26.10.14

Sonic Highways

Foo Fighters vai lançar um album novo em novembro e como uma prévia do lançamento a HBO esta passando a série-documentário Sonic Highways dirigida pelo próprio Dave Grohl.

A série é sobre a gravação do album em diferentes cidades americanas em estúdios locais com produtores, artistas e engenheiros de som também locais. Cada episódio é em uma cidade e mostra a história musical local e a música americana é muito rica e variada em sons, ritmos e artistas. Muita ênfase é dada no punk rock porque foi o gênero musical preferido dos integrantes da banda (pelo menos do Dave Grohl). No fim de cada episódio a banda mostra a faixa que foi gravada naquela cidade e dá para ver (e ouvir) a influência de cada ambiente. É um prato cheio para quem gosta de saber como as bandas se formam, albuns surgem e músicas são gravadas. É um processo que envolve muita criatividade, engenharia e logística.

A banda é divertida e seus integrantes contam como seu interesse em música começou, que bandas eram as favoritas, tudo integrado com o cenário musical das cidades.

Já vi dois episódios: o de Chicago, a meca do blues, e Washington DC, que eu não sabia que tinha um cenário musical tão expressivo.

Aguardo os próximos episódios. Pelo trailer dá para ver que ainda tem Seattle, NYC, Austin Nashville, Los Angeles e New Orleans.



E a primeira música lançada é Something From Nothing, gravada em Chicago.

20.10.14

Enquanto isso na ciclovia... (2)

Mais um passeio pelas ciclovias cariocas.

muita neblina 
espaço para todos
old school
new school
sempre cheio aos domingos
tem gente que vai de carona na garupa

15.10.14

Analisando a música: Walking On A Dream (Empire Of The Sun)

Um leitor do blog está pensando em usar essa música num momento importante na sua cerimônia de casamento e me pediu para analisar. Pedido de leitor do blog é atendido!

Empire Of The Sun é um duo australiano formado por Luke Steele, que veio de uma banda rock/pop chamada The Sleepy Jackson, e Nick Littlemore que fazia parte de uma banda quase techno chamada Pnau. Ambos já tinham colaborado juntos em outras músicas e estavam pensando em projetos solos quando se juntaram. A junção desses dois rendeu um som que vai do synthpop passando pelo glam pop até o rock eletrônico.

Walking On A Dream é do primeiro album da banda de mesmo nome, de 2008. Eles lançaram outro album em 2013, Ice on the Dune, mas esse não escutei ainda.

Então vamos analisar essa música meio psicodélica e saber o que acontece numa caminhada no sonho.

Walking on a dream
How can I explain myself
Talking to myself
Will I see again

Então sabermos que ele está andando num sonho que pode ser: 1) que ele está sonhado que está fazendo o Caminho de Santiago ou 2) que a situação é tão boa, que o amor é lindo, que ele se sente nas nuvens. Não consegue nem se explicar, até fala sozinho e quer saber se vai voltar ao estado normal. (se fosse ele continuava nesse estado mesmo)

We are always running for the thrill of it thrill of it
Always pushing up the hill searching for the thrill of it
On and on and on we are calling out and out again
Never looking down I'm just in awe of what's in front of me

Aí ele diz que estamos sempre buscando a emoção, que insistimos na sensação, afinal quem não quer aquele high de endorfina e adrenalina? Ele nunca olha para trás (ou para baixo no caso de estar subindo algo), admirando sempre o que está em sua frente.

Is it real now
When two people become one
I can feel it
When two people become one

Is it real life? Coisas que nos deixam arrebatados que nem parece realidade. Momento romântico da música: ele sente quando duas pessoas se tornam uma...fofo.

Thought I'd never see
The love you found in me
Now it's changing all the time
Living in a rhythm where minutes working overtime

Ele diz que nunca pensou que fosse ver o amor que o outro (ou a outra) vê nele, que muda constantemente num ritmo onde os minutos estão fazendo hora extra. Coração ligado, beat acelerado. (ops, essa é outra música)

We are always running for the thrill of it thrill of it
Always pushing up the hill searching for the thrill of it
On and on and on we are calling out and out again
Never looking down I'm just in awe of what's in front of me

E continua atrás das emoções...

Is it real now
When two people become one
I can feel it
When two people become one

Dois em um.

Catch me I'm falling

Até parece que está caindo

Don't stop just keep going on
I'm your shoulder lean upon
So come deliver from inside
All we got is tonight that is right 'till first light

"Está tão bom que não vamos parar, pode contar com o ombro amigo, vamos liberar tudo que está dentro (do que?). Só temos hoje a noite e estará tudo certo até a primeira luz." Então é tudo um sonho mesmo? Por que acaba tudo na manhã? Será que ele sabe que está num sonho? Fiquei confusa.

Is it real now
When two people become one
I can feel it
When two people become one

Mas tudo fica certo quando duas pessoas se tornam uma. O amor é lindo.


Para o leitor eu digo: usa a música sim! De preferência com uma coreografia acompanhando.


O video é uma viagem surreal por Xangai.

12.10.14

Enquanto isso na ciclovia...

De volta ao Rio. Como o meio de transporte que mais uso aqui é a bicicleta, dessa vez comecei uma série de fotos no instagram com o que acontece nas ciclovias cariocas.

transpotrando a prancha
treinamento
espaço para todos
pura diversão
nova modalidade: skate puxado

27.9.14

+ Filmes

Filmes sobre música.

Begin Again (Mesmo se nada der certo)

Keira Knightley e Adam Levine (delícia) são um casal musical. Ele acabou de assinar um contrato com uma gravadora e já faz um certo sucesso e ela escreve músicas mas prefere ficar atrás da fama. Acontece que um dia eles se separam, ele vai ser famoso e ela fica meio sem rumo. Um amigo a convida para cantar num bar e é lá que o Mark Ruffalo, que é um produtor musical meio em baixa, a vê cantando e faz uma proposta. O filme é leve, as músicas são todas boas. Achei interessante vê-la cantando uma música só na voz e violão e depois ver que o personagem do Mark Ruffalo vai colocando de instrumentos (mesmo que na cabeça dele) para fazer a música melhor.

É do mesmo diretor de Once. E já disse que tem o Adam Levine?




Frank

O Frank é um cara que não gosta muito do seu próprio rosto e decide usar uma cabeça de papel machê, aind assim ele é muito carismático. Ele tem uma banda de música chamada Soronprfbs. Não sei como classificar a música da banda do Frank. Vou optar por música industrial gutural (dados os instrumentos e elementos usados). Os outros integrantes da banda são tão esquisitos quanto o Frank. Um dia eles vão tocar num bar obscuro numa cidadezinha da Inglaterra e lá o músico-wanna-be-sem-talento John se vê escolhido para ser o novo tecladista da banda (o outro tentou se afogar). A banda vai gravar um novo disco numa cabana nomeio do mato e o John começa a relatar tudo nas redes sociais fazendo com que a banda fique meio que famosa. O John na sua mediocridade reconhece a genialidade do Frank. É um filme esquisito, a música é estranha, mas o Michael Fassbender conseguiu dar vida aquela cabeça de papel machê tão bem que até senti falta no fim do filme.


Twenty Feet from Stardum

Esse filme ganhou o Oscar 2014 de melhor documentário. É sobre as cantoras que fazem backing vocals e como elas foram importantes para a música, especialmente para o rock n' roll. O documentário acompanha 5 das mais conhecidas e tem depoimentos de vários artistas que trabalharam com elas (Sting, Bruce Springsteen e Mick Jagger). É muito interessante saber os bastidores de algumas gravações bem conhecidas, tipo Gimme Shelter. Essas cantoras tem vozes poderosas, bonitas, e a maioria delas gostaria de ter sido mais famosa. É curioso ver que cada uma com uma ambição diferente. Enquanto Darlene Love tenta, ainda aos 70 anos, ser atração principal tem a Lisa Fischer (que para mim tem uma voz maravilhosa e é a única que já vi ao vivo) que conseguiu até um Grammy com a carreira solo mas prefere ser backing vocal - e é uma perfeição.


A Tia Helo ia gostar da água com açucar que é Begin Again, ia se identificar com a loucura do Frank e bateria palmas para uma das backing vocals cantou com Elton John. Um 36 "Ai, Jesus!" geral para os 3 filmes.

25.9.14

Analisando a música: Killer Queen (Queen)

Hoje o blog faz 9 anos. NOVE. Nunca pensei que escreveria besteira por tanto tempo mas aqui estou. Esse blog começou como um blog coletivo com as amigas Luizinha e Sue, mas como me empolguei mais que elas, logo tomei conta e virou meu blog.

A Tia Helo, nossa musa inspiradora, existiu sim, era tia delas, ainda era viva quando começamos o blog e sempre foi uma figura única.

Como Analisando a música é o tópico mais popular do blog resolvi fazer um de comemoração.

A Tia Helo era fã do Freddie Mercury. Adorava. Não podia ver o bigodão na tv que parava para escutar. Se apaixonou pro ele quando o Queen veio para o Rock in Rio 1. Então no aniversário do blog vou analisar uma música dessa banda britânica que teve um dos melhores frontmans da história do rock.

Queen foi formada no início dos anos 1970 por Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon. Na época da faculdade May e Taylor tocavam numa banda chamada Smile aí o Freddie, que curtia o som da banda, se juntou a eles, trocou o nome da banda para Queen e o resto é história. Os quatro membros da banda são formados: May em astronomia, Deacon em eletrônica, Taylor em biologia e Freddie em design. E foi o Freddie Mercury que desenhou o logo da banda que é composto do símbolo astrológico dos membros: dois leões, um caranguejo e as fadas (para o signo de virgem). E como era não podia deixar de ser ele ainda colocou uma coroa (claro, afinal é o nome da banda é Queen) e uma fênix.



Todos são músicos excelentes e diversificados por isso o som do Queen é variado, elaborado e refinado. Cada um compôs pelo menos um hit da banda, e não foram poucos. E eles faziam de tudo dentro do estúdio e no palco. Musicas como Bohemian Rhapsody (que tem influencia de ópera) e Somebody to Love (quase um gospel) tem vocais elaborados com sobreposições das vozes dos membros da banda. Aliás, Bohemian Rhapsody é uma obra prima do rock, FATO.

Fui no uni duni tê e caiu Killer Queen. Adoro.

Killer Queen é do terceiro album da banda: Sheer Heart Attack de 1974. Foi o primeiro hit da banda tanto no UK quanto no USA. É uma música que mostra bem todo alcance vocal do Freddie Mercury que vai do grave ao falseto e o Brian May entrega um solo de guitarra muito bom.

É sobre uma garota de programa rykah, phyna e poderosa. Uma Rainha, ainda que arrasadora.

She keeps her Moet et Chandon
In her pretty cabinet
"Let them eat cake" she says
Just like Marie Antoinette
A built in remedy
For Kruschev and Kennedy
At anytime an invitation
You can't decline

Nada melhor para uma comemoração do que começar com um champagne clássico! E brioches, claro. Uma Rainha sabe das coisas. Ela é a solução para os problemas mais complicados, tanto que nunca se recusa um convite seu.

(algumas pessoas do forum dizem que essa parte da música indica que ela seria uma espiã na época da guerra fria, inclusive or causa do refrão que menciona pólvora e dinamite, mas eu acho que o Freddie só quis mesmo uma rima bacana para remedy.)

Caviar and cigarettes
Well versed in etiquette
Extraordinarily nice

Ela sempre tem caviar e cigarros (anos 1970 amigos), sabe mais etiqueta do que a Gloria Khalil e é extraordinariamente simpática.

She's a Killer Queen
Gunpowder, gelatine
Dynamite with a laser beam
Guaranteed to blow your mind
Anytime
Recommended at the price
Insatiable an appetite
Wanna try?

Ela é a Killer Queen, uma rainha mortífera. Pólvora + gelatina + dinamite + laser = POW, vai fazer você perder a cabeça (talvez literalmente). A qualquer hora. Dia ou noite. Estamos aí e pelo preço recomendado o apetite é insaciável. Quer experimentar?

To avoid complications
She never kept the same address
In conversation
She spoke just like a baroness
Met a man from China
Went down to Geisha Minah
Then again incidentally
If you're that way inclined

Óbvio que ela é discreta, sempre muda de endereço para não se complicar, e é muito fina, tanto quanto uma baronesa.
Ela conheceu um homem da China e, bem, eu não sei nem o que nem onde é a tal da Geisha Minah, então concluí que é um eufemismo para sexo oral. Que por sinal ela fez duas vezes. Se você estiver disposto... ui ui ui.

Perfume came naturally from Paris
For cars she couldn't care less
Fastidious and precise

Perfume? De Paris naturalmente. Carros? Não importa, contanto que chegue ao destino. A Killer Queen é minuciosa e precisa. Detalhes.

She's a Killer Queen
Gunpowder, gelatine
Dynamite with a laser beam
Guaranteed to blow your mind
Anytime

POW!

Drop of hat she's as willing as
Playful as a pussy cat
The momentarily out of action
Temporarily out of gas
To absolutely drive you wild, wild
She's all out to get you

Rapidamente ela pode ir da gatinha brincalhona a sem ação, temporariamente sem gas, só para enlouquecer o cliente. Eficiente, ela mostra serviço para receber de acordo.

She's a Killer Queen
Gunpowder, gelatine
Dynamite with a laser beam
Guaranteed to blow your mind
Anytime
Recommended at the price
Insatiable an appetite
Wanna try?
You wanna try!

E aí? Vai experimentar? Sim ou com certeza?

O video é típico anos 1970, só com a banda tocando. (Acho que hoje o PETA jogaria uma balde de tinta vermelha nesse casaco de pele do Freddie)



E uma versão ao vivo com bigodão para a Tia Helo.

21.9.14

Ciclofaixa

Os leitores do blog sabem que sou adepta da bicicleta como meio de transporte alternativo e apoio qualquer iniciativa para aumentar o numero de ciclistas na cidade.



Fortaleza é uma cidade muito concentrada. As distâncias são curtas, praticamente 15km a 20km para atravessar a cidade de um ponto a outro. Da minha casa para os pontos que frequento mais não passa de 3km, o aeroporto fica a 12km. Há 30 anos Fortaleza era uma cidade de casas, mas hoje é um paliteiro de prédios. Então onde tinha uma família com um ou dois carros hoje tem de 20 a 25 famílias cada uma com pelo menos 2 carros. As ruas e avenidas não foram adaptadas a esse crescimento, nem o transporte público, nem as calçadas. Qualquer medida tomada pela prefeitura e governo é emergencial e quase sempre favorecendo os carros.

Qualquer planejador urbano sabe que para fazer com que as pessoas usem menos os carros é preciso oferecer uma alternativa melhor. Eu acho que andar a pé é melhor do que ficar parada no transito, pena que as calçadas são péssimas e sem padronização, mas eu insisto.

As pessoas dizem que é muito quente, mas gente, sempre fez muito calor aqui, e vamos combinar que derrubar arvores não ajuda. Também reclamam muito de assaltos e tem medo, acaba num ciclo: as pessoas não vão na rua porque tem assaltos e tem assaltos porque as ruas estão vazias. Quanto mais dentro dos carros, mais distante da cidade, o automóvel não gera integração. Claro que carros são necessários, mas precisa mesmo tirar o carro da garagem para ir a 3 quarteirões de distância? É isso que acontece aqui.

Em 2000 eu vendi meu carro, comprei uma bicicleta. Durante um ano usei muito essa bicicleta, mas o motorista cearense é mal educado e perigoso. Até em ruas menos movimentadas, sem trânsito, jogavam o carro em cima, gritavam, xingavam, etc. Não vou nem falar das motos que por aqui parece que a maioria dos motoqueiros ignora as leis de transito. Praticamente deixei a bicicleta de lado (mas ainda é usada).

Felizmente parece que tem uma luz no fim do túnel. Já teve até grupo organizando caminhadas pela cidade. Ultimamente instalaram os corredores de ônibus e algumas ciclovias aqui e ali na parte mais central da cidade. Semana passada saiu uma noticia dizendo que as bicicletas compartilhadas serão instaladas aqui em outubro.

Hoje a Prefeitura começou com uma ciclofaixa de 10km ligando o Parque do Cocó com o Passeio Público. E foi um sucesso! Fiquei impressionada com o tanto de gente usando. Tinha de tudo: os profissionais com suas roupas coloridas, crianças, os que tiraram a bicicleta do armário, alguns não pedalavam há anos, grupos de amigos, etc. O importante é que estavam todos nas ruas.



A prefeitura organizou bem, colocou cones, tinha gente nos cruzamentos para lembrar que bicicleta também tem que parar no sinal e que pedestre tem preferencia na faixa. Claro que tem que ter cuidado com o asfalto irregular e esburacado e nos cruzamentos.



Tinha muito motorista reclamando, mas também vários diziam que semana que vem vão de bicicleta. Quanto mais melhor! Talvez sendo ciclistas aprendam a respeitar mais as bicicletas quando estiverem nos carros.



A ciclofaixa vai ser todo domingo de 7:00 as 13:00. Quem não tem bicicleta pode alugar no Passeio Público ou no Parque do Cocó, e se sua bike está quebrada tem uma pequena oficina no Passeio Publico que pode colocar ela funcionando outra vez. Também pode ir de skate.

dentro do parque do cocó
na dom luís quase na praça portugal
pai e filho
não quer ficar engarrafado? pega a bike e vem.
no passeio público 
na beira mar
um coco para refrescar


19.9.14

Conversas iPodianas (24)

Fazia tempo que não usava o modo shuffle do iPod, estava só nas playlists de corrida e para pular corda. Até aqui no blog ele andava esquecido. Aí com saudades do shuffle deixei ele escolher as músicas e ele devia estar com saudades porque veio com essa sequência inicial:

- Do I Wanna Know? (Arctic Monkeys)
- Do You Realize? (Flaming Lips)
- Where Are We Now? (David Bowie)

Quantas perguntas shuffle! Não fica chateado, prometo não esquecer de você.

17.9.14

Analisando a música: Let's Go Crazy (Prince)

No grupo do whatsapp o Luiz colocou um link para uma lista dos "100 best singles of 1984: Pop's greatest year". E foi um ano e tanto para a música pop! Foi o ano de Madonna, Michael Jackson e Prince. Fora a santa trinidade do pop, foi ano que o rock farofa se estabeleceu, bandas britânicas estavam dando as caras nas paradas do outro lado do atlântico, a onda do new wave estava passando e a disco music estava nos últimos suspiros.

1984 foi o ano antes do primeiro Rock in Rio (que eu fui) e muitas das bandas nessa lista vieram ao Brasil (Queen, Yes, Scorpions, Go-Go's, etc).

Foi o ano que teve uma das melhores trilhas sonoras para um filme nonsense: Ruas de Fogo.

E foi o ano de dois albuns que gosto muito: Born In The USA do Bruce Springsteen (que já analisei Dancing in the Dark) e 1984 do Van Halen.

tenho o LP até hoje

Também foi o ano do boom do rock nacional, mas isso é outra história.

Tem tanta música boa na lista que foi difícil escolher uma. Já analisei uma música da Madonna, ainda não estou pronta para o Michael Jackson, já tinha feito a do Bruce Springsteen, o Van Halen fica para outro dia, então fui no Prince.

O Prince vem de uma família de músicos e desde pequeno toca instrumentos. Seu primeiro disco foi aos 19 anos (For You de 1978) e deram a ele controle total artístico. Ele tem uma figura andrógina, não gosta de aparecer fora dos palcos e até já trocou o nome por um símbolo (mas voltou atrás). Além de exímio músico ele também é um ótimo compositor. Várias músicas dele são conhecidas em outras vozes, a mais famosa é "Nothing Compares 2U". Todos artistas adoram o Prince.

Não conheço bem a discografia do Prince, mas gosto de várias músicas: 1999, Kiss, Raspberry Beret, Little Red Corvette, When The Doves Cry. Acho interessante que ele tem consegue ir do grave ao agudo na maior facilidade (e muitos falsetes).

Em 1984 ele resolveu fazer um filme chamado Purple Rain. A melhor coisa desse filme é a trilha sonora, até ganhou Oscar de melhor música (Purple Rain). O filme é péssimo, para falar a verdade não lembro de quase nada, só que não gostei.

A primeira cena do filme é o Prince no palco cantando Let's Go Crazy e te deixa logo animado, mas o filme só piora depois disso. (fica a dica)

Vamos saber por que o Prince quer que todos enlouqueçam.

Dearly beloved
We are gathered here today
To get through this thing called life

Electric word life
It means forever and that's a mighty long time
But I'm here to tell you
There's something else
The after world

A world of never ending happiness
You can always see the sun, day or night

So when you call up that shrink in Beverly Hills
You know the one, Dr. Everything'll Be Alright
Instead of asking him how much of your time is left
Ask him how much of your mind, baby

'Cause in this life
Things are much harder than in the after world
In this life
You're on your own

And if the elevator tries to bring you down
Go crazy, punch a higher floor

A música começa com um orgão e o Prince falando como um pastor dando um sermão naquelas igrejas do Harlem ou do sul dos EUA. Dá quase para ver o pessoal balançando a cabeça e dizendo "oh, yes!". Nesse sermão ele diz "Vamos falar da vida, essa palavra elétrica que significa para sempre e isso é tempo pacas, mas vou dizer para vocês que existe o além vida, um mundo de felicidade sem fim." Oh yes! "Então quando forem procurar o psiquiatra, o Dr. Tudo-vai-ficar-bem, não perguntem quanto tempo vocês tem, perguntem quanto tempo a mente ainda vai estar boa." Oh, yes! "Porque aqui é muito mais difícil do que no além. Nessa vida você está só." Oh, yes!
"Então se o elevador insistir em descer, soltem a franga!" Oh, Yes!

Aí todo mundo levanta e começa a dançar.

If you don't like the world you're living in
Take a look around you
At least you got friends

You see I called my old lady
For a friendly word
She picked up the phone
Dropped it on the floor
(ah, ah) is all I heard

Resumindo o sermão ele diz: "Se você não gosta desse mundo, azar, dá uma olhada para os lados e veja que pelo menos você tem amigos." (Nem todos, Prince. Just saying)
Aí ele da seu testemunho, diz que ligou para a esposa mas ela atendeu só para deixar o telefone cair e ele escutou um gemido sussurrado (ou seja, disse oi para o par de chifres).

Are we gonna let the elevator bring us down
Oh, no let's go!

Let's go crazy

Let's get nuts
Let's look for the purple banana
'Til they put is in the truck, let's go!

Mas não vamos deixar esse elevador descer de jeito nenhum. Para o alto e avante! Vamos enloquecer, pirar para valer. Vamos procurar a banana roxa...opa..pera aí...OI? Banana roxa? Roxa?? Freud explica.

We're all excited
But we don't know why
Maybe it's cause
We're all gonna die

And when we do
What's it all for
You better live now
Before the grim reaper come knocking on your door

Está todo mundo animado, mesmo sem motivo (ainda não encontraram a banana roxa). Como assim Prince, esse sermão está ótimo! Estamos procurando a banana roxa. Ele diz que como vamos todos morrer mesmo é melhor aproveitar antes que a morte venha bater na porta. Mas é claaaaro!

Tell me, are we gonna let the elevator bring us down
Oh, no let's go!

Let's go crazy

Let's get nuts
Let's look for the purple banana
'Til they put is in the truck, let's go!

Esse elevador só sobe! (pelo menos a gente sabe que a banana roxa está para cima. hihihi)

Dr. Everything'll Be Alright
Will make everything go wrong
Pills and thrills and daffodils will kill
Hang tough children

He's coming
He's coming
Take me away!

Aí o Dr. Vai-ficar-tudo-bem é um picareta que vai fazer tudo dar errado. Afinal, remedinhos, pilulas mágicas, drogas e até uma flor (narciso que esta ali só para rimar) vão te matar. "Segura a onda galera!"

A música vai num crescente no final e ele termina com um solo de guitarra nervoso como se fosse um orgasmo. Achou a banana roxa! Oh, yes!


O Prince não gosta do youtube (ou será da internet?), não tem um video (oficial) dele em lugar nenhum. Então vai só a capa cafona do disco com a música que é ótima!

(tirei o video)

Update: como eu disse o Prince tira tudo da internet, e tiraram esse video também, não consegui achar essa música em lugar nenhum para colocar aqui. Essa música já tem mais de 30 anos, Nothing Compares 2U tem no youtube a vontade e também é dele. Não quer videos piratas então coloca um oficial. Não gosta do youtube tem alternativas.

Todos lembram e conhecem bem as músicas da Madonna, do Michael Jackson, até da Cindy Lauper, mas o Prince se tornou "aquele cara que trocou o nome por um símbolo". 

11.9.14

Book Report: Summer Sisters - Judy Blume

Sempre gostei de ler, desde criança. Adorava os quadrinhos da Mônica, mas a minha vida de leitora começou mesmo quando fui morar nos EUA (logo aprendi inglês) e me empolguei com os livros que tinham na biblioteca da escola. A minha autora preferida era a Judy Blume, ela escreve muito bem para crianças, pré-adolescentes e adolescentes. O primeiro livro dela que li foi "Tales of a fourth grade nothing" sobre um garoto que estava na quarta série e tinha um irmão para lá de inconveniente. Esse livro teve continuação, "Superfudge", onde a família muda de cidade e ganham uma irmazinha. Tenho a minha cópia da época aqui na estante.



Li vários livros dela, sobre assuntos variados, mas um dos meus preferidos foi: 'Are you there God? It's me Margaret' onde uma pré-adolescente tem dúvidas sobre: religião, garotos e crescer.

Ela é especialista em crianças e teens, mas também tem livros adultos. Como eu nunca tinha lido nenhum deles e há muitos anos não lia nada da Judy Blume, escolhi esse Summer Sisters.

O livro é sobre a amizade de duas meninas que começa quando Caitlin convida Vix para passar as férias de verão com sua família em Martha's Vineyard. No primeiro verão elas tem 12 anos e o livro vai acompanhando os verões seguintes: as aventuras com garotos (e depois rapazes), o desenvolvimento físico das duas, os problemas de família (de ambas), mostra como Vix é meio que adotada pela família de Caitlin (que era mais rica), a diferença entre as duas, algumas disputas por garotos e atenção, e um bocado de cenas calientes.

O livro vai até a vida adulta das duas, passando pela fase da universidade, viagens ao exterior, procura de emprego, casamento e filhos.

É uma leitura ótima, não esperava menos da Judy Blume, mas como ela é especialista em teens a parte adolescente do livro, além de ser maior, é melhor. Acho que caiu na categoria de livro adulto porque aborda alguns assuntos mais pesados e tem um quê melancólico (e nesse livro as meninas se tornam mulheres).

5.9.14

Novas séries

The Knick

Essa série é sobre um hospital em NYC no início do século 20, na época que a medicina já tinha avançado um tantinho e já faziam cirurgias, mas não o suficiente para que os pacientes sobrevivessem mais do que morressem. Os materiais eram limitados (nada de luvas de borracha) e a briga por cadáveres frescos para estudo era grande. Na frente dos cirurgiões do The Knick está o Dr. Thackery (Clive Owen) que experimenta com cocaína (dentro e fora do consultório) e não é um cara muito simpático, mas está tentando avançar no seu campo. Aí chega no hospital um médico indicado pela administração que tem todas as credenciais (de Harvard até experiência na Europa) para assumir um cargo importante, mas como ele é negro há uma resistência por parte do resto do staff do hospital. Além de muito sangue nos procedimentos (não é uma série para os fracos), também mostram as diferenças entre os hospitais para brancos e negros, como a saúde pública lidava com epidemias, as freiras que faziam de tudo (inclusive abortos) e como era a administração de um hospital naquela época. O que eu gosto mesmo nessa série é a trilha sonora moderna: é um eletrônico que melhora muito as cenas.

Outlander

Aviso logo: é um drama histórico com viagem no tempo. A Claire é uma inglesa que durante a segunda guerra foi enfermeira e no início da série a guerra acabou e ela está revendo o marido depois de 5 anos separados. Eles vão para umas férias na Escócia (ele queria pesquisar os antepassados) e lá a Claire fica sabendo das superstições locais. No dia seguinte ao Halloween ela vai até umas pedras, uma mini stonehenge, onde tinha tido um ritual na noite anterior, e lá puff é transportada 200 anos no passado. Ela ainda está na mini stonehenge mas seu carro sumiu e tudo mais que ela conhecia. Aí ela vê um clone do marido, que vem a ser um antepassado do mesmo só que violento e estuprador. Felizmente ela é socorrida por um clã escocês e lá eles descobrem que ela é uma espécie de curandeira quando ajuda a colocar o ombro do Jamie (gente, o melhor motivo para ver essa série) no lugar. Claire então decide entrar no jogo, não fala nada da sua "condição", usa seus conhecimentos médicos e de história, e vai tentar voltar para  a mini stonehenge para ver se volta para o marido no pós-guerra. Acontece que no meio do caminho tem o Jamie né? Ai, ai, highlanders!
É baseada numa série de livros e tem umas paisagens bem bonitas (além do Jamie).

Silicon Valley

Nerds! Uma série sobre 5 caras tentando lançar uma app no vale do silício. Richard, o que criou a app de fato, na verdade desenvolveu uma tecnologia que faz com que arquivos sejam comprimidos mais rápido e os grandes investidores (um cara tipo Google e outro tipo Howard Hughes) brigam por essa tecnologia. É muito engraçada e com várias referências nerds (e muito melhor que a chatinha Big Bang Theory). O último episódio da temporada é genial.

24.8.14

Book Report: Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera

Vi uma lista de novos autores nacionais e decidi ler dois: Dias Incríveis do Raphael Montes, um thriller meio freak sobre um psicopata de ocasião, e esse Barba Ensopada de Sangue.


O personagem principal do livro é um professor de educação física (e triatleta) que fica sabendo pelo pai que seu avô foi assassinado brutalmente numa cidade do litoral de Santa Catarina, mas que a coisa toda foi escondida pela população local. O pai morre e o professor vai, com a cadela herdada do pai, morar em Garopaba, a cidade que o avô morou.

Ele chega disposto a ficar um ano, queria sair da cidade (Porto Alegre), viver na praia, ter uma vida mais simples, esquecer a ex-mulher. Lá ele faz amigos locais, arranja namoradas, algumas confusões, consegue um emprego na academia e passa muito tempo nadando no mar. O protagonista tem um problema neurológico que faz com que ele seja incapaz de decorar o rosto das pessoas, então ele desenvolve outros métodos de reconhecimento (mãos, jeito de andar, cabelos, etc). Inclusive ele não se reconhece toda vez que se olha no espelho.

A princípio o livro parece que vai ser sobre a morte do avô, e é, mas a rotina, amizades e amores do protagonista sempre se sobressaem. Até um pouco depois da metade do livro eu gostei muito, mas a reta final me pareceu apressada.

Esse livro é escrito numa prosa contínua em gauchês (muitos tus no texto e gírias locais), agradável de ler com muita descrição detalhada de lugares do litoral catarinense e especialmente das pessoas e também algumas referências pop. Mesmo não tendo gostado muito da parte final do livro, gostaria de ler outro livro do Daniel Galera.

21.8.14

A trilha sonora de Guardiões da Galaxia

Hoje no grupo do whats colocaram um link para um post que diz: "Awesome Mix Vol 1, do filme Guardiões da Galaxia, é o album mais ouvido da Billboard". Deve ser verdade porque é o mais tocado no meu iPod.

ótima para uma corridinha

Depois de ver o filme no cinema cheguei em casa e tratei pegar logo essa trilha.

Mas porque todo mundo está hooked on a feeling dessa trilha sonora com músicas de 40 anos atrás?

A história do filma gira em torno do Peter Quill que é um terráqueo que foi abduzido criança e a única coisa que ele levou para o espaço foi seu walkman com uma mixtape que sua mãe tinha gravado. Como Peter é um garoto dos anos 1980, a fita que sua mãe gravou tem hits das décadas de 1960 e 1970.

Além de toda ação do filme ser recheada desses hits, alguma músicas efetivamente fazem parte da história. São músicas que a maioria dos americanos reconhece e quando bate na veia nostálgica é sucesso garantido.

Vamos ver o que é que tem nesse album. (Talvez com spoilers do filme, mas não muito.)

1. Hooked On A Feeling (Blue Swede). Começa logo com essa. Essa música foi originalmente gravada pelo BJ Thomas em 1968, mas em 1974 foi regravada pelo grupo sueco Blue Swede. Também está na trilha sonora de Cães de Aluguel (e todos sabemos que o Tarantino é o gênio das trilhas).
A primeira coisa que você pensa ao escutar é: "que porra de som gutural é esse que acharam que ia ser legal colocar na música??", mas depois você acostuma e o refrão é ótimo!
I'm hooked on a feeling, I'm high on believing that you're in love with me.

2. Go All The Way (The Raspberries) de 1972. Começa com o rif de guitarra bem rock anos 1970 (até lembra um pouco os Stones), mas entra numa balada. Essa música tem uma letra sugestiva onde o cara diz que a menina fala para ele: "Baby please go all the way, it feels so right...."
Essa música tocou em Almost Famous (e o Cameron Crowe é o segundo gênio das trilhas sonoras)

3. Spirit In The Sky (Norman Greenbaum) de 1969. É uma música sobre o pós-morte e tem uma pegada gospel no refrão, mas também tem uma guitarra levando uma espécie de blues.

4. Moonage Daydream (David Bowie) de 1971. Essa música está no album The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, de 1972. Bowie é genial e deveria constar em todas as trilhas sonoras. FATO. O Bowie criou essa persona do Ziggy Stardust que seria um roqueiro que também era mensageiro para os ETs. "I'm a space invader."

5. Fooled Around and Fell in Love (Elvin Bishop) de 1975. É uma balada clássica da época que ainda existia a parte da música lenta nas festinhas. Essa música também tocou em Boogie Nights.

6. I'm Not In Love (10cc) de 1975. Um dos maiores hits românticos da década de 1970. É a primeira música que toca no filme, acho que pela parte da música que fala "big boys don't cry". É uma balada sobre um cara apaixonado mas diz que não está. Também está na trilha de: As Virgens Suicidas (Sofia Coppola, outra gênia de trilhas sonoras), e no segundo filme da Bridget Jones. "I'm not in love, so don't forget it. It' just a silly phase I'm going through."

7. I Want You Back (Jackson 5) de 1969. Foi o primeiro sucesso do Michael Jackson e seus irmãos e é muito boa! A melhor cena do filme é com essa música. Enough said.

8. Come and Get Your Love (Redbone) de 1974. Redbone era uma banda de índios americanos, ou native americans como eles chamam. Garanto que vocês conhecem o refrão. Essa música embala uma cena divertida.

9. Cherry Bomb (The Runaways) de 1976. The Runaways era uma banda de garotas (girl power detected) que era puro rock and roll. Essa música é meio punk com uma batida ótima e fala sobre uma garota que adora uma confusão (e provoca os pais com "hello daddy, hello mom, I'm you cherry bomb"). Também está na trilha de The Runaways (filme sobre a banda) e Dazed and Confused.

10. Escape (The Piña Colada Song) (Rupert Holmes) de 1979. Essa música foi lançada quando eu morava nos EUA, e minha mãe diz que eu cantava direto, então quando tocou no filme dei uma risada alta e adorei! É uma música cafona, que gruda na cabeça, sobre um cara que está cansado da esposa, responde a um anúncio pessoal do jornal e tem um twist no fim da história. Essa música toca na hora que o grupo está fugindo da prisão. Fuga - Escape. Claro. Genial. O refrão é uma delícia: 'if you like piña coladas and getting caught in the rain, if not into yoga, if you have half-a brain...I'm the love that you look for, write to me and escape."

11. O-o-h Child (The Five Stairsteps) de 1970. É uma música para cima, dessas que dá vontade de estalar os dedos, que fala que as coisas vão ficar mais fáceis. No filme é usada quase como uma arma.

12. Ain't No Mountain High Enough (Marving Gaye e Tammi Terrell) de 1967. Um clássico da Mowtown, essa provavelmente é a mais conhecida do album. A Diana Ross regravou em 1971. É uma delícia e ótima para: road trips, corridinhas, dançar, cantar com azamigues, etc. Fala sobre amor/amizade e como as pessoas podem contar umas com as outras. Também está na trilha de: Stepmom, Remember the Titans e Bridget Jones.

Aperta o play e coloca no repeat.




PS. Só tenho uma observação a fazer. Essa trilha é para ser uma mixtape, e as fitas K7 geralmente tinham 60 minutos para serem gravados. Acontece que esse album tem menos de 50 minutos. Queria saber quais músicas completariam os minutos restantes porque ninguém deixa espaço vazio numa fita, né?


14.8.14

Book Report: Mr. Penumbra's 24 hour Bookstore - Robin Sloan

Um tempo atrás escrevi um post sobre uma app chamada Fish: a tap essay, que era um tipo de livro curto que você ia lendo tocando na tela do celular (ou do iPad ou iPod). Na época achei interessante e fiquei curiosa para ler alguma coisa do Robin Sloan. Acontece que como ele mesmo disse na app: é muito difícil alguma coisa prender nossa atenção na internet e acabei esquecendo dele.

Um dia passeando por algum blog de leitura vi uma foto da capa desse livro e lembrei do nome do autor (mais porque o sigo no twitter do que pelo post que escrevi). Aí lembrei que tinha ficado curiosa em ler e comprei.

O Robin Sloan é um curioso e entusiasta da internet, de tecnologia e também de relações humanas. Ele se diz um media inventor que vem a ser alguém que não só cria o conteúdo como também a forma em que é divulgado. Esse livro é sobre esses temas.

Mr. Penumbra's 24 hour Bookstore é o primeiro romance (acho esquisito a tradução de novel ser romance) do Robin Sloan e nasceu de um conto que ele publicou no seu site.

O livro conta a história de Clay, um designer desempregado, que um dia andando pelas ruas de San Francisco vê o cartaz oferecendo emprego na vitrine de uma livraria. A tal Livraria do Sr. Penumbra que fica aberta 24 horas.

O próprio Sr. Penumbra é quem o entrevista para o emprego e faz um pequeno teste físico que vem a ser subir as escadas para pegar livros nas estantes altíssimas da loja. Clay fica com o turno da noite e tem que seguir 3 regras: não chegar atrasado, não ler nenhum dos livros da parte de trás da loja e escrever num diário tudo sobre os clientes, em detalhes (inclusive as vestimentas), que vem a loja.

Clay logo vê que os livros na parte da frente da loja são comuns, alguns clássicos, bestsellers etc, mas no fundo ficam livros muito antigos, todos com nomes estranhos. Nas primeiras noites ninguém entra na loja, mas um dia chega um senhor muito excitado devolvendo um livro e pedindo outro meio que aos gritos. Clay teve que escalar as estantes para encontrar o livro e o senhor apenas entregou um cartão com seu código para Clay anotar.

Clay decide construir um modelo em 3D da livraria para passar o tempo. Um dia ele conhece Kat, uma programadora do Google, que o ajuda a melhorar seu modelo 3D. Kat diz que se eles tiverem mais dados vão poder melhorar o design. Clay decide pegar um dos diários para que a Kat leve ao Google para scanear e assim usar os dados dos clientes para construir um modelo mais específico.

Acontece que Clay acaba descobrindo mais do que procurava e aí começa uma aventura em busca de um segredo. Para decifrar o mistério Clay usará: tecnologia, amigos, conhecidos, livros, o Google (empresa de fato) e a internet, claro.

Achei esse livro divertido, a leitura flui bem, só acho que alguns personagens poderiam ter sido melhor desenvolvidos. Li no kindle mas depois descobri que a versão de papel americana tem uma capa que brilha no escuro.

(esse livro saiu aqui no Brasil como A Livraria 24 horas do Sr. Penumbra, mas sem capa que brilha no escuro)

10.8.14

Corrida de domingo

Depois da última corrida, que foi num sábado a noite em maio, eu parei de treinar por 2 meses e só voltei semana passada. Uma amiga estava organizando uma corrida para a construtora que ela trabalha e me inscreveu.

Bem, 5km sempre dá para correr. Treinei 3 dias para essa corrida e claro que depois de 2 meses parada fiz um tempo mais alto que o normal.

A corrida foi muito bem organizada, o percurso com subidas e descidas (e uma subida arrasadora nos últimos 200m), estava quente, afinal estamos no Ceará e o calor é forte as 7 da manhã, mas tinha bastante água.

A corrida tinha 3 distâncias: 2.5km para iniciantes, 5km e 8km. Como era dia dos pais tinha muitas crianças e adolescentes acompanhando os pais corredores.

Cada vez o número de corredores na cidade aumenta e consequentemente tem mais eventos. Acho ótimo!



teve até quem levou o melhor amigo