smith com a sua chatinha Stay With Me.

A melhor apresentação da noite (depois da Kirsten Wiig fazendo a coreografia de Chandelier) foi o Hozier com a Annie Lennox cantando Take Me To Church e I Put A Spell On You.

Confesso que até então eu não sabia quem era Hozier nem tinha escutado Take Me to Church.

O Hozier é um cantor irlandês e lançou essa música em 2013, mas para o resto do mundo só em 2014. Gostei do Hozier.

Aí essa semana apareceu um video feito pelo fotografo David LaChapelle com essa música e o bailarino ucraniano Sergei Polunin (uma espécie de bad boy do ballet) fazendo uma coreografia muito expressiva. É tudo muito bonito: a fotografia do video, iluminação, coreografia, bailarino e música.

Aí eu fiquei mais curiosa ainda para saber sobre o que é Take Me To Church. Afinal porque o Hozier quer tanto ir para a igreja?

Hozier disse numa entrevista que "A música é sobre afirma-se e recuperar a sua humanidade através de um ato de amor. É das as costas para uma coisa teórica, algo intangível, e escolher amar algo que é tangível e real - que pode ser experimentado.... Mas não é um ataque a fé. Vindo da Irlanda claro que existe uma ressaca cultural a partir da influência da igreja. É muita gente andando com peso no coração e decepção e isso passa de geração em geração... A música é sobre isso - escolher um amor que vale a pena amar." (filosofou)

Como Losing My Religion, Take Me To Church não é sobre religião de fato. A música do R.E.M. é sobre obsessão, essa música do Hozier é sobre amor, sexo, e como a pessoa amada pode ser uma religião.

My lover's got humor
She's the giggle at a funeral
Knows everybody's disapproval
I should have worshipped her sooner
If the heavens ever did speak
She is the last true mouthpiece
Every Sunday's getting more bleak
A fresh poison each week
"We were born sick", you heard them say it
My church offers no absolutes
She tells me "worship in the bedroom"
The only heaven I'll be sent to
Is when I'm alone with you
I was born sick, but I love it
Command me to be well
Amen

Hozier começa a música admirando o humor de sua amada. Ela ri em funerais (quem nunca?) e sabe que os outros não aprovam e ele deveria ter a venerado mais cedo. Ela é a boca do paraíso, sua religião e igreja. A cada domingo que fica mais sombrio vem um veneno novo a cada semana significa que ele está cansado do que os outros estão dizendo e pregando.
A sua igreja não oferece absolutos e a adoração é feita no quarto, na cama (ui, ui, ui). E o único paraíso para o qual ele vai é quando está só com ela (me lembrou Locked out of Heaven do Bruno Mars, que também é sobre sexo).
"Eu nasci doente, mas adoro", doente na opinião dos outros que acham que ele e sua amante são imperfeitos. "Me faça ficar bem". 50 tons de Amen.

Take me to church
I'll worship like a dog at the shrine of you lies
I'll tell you my sins and you can sharpen your knife
Offer me that deathless death
Good god, let me give you my life

"Então me leva para essa igreja já! Vou te adorar como um cachorro no santuário das suas mentiras." (essa frase é genial! cheia de sentimento) "Vou te contar meus pecados e você pode afiar sua faca. Me ofereça aquela morte imortal" (Hozier filosofou que se apaixonar era uma morte, a morte de tudo. é observar a si mesmo morrer de forma maravilhosa, num sentido morte-renascimento. Hozier, amigo, a gente sabe que morte imortal é um orgasmo.)
E aí ele só quer saber de se entregar.

If I'm a pagan of the good times
My lover's the sunlight
To keep the Goddess on my side
She demands a sacrifice
To drain the whole sea
Get something shiny
Something meaty for the main course
That's a fine looking high horse
What you got in the stable?
We've a lot of starving faithful
That looks tasty
That looks plenty
This is hungry work

Nessa parte da música ele relaciona atos pagãos (ele é um pagão dos bom momentos) com o que sua deusa exige, porque ele precisa mantê-la a qualquer custo. Adoração ao Sol, sacrifícios, coisas brilhantes, uma carninha para o prato principal, um cavalo. (O cavalo aqui na verdade significa a arrogancia dos outros em julgar, e que sacrificar essa arrogancia e julgamento seria ótimo para os fiéis famintos)
Ele faz tudo por ela, e não é fácil. (Mas parece saboroso e abundante. Vai fundo Hozier!)

Take me to church
I'll worship like a dog at the shrine of you lies
I'll tell you my sins and you can sharpen your knife
Offer me that deathless death
Good god, let me give you my life

Mas ela o leva para a igreja e dá aquela morte imortal.

No masters or kings when the ritual begins
There is no sweeter innocence than our gentle sin
In the madness and soil of that sad earthly scene
Only then I am human
Only then I a clean
Amen

Quando o ritual começa não tem mestres nem reis (Fica a dica Mr. Grey), e que nada é mais doce e inocente do que o pecado suave. Na loucura e no solo daquela cena terráquea triste. Ele está no céu. Só então ele é humano e limpo. Ele se purifica pelo ato. Sexo poético.

Take me to church
I'll worship like a dog at the shrine of you lies
I'll tell you my sins and you can sharpen your knife
Offer me that deathless death
Good god, let me give you my life

E vamos para a igreja do Hozier que é carnaval e todo mundo merece uma morte imortal.


O video oficial também tem uma mensagem forte sobre amantes incompreendidos, mas esse dirigido pelo David LaChapelle é tão melhor e mais bonito que vou colocar aqui primeiro.

(Aguardo uma colaboração da Sia com o Hozier onde a Madeleine Ziegler - a garotinha de Chandelier- faça uma dança com o Sergei Polunin)




E o video oficial é esse.

13.2.15

50 Tons de Cinza

Para começar: não li o livro.

Conheço várias pessoas que leram, algumas gostaram, outras não passaram das primeiras 30 páginas, e muita gente falou mal. E tome polêmica. Pelo que entendi é um Sabrina/Bianca/Julia de capa dura (e pitadas de BDSM). A autora ficou milionária só no "falem mal, mas comprem meu livro".

Li um que artigo tem algumas passagens do livro e devo dizer que ri muito das descrições (voz de caramelo derretido, Ícaro voando perto do sol, suor com poderes, etc, e as inúmeras menções a tal da medula oblongata - wtf?). Melhor que isso só o fantoche Marcelinho lendo um trecho do livro.

Fiquei com preguiça de ler tantas menções a deusa interna (Oi?) e decidi esperar o filme.

Adianto que achei o filme melhor do que eu esperava. Tem uma trilha sonora boa, é bem filmado e mantém o interesse.

O filme tem dois graves defeitos: 1) falta total de química entre os protagonistas (saudades J.Lo e Clooney em Out of Sight) e 2) péssimos diálogos (se bem que esse defeito gostei porque dei muita risada).

Atenção para 50 tons de Bitch please. Para os dois, Mr. Grey e Anastacia. (COM SPOILERS)

A história é sobre Anastacia, que chamarei de Tatá, uma garota estabanada, hipster, que cai de paraquedas no escritório do Mr. Grey para fazer uma entrevista no lugar da amiga que ficou doente. O Mr. Grey, que é um dominador de carteirinha, viu na figura da Tatá uma ótima oportunidade de pessoa submissa e decidiu investir.

Tatá por sua vez achou o Mr. Grey lindão, hot, hot, hot, e ficou com os joelhos fracos e formigas nas calças. O Mr. Grey no modo stalker vai atrás dela no trabalho (uma loja de ferramentas), se oferece para posar para fotos do artigo da amiga e convida a Tatá para um café. Aí num papinho o Mr. Grey descobre que Tatá é mocinha romântica e desiste dizendo "não sou homem para você". (revirada de olhos nivel: Liz Lemon)

Decepcionada, Tatá vai com as amigues num bar, bebe todas e drunk dial o Mr. Grey. Tatá, amiga, que erro de principiante! Mr. Grey pega a deixa, vai lá tirá-la de uma bebedeira, e talvez de um amigo interessado nela, e a leva para curar ressaca no seu hotel. Ela acorda, pergunta se transaram, e o Mr.Grey (shirtless, claro) diz que não, que não toca nela antes dela assinar um contrato (Oi?), mas não resiste a mordidinha de lábios da Tatá e temos uma pegação no elevador digna de Grey's Anatomy. (trocadilho merecido)

(queria abrir um parenteses para o Taylor, motorista do Mr. Grey: macho-que-é-macho)

Tatá quer saber que babado do contrato é esse e Mr. Grey a leva para conhecer seu quartinho de brinquedos adultos. Tatá fica curiosa, Mr. Grey explica que ele é dominador, ela seria submissa e teria que obedecer as regras ou então seria punida mas que em troca ele seria só dela. (foge Tatá!) Aí ele diz que não vai fazer nada que ela não queira e descobre que Tatá é virgem. Felizmente ela não é muito apegada ao seu himen e vai logo se desfazer dele com o Mr. Grey.

Mr. Grey então entrega o tal contrato cheio de blá blá blá vibradores, algemas e cordas. Tatá cozinha Mr. Grey por um bom tempo até que ele decide dar uma palhinha de como pode ser um sexo BSDM com algumas palmadas. Enquanto isso Mr. Grey tira foto com ela para o jornal, apresenta ela a mãe, dorme de conchinha, é um fofo. Eles negociam os termos do contrato e ele até aceita um cineminha com jantar. Tatá diz que topa entrar no quarto de brinquedos, mas ainda não assina o contrato.

Aí vem as cenas picantes, só que não. Se fosse um filme da HBO seria bem melhor, just saying.

Tatá decide visitar a mãe em outro estado, Mr. Grey fica puto que não foi avisado mas aparece lá de surpresa e leva Tatá para um voo de ultraleve. (Pierce Brosnan e Rene Russo fizeram muito melhor em The Thomas Crown Affair)

Alguma coisa acontece nos negócios do Mr. Grey que o deixa tenso, ele volta para casa mais cedo e quando ela chega eles tem uma DR. Tatá quer ficar alisando o peito do Mr. Grey, ter conversas profundas, quer saber do passado dele, mas ele acha que ela está sendo desobediente e merece punição, ela questiona mas acaba aceitando para tentar entender. Seis chibatadas depois ela vê que o buraco é mais embaixo, devolve o computador e o carro e vai embora, mas não sem antes dizer um NÃO bem bonito para o Mr. Grey.

Achei esse final muito digno. Tatá experimentou coisas pela primeira vez com Mr. Grey (ele também com ela), se apaixonou, viu que tem muita gente esquisita por aí, que ele é duro na queda, optou pela saída a direita e o deixou para brincar sozinho no quartinho.

Para que continuações?

Olha amigues, passar duas horas vendo o Jamie Dornan na tela grande não é nada mal. Ele pode não ser um ótimo ator, mas dá conta do recado e é bonito. O shirtless dele é louvável. Já tinha reparado nele quando fez o caçador da Branca de Neve em Once Upon a Time, e depois ele fez o serial killer mais bonito de todos os tempos em The Fall. (Hannibal você é mestre, mas o Paul Spector é lin-do). O Mr. Grey dele só fica interessante mesmo quanto faz cara de psicopata combinado com o shirtless.

Já Dakota Johnson deu uma certa dignidade a Tatá. Em nenhum momento achei que a Tatá tivesse interessada no din din ou poder do Mr. Grey, queria mesmo aquele corpinho. Ela morde os lábios mais do que a Kristen Stewart e é intencional (afinal o Mr. Grey fica loka quando ela faz isso), mas na reta final teve pulso.

Pena que faltou química entre os dois.

A Tia Helô ia ficar horrorizada com os brinquedinhos de Mr. Grey, e mais ainda com aqueles diálogos cafonas: 813 "Ai, Jesus!" para Tatá e Mr. Grey.

7.2.15

Pedalando

Em 2000 (isso mesmo, 15 anos atrás) vendi meu carro e comprei uma bicicleta. Durante um ano ia para quase todos os lugares perto de casa de bicicleta. Na época comprei uma mountain bike barata da sundown (uma genérica da caloi que nem sei se existe mais) que rodava bem e eu podia deixar ela amarrada em qualquer poste.

Pedalar em Fortaleza era muito mais perigoso do que hoje. Não tinha ciclovias, nem ciclofaixas, e os poucos ciclistas eram: atletas profissionais (ou fingindo ser) ou entregadores (isso na parte central da cidade porque na periferia sempre teve muitos ciclistas que foram trocando suas bicicletas por motos). Desisti de tomar susto todos os dias e voltei a usar o carro, não abandonei a bicicleta mas usava bem menos.

Felizmente hoje a cidade já está abraçando mais as bicicletas, as pessoas estão vendo que não vale a pena ficar preso no transito e o numero de ciclistas aumentou consideravelmente.

A minha sundown ainda está boa mas está velhinha, então decidi comprar uma nova. Escolhi uma urbana, sem barra no meio (que facilita andar de saia e vestido), simples mas muito confortável.

Chegou ontem, montei hoje e já saí pedalando.

com cestinha e capacete, claro.

31.1.15

Carnaval em Fortaleza

Fortaleza era uma cidade sem um carnaval expressivo. Sempre teve blocos de pré-carnaval mas quando o reinado do momo começava todos viajavam (para as praias ou outras cidades carnavalescas). A cidade ficava vazia, calma, silenciosa. Lembro que os cinemas faziam promoções e via filmes por 2 reais, as praias urbanas ficavam vazias e o shopping era mais abandonado que cidade de faroeste. Os turistas que vinham nessa época queriam calma e tranquilidade. O máximo que acontecia de folia era o desfile de Maracatu.

bloco no mercado dos pinhões

Há uns 3 anos isso começou a mudar. O pré-carnaval continua firme e forte com blocos e bandas todos os fins de semana de janeiro, mas agora tem uma programação de carnaval consistente para a cidade. Os turistas estão vindo, os locais ficando e a cidade fica cheia.

Esse ano até vai ter banda de bloco importada do Rio de Janeiro. Vai ter carnaval na Praça do Ferreira, no Aterrinho da Praia de Iracema, os desfiles na Domingos Olimpio e mais alguns blocos de rua como o Sanatório Geral, que sempre tem fantasias ótimas.

Ontem fui no pré-carnaval do Luxo da Aldeia que acontece dentro (e fora) do Mercado dos Pinhões. Estava animado, um bocado de gente fantasiada. 


Confesso que prefiro a tranquilidade, não sou do carnaval, mas estou disposta a me aventurar em algum bloco. Depois conto.


21.1.15

+ Filmes

Wild (Livre)

A Cheryl (Reese Witherspoon) sofreu alguns traumas, teve problemas com o casamento, com drogas e decidiu fazer a trilha do Pacific Crest Trail que tem mais de 1700 km e vai do deserto no sul da Califórnia até a fronteira com o Canadá.

Ela vai sozinha. Andou por mais de 3 meses, enfrentou noites sozinha, animais perigosos (inclusive alguns humanos), encarou medo e unhas caídas, mas também fez amigos e até alguns fãs.

O filme é sobre essa caminhada e ao longo do caminho somos apresentados a vida passada da Cheryl através de alguns gatilhos como música, cartas que ela recebe, lembranças que ela tem.

O fim é meio sem graça, mas o que importa é o caminho né?

A Tia Helo ia ficar horrorizada com uma mulher andando sozinha no meio do nada. Mal sabia a Tia Helô que isso faz um bem danado, 725 "Ai, Jesus!" para as botas pequenas da Cheryl.


Foxcatcher 

Eu queria ver esse filme pelo Steve Carrell num papel sério. Ah, quem estou enganando? Queria mesmo era ver 2 horas de Channing Tatum naqueles maiôs de luta.

A história é sobre os irmãos Schultz, que eram lutares e campeões olímpicos, e o milionário John Du Pont. Mark Schultz (Channing, sempre em forma) é o irmão mais novo que apesar da medalha olímpica vive na sombra do irmão mais velho Dave (que também tem sua douradinha). Um dia o Mark recebe uma ligação do John Du Pont o chamando para lutar no seu time (e morar na sua fazenda).

O John Du Pont era um cara esquisito. Era daquelas pessoas que comprava amigos, oferecia coisas e depois cobrava. A relação dele com o Mark era conturbada e com Dave também. E claro que tem um fim trágico.

O filme é chaaaato pacas. Pronto falei. A única coisa interessante (além do Channing de maiô) é a relação entre os irmãos. Mark Ruffalo é muito bom no papel do Dave.

O Steve Carrell faz um John DuPont freaky, não sei se o da vida real era daquele jeito mesmo, mas achei uma atuação pesada.

Esse filme foi indicado ao Oscar por ator, ator coadjuvante, roteiro original, direção e maquiagem.

Não foi indicado a melhor filme, achei justo, é tedioso, e muita coisa ali poderia ter sido melhor aproveitada (a relação do John DuPont com a mãe).

A Tia Helô teria dormido nos 5 minutos iniciais, e talvez acordasse para ver o Channing shirtless. 128 "Ai, Jesus!" para Foxcatcher.

18.1.15

Analisando a música: Chandelier (Sia)

Um dos videos que fez mais sucesso ano passado é dessa música da Sia.

Quem é Sia? Eu também não conhecia, e pelo jeito não vou saber quem ela é porque agora ela só canta de costas para o público.

A vi no programa do Graham Norton. Ela cantou o tempo todo e deu a entrevista de costas. Foi meio bizarro. Ela disse que não que ser famosa e quer ficar longe dos holofotes, mas quer que a música faça sucesso. Bem, isso ela conseguiu. (Depois descobri que ela sofre de depressão e teve ataques de pânico.)

Sia é uma cantora pop australiana que começou a carreira em 1996. O primeiro hit foi "Taken For Granted" em 2000. Ela lançou 4 albuns até 2010 quando lançou We Are Born e se "aposentou". A Sia decidiu se recolher dos palcos e só compor.

Ela é uma compositora de mão cheia, distribui hits mais do que um crupiê cartas no cassino. Só para vocês terem idéia, ela compôs: Diamonds da Rihanna, Pretty Hurts da Beyoncé, Perfume da Britney, e Titanium do David Guetta.

Parece que um dia ela estava compondo e achou que Chandelier seria uma música ótima para ela mesma e a partir daí criou um conceito para o album 1000 Forms of Fear que foi lançado em 2014. A Sia também criou essa imagem da loira chanel para que seja uma marca dela (como aquele cabelo bolo de noiva da Amy Whinehouse).

E é aí que entra o video da garotinha de peruca loira que faz uma coreografia contemporânea.

Mas, sobre o quê é Chandelier? Vamos analisar.


Party girls don't get hurt
Can't feel anything, when will I learn
I push it down, push it down

A música é sobre uma garota festeira, que não perde a oportunidade de estar na pista. Acontece que como todos nós que um dia já tivemos ressaca, inclusive moral, sabemos que essa vida não pode durar para sempre.
Ela fala que não sente nada e se pergunta: "quando vou aprender?". É um vício.

I'm the one "for a good time call"
Phone's blowin' up, they're ringin' my doorbell
I feel the love, feel the love

Ela é a ligação que todo mundo faz quando querem se divertir. O telefone toca direto e até batem na porta dela. Assim ela se sente amada. (Mas para isso tem que estar sempre animada e pronta para uma festa. Quem consegue ficar assim o tempo todo? Pois é.)

1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink

Throw em back, till I lose count

1,2,3 bebe! E lá se vão os shots (tequila, whiskey, vodka, etc) até perder a conta. Só assim para ela se animar. Beber até se sentir confortavelmente entorpecida. (como já disse o Pink Floyd).

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier

Aí com o alcool fazendo efeito o que ela diz que vai fazer? Se pendurar no candelabro e balançar como se não houvesse amanhã. Nesse ponto da noite a bebida (e talvez drogas) já fazem efeito e ela está na fase "me sinto indestrutível e livre". No meio da estrofe, num quase desespero querendo muito acreditar, ela fala que vai voar como um pássaro e sentir as lágrimas secando. Gente, ela sabe que não está bem, mas afinal ela é a party girl.

And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
On for tonight

Aí chega aquela parte da noite que todo mundo já começa a ir embora, mas tem gente que nunca sabe quando a festa acaba. A tonteira começa a ficar pior, é a ressaca batendo na porta, mas ela que se manter otimista porque é só por hoje a noite (doce ilusão). E ela pede ajuda, porque é só por hoje a noite (continua se iludindo).

Sun is up, I'm a mess
Gotta get out now, gotta run from this
Here comes the shame, here comes the shame

O sol nasce, a maquiagem está vencida, a roupa amassada, está na hora de ir embora. E lá vem a ressaca moral....

1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink

Throw em back, till I lose count

Fazer o que? Tomar umas pílulas para recompor. (Esse 1,2,3 também pode ser algumas pílulas que ela toma para se manter animada ou viva mesmo).

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier

And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
On for tonight

Numa segunda análise essa música pode ser sobre depressão e alcoolismo. Que esse "vou balançar do candelabro" e que essa vontade de viver como se não houvesse amanhã talvez seja uma euforia passageira. Essa interpretação é reforçada pela estrofe que ela diz que está "agarrando a sua preciosa vida, que não vai olhar para baixo, não vai abrir os olhos" e pede ajuda para se manter otimista. Ela se engana dizendo que é só por hoje a noite, mas os demônios voltarão. O vício é cíclico.

Ainda bem que a música é boa, porque essa análise deixa qualquer um deprimido. 1,2,3 drink!

A garotinha do video (Madeleine Ziegler) faz uma coreografia sensacional no meio de um apartamento muquifo no que parece ter sido filmado em um take. 1,2,3 aperta o play!




A garotinha fez tanto sucesso que a Sia a colocou num segundo video, Elastic Heart, também muito interessante, junto com o Shia LaBeouf. (não gosto muito dele como ator, mas ele faz careta bem)

13.1.15

+Filmes

American Sniper

Bradley Cooper faz o atirador de elite Chris Kyle, que foi um dos mais eficientes na ação dos americanos no Afeganistão e Iraque. Chris era um patriota em primeiro lugar, ele acreditava mesmo em defender seu país. Durante nove anos foi para o meio da zona de guerra ajudar os soldados a ficarem seguros.

Ele tinha uma visão perfeita e provavelmente enxergava agulha no meio do palheiro com facilidade.

Guerra é uma coisa confusa. Ambos os lados tem suas razões, ambos tem mocinhos e vilões. Ainda mais nos dias de hoje que é quase tudo na base do video game, pessoas numa sala apertando botões para que drones joguem bombas. É tudo tão absurdo e violento. Quem sofre mais é quem está la no meio sem ter como sair.

O Clint Eastwood dirigiu essa biopic (sim, é baseado numa pessoal real - mas eu só descobri no fim do filme) e dificilmente um filme dele é ruim, ainda mais com o Bradley Cooper.

Além da zona de guerra também mostra Chris com sua família nas poucas vezes que ele estava em casa e na dificuldade que os soldados tem ao retornar da guerra.

A Tia Helo provavelmente bateria continência para o Chris. 372 "Ai, Jesus!" para cada tiro que ele deu.


Birdman

Um filme sobre um ator que fez sucesso com um personagem superherói (o tal Birdman) há 20 anos e ainda tenta ser um ator levado a sério. Para isso ele adaptou e montou uma peça, dessas filosóficas, mas esbarra no seu ego que conversa com ele com uma voz grave.

O Michael Keaton foi o Batman mais de 20 anos atrás, mera coincidência? Não sei, mas Birdman é muito bom. E ele está ótimo no papel.

Edward Norton está muito bom no papel de um ator egocêntrico que o personagem do Michael Keaton contrata para trabalhar na peça.

O Alejandro Gonzalez Iñarritu dirigiu esse filme de uma forma genial. Ficou de um jeito que parece que foi um só take e a camera está sempre acompanhando alguém. A trilha sonora é um espetáculo a parte: mais da metade do filme é só uma bateria (até parece que o baterista de Whiplash estava nesse filme).

Já estou torcendo para esse filme ser indicado ao Oscar.

A Tia Helo ia achar tudo uma grande viagem na maionese e ia ficar meio tonta com a camera, 683 "Ai, Jesus!" para o homem pássaro.

10.1.15

+Filmes

The Imitation Game

Ano passado li um livro sobre a vida do Alan Turing, que é interessantíssima, que em muitas partes era bom mas deixou um pouco a desejar quando o autor queria explicar matemática avançada para leigos (sem ele mesmo entender).

Esse filme foi baseado em outro livro chamado Alan Turing: The Enigma, que não li.

O Turing praticamente inventou o sistema binário e tinha idéias para uma máquina que pensasse. É praticamente o criador do computador.

O filme é sobre como ele desenvolveu uma máquina que foi capaz de quebrar os códigos dos alemães durante a segunda guerra e assim ajudou os britânicos e aliados a fazer ataques estratégicos que foram importantes para o fim da guerra.

O Turing era homossexual assumido, mas na Inglaterra daquela época era proibido. Ele teve a casa roubada e o amante do Turing disse que foi um amigo dele. Turing chamou a policia e na investigação os policiais descobriram que Turing tinha tido relações homossexuais com o rapaz. Turing foi condenado e escolheu a castração química como pena.

O Alan Turing passou a ser notícia quando em 2013 a Rainha Elizabeth assinou o perdão da pena de indecência a qual o Turing foi condenado em 1952, e ainda recebeu reconhecimento por todos seus feitos durante a segunda guerra. Mais do que justo.

O Benjamin Cumberbatch está sensacional como Turing. Estará no Oscar com certeza.

A Tia Helo não era adepta dos computadores, mal usava calculadora, mas teria gostado do Turing. 43"Ai, Jesus!" para o matemático e seus amigos.

Whiplash

Esse filme é sobre um baterista de jazz que é aluno numa das melhores escolas de música, é dedicado, focado e acredita que pode ser o melhor. Aí entra o professor sargentão/Sr.Myagi que o escolhe para a banda da escola que toca em competições. Tem palavrões, humilhação, gritaria e algum sangue. E fica a pergunta: será que um talento realmente desenvolve seu potencial sem que seja pressionado?

É quase um Cisne Negro com baterias.

Só se fala no J.K. Simmons como o condutor linha dura, mas o Miles Teller no papel do baterista está ótimo. Queria saber se ele aprendeu mesmo a tocar bateria daquele jeito.

Claro que qualquer banda precisa de ensaio, e muito ensaio, mas eu achava que jazz era um estilo musical relaxado, daqueles que o pessoal se junta para uma jam session e sai um som. Que nada. Tem até competição.

A Tia Helo ia ficar tensa com o Miles Telles e suas baquetas nervosas. 427 "Ai, Jesus!" para o som de Whiplash.

6.1.15

Momento transporte público: bicicletas compartilhadas em Fortaleza

Como eu já disse várias vezes aqui no blog, sou a favor de qualquer iniciativa que diminua o número de carros nas ruas e melhore o transporte público e também sou adepta das bicicletas como transporte alternativo.

Com a ciclofaixa de domingo os ciclistas cearenses se empolgaram, muitos sairam do armário e as lojas de bicicletas nunca venderam tanto.

Fortaleza agora tem bicicletas compartilhadas. Aqui elas são verdinhas (o patrocinador é outro) e estão sendo muito usadas.



Quem acompanha o blog sabe que uso muito essas bicicletas quando estou no Rio, é o meu meio de transporte principal na cidade, então comemorei que agora também tem em Fortaleza.

A idéia dessas bicicletas é o deslocamento de um lugar para o outro. Você pega numa estação e pode devolver em qualquer outra.



Como faz? Baixa o aplicativo do Bicicletar, faça o cadastro e compre o passe (que pode ser de um dia R$5, um mês R$10 ou um ano R$60), depois é só seguir os passos na app. Para quem não tem um smartphone, faz o cadastro e compra o passe no site e na estação é só ligar para o número que tem no totem da estação e seguir as instruções. Tem uma opção de passe atrelado ao bilhete único (mas essa não usei porque não tenho o bilhete)

Para devolver basta encaixar a bicicleta na estação. Até 60 minutos está incluído no passe, depois que usar uma hora tem que devolver ou então paga a hora extra. Se quiser tirar outra logo depois tem que esperar 15 minutos, ou então paga hora extra (mesmo que não tenha usado os 60 minutos na vez anterior). Aos domingos e feriados o tempo é de 90 minutos.

Se após retirar a bicicleta ver que tem algum defeito pode devolver em até 5 minutos.

A diferença entre Fortaleza e o Rio é que os cariocas já tem ciclovias há muitos anos, muito antes do boom das bikes e muito antes das bicicletas compartilhadas. Claro que ainda pode melhorar muito, mas a cidade é bem servida de ciclovias.

Fortaleza não. Aqui as poucas ciclovias ficam fora da parte central da cidade e são apenas no meio de grandes avenidas. Com a moda da bicicleta (que espero que seja permanente tipo um pretinho básico) pintaram algumas poucas ciclofaixas nas ruas e aos domingos tem a ciclofaixa atravessando a cidade.



A Beira Mar tem uma faixa exclusiva no asfalto todo os dias de 5:30 as 7:30 da manhã que sempre foi para os corredores mas agora cada vez mais tem gente de bicicleta, está ficando congestionado.

kd espaço no meio dos corredores?

Fortaleza tem tudo para ser um lugar onde as pessoas andam de bicicleta. É uma cidade concentrada e as distâncias são curtas. Faz calor? Sim, bastante, mas também tem vento e muitas ruas arborizadas (contanto que não derrubem mais árvores).

Para que as pessoas usem mais as bicicletas, próprias ou compartilhadas, vai ser necessário mais ciclofaixas porque pedalar nas ruas é perigoso mesmo, o motorista local é mal educado (de carro, de ônibus, de taxi e principalmente de moto). E porque é perigoso muitas pessoas andam na contramão da ciclofaixa (algumas deveriam ser mão dupla. fica a dica.) e andam nas calçadas, apesar das mil placas dizendo que é proíbido.

tiozinho na bicicleta do lado da placa proibindo

Os ciclistas tem que lembrar que existem leis de transito para bicicleta também.

Então agora com as bicicletas compartilhadas espero ver cada vez mais pessoas pedalando.



31.12.14

Vem 2015!

Em 2014 foi difícil segurar o forninho, mas a vida é assim.

Então para entrar o ano novo com bastante groove aí vai uma das músicas mais gostosas de 2014 que não deixa ninguém ficar parado.

Beijo-tchau 2014.

Oi 2015, tudo bem?




(curiosidade: Michael Jackson escreveu essa música com o Paul Anka em 1983, mas foi barrada do Thriller. A versão solo do Michael Jackson é ótima, óbvio, mas gostei muito dessa atualizada com o Justin Timberlake.)