17.4.16

E o Snapchat?

Baixei o Snapchat no telefone em setembro de 2013 depois que uns americanos num jogo de baseball em Boston me explicaram melhor como funcionava. No início não usei muito mas olhava alguns que os amigos de arquibancada tinham me indicado. Depois que o Snapchat fez algumas mudanças e atualizações vi como poderia ser divertido passei a usar mais.

É uma app para pessoas desapegadas, de fotos e videos e de aparência, já que tudo no snapchat é muito aqui e agora. A comunicação é rápida e ágil, os videos e fotos não passam de 10 segundos e não ficam mais do que 24 horas no ar. Não é a toa que é uma app para pessoas mais jovens (não só de idade).

Gosto de seguir alguns perfis de viagem, amigos e pessoas informativas e criativas. Gosto muito da sessão de notícias e dos lives que eles fazem de alguma cidade ou evento.

Inclusive tenho usado menos o Instagram. O Twitter ainda é a minha rede social favorita, a informação sempre chega lá primeiro. (O Facebook já não uso há muito tempo, passo lá uma vez por dia, rapidamente.)

No início desse ano comecei a seguir a thaynaraog no Snapchat porque alguém indicou e ela realmente é muito criativa e simpática. A Thaynara dominou o snapchat como poucos, criou bordões que caíram na boca do povo e ainda tem seu jeito único de dar um zoom. Em muito pouco tempo ela ficou famosa de um jeito que só uma minoria consegue.

Ela passou de receber presentes que eram brincadeiras a ter empresas mandando coisas grátis (como ela chama) e convidando para eventos. Tudo isso em uns dois meses. É muito rápido.

Ontem a Thaynara passou por Fortaleza no fim do seu tour que começou no Rio de Janeiro (ela foi no programa da Fátima Bernardes). Ela ia aparecer num dos shoppings locais e fui lá ver a comoção. Fiquei im-pres-sionada com os gritos das pessoas (meninas, mulheres, rapazes, crianças). Parecia que a Thaynara era uma boy band.

pessoas esperando thaynaraog


As pessoas que não sabiam o que é snapchat perguntavam "Que cantor vem aí?".

A Thaynara é bonita, carismática, criativa, ela certamente é um caso de estudo na área de comunicação (acho que ela é a primeira pessoa, no Brasil, que ficou famosa a partir do snapchat). O que me deixa curiosa é acontecimento social provocado pelos fãs. Por que as pessoas escolhem um ídolo (que pode ser cantor/ator/banda/subcelebridade) e vão no aeroporto, no hotel, levam presentes, gritam no meio da rua, etc? Querem pegar, tirar foto (mesmo que de longe), se destacar de alguma forma para chamar atenção daquele alvo daquela pessoa.

Não sei se a fama da Thaynara vai ser efêmera, se ela vai manter, se ela vai fazer alguma coisa completamente diferente ou até se vai aparecer uma nova app para as pessoas interagirem de outra forma, mas acho importante ficar atenta a essas novidades e mudanças.

O Snapchat mostrou que a comunicação pode ser diferente e eficiente. Claro que não é uma rede social para todos, tem gente que nunca vai conseguir usar (assim como tem gente que nunca entendeu o Twitter), mas é importante saber que existe.

26.3.16

Outras Tias (17)

Fazia tempo que eu não contava uma história de tia aqui no blog, mas essa que me foi passada recentemente merece o espaço.

A Tia Maria*, tia de um amigo, é um tanto quanto maníaca por limpeza. Uma Mônica Geller nível: extreme.

A Tia Maria treina seus funcionários com rigidez militar para limpar a casa. Sua ala preferida do supermercado é a de produtos de limpeza os quais ela estoca em casa. É daquelas pessoas que usa uma toalha por banho e um lençol por noite.

Quando Tia Maria sai do banho o banheiro está mais limpo do que quando ela entrou.

Uma pessoa como a Tia Maria geralmente fica mais confortável em casa, ou em lugares que possa controlar com mais facilidade, mas a Tia Maria é corajosa e desbrava o mundo.

Os relatos são que ela acorda cedo e só sai depois que arrumar todo o quarto do hotel porque ela não confia nas camareiras para deixar tudo limpo, afinal não foi ela quem as treinou.

A Tia Helô curtiu isso.


*nome fictício para proteger os inocentes.

24.3.16

Batman vs Superman


Os leitores do blog sabem que o Superman é o meu super herói favorito, é um alien que tenta entender humanos. E cresci com o Superman do Christopher Reeve.

Dito isso também gostei dos outros Supermans que apareceram e esse do Henry Cavill é digno. Aliás, Henry Cavill na tela grande nunca é demais.

Gosto do Batman, ele é tenso, gótico, sofredor, e tem os melhores vilões.

Então vamos ao filme.

Depois da destruição de Metropolis no filme passado do Superman (bem que eu disse que tinha morrido muita gente e gostei que mostraram isso nesse filme), o Bruce Wayne, que era dono de um prédio que foi abaixo matando seus funcionários, fica revoltado.

Bruce quer que o Superman pague por seus atos, e o Superman acha que está certo só porque salvou Metropolis (e talvez o mundo) de uma ameaça alienígena, e tem aquele ar messiânico. Sorry Superman, mas nessa estou com o Bruce Wayne.

No meio de tudo isso os atos do Superman estão sendo discutidos no congresso porque querem controlar o Homem de Aço (boa sorte).

Aí aparece o Lex Luthor (péssimo), cheio de maneirismos bobos, para animar a festa. Só que não. Lex gosta de fazer intriga e fica jogando um contra o outro enquanto cria um bicho maior e mais poderoso.

E tem a Mulher Maravilha (ótima, girl power) que o trailer fez o favor de estragar mostrando que ela aparecia. (Aliás o trailer entrega muito. Parem de fazer trailers que contam a história toda dos filmes)

Esse filme teve coisas que gostei como: o Batman do Ben Affleck é ótimo! E ele malha Arrow Style mostrando um shirtless para lá de digno. As cenas dos dois juntos são todas boas, acho que renderia um papo filosófico bom.

O que não gostei: a música é péssima. Muitas cenas em camera lenta, chega a ser chato. Alguns diálogos vergonha alheia. A Lois Lane está no filme só para ser salva. E as cenas de destruição exagerada, tem hora que dá vontade de sair, ir no banheiro, beber água e voltar porque é tudo igual.

É um filme que quer mostrar muita coisa que acaba não mostrando nada direito. Poderia ter sido bem melhor.

A Tia Helo ia gostar do Superman, ele é bom moço. Ela diria 628 "Ai, Jesus!" para tanto de entulho gerado por essa briga.


22.3.16

Museu do Amanhã





O Museu do Amanhã é uma estrutura imponente na nova Praça Mauá. Foi inaugurado em dezembro do ano passado e hoje fui conhecer.


A construção é um projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e é toda sustentável. Os painéis de captação de energia solar acompanham a movimentação do sol e os espelhos d'água do mar fornecem água para o sistema de refrigeração.

Confesso que me lembra um escorredor de pratos. #prontofalei

Cheguei cedo porque como é um lugar novo tem tido filas enormes e muitas horas de espera para ver o que tem dentro, mas hoje estava muito tranquilo e não tinha fila.

esse globo é interativo e vai mudando (dia/noite)

O museu é sobre a vida, o universo e tudo mais. Eu diria que é um museu filosófico que tem em sua exposição principal as seguintes perguntas:

De onde viemos? Que é um filme 180º sobre o big bang e a evolução.

Quem somos? São 3 blocos com painéis externos: um com fotos, outro com códigos DNA, e outro com um painel eletrônico mostrando o cerebro. Dentro de um tem um pano ao vento mostrando movimento (a terra), do outro muitos painéis sobre animais e plantas, e do terceiro totens com fotos mostrando criatividade, família, sentimentos, cultura, história, etc.

esse painel é lindo


pano voador

pensamentos

Onde estamos? O chamado Antropoceno é bacana, são uns pilares que mostram um video sobre o impacto do ser humano na terra.



Para onde vamos? Varias telas com imagens de pessoas, algumas com cientistas falando sobre estudos e coisas que vão acontecer.

Como queremos ir? É uma estrutura de madeira que não entendi bem, mas achei bonita. Tinha uma escultura que parecia aborígene no meio e se fosse mais larga poderia ser o monolito do 2001 - Uma Odisseia no Espaço.



O passeio termina com uma vista espetacular da Baía de Guanabara.



Gostei do museu, achei interessante, mas eu esperava mais interatividade. Tem muita coisa em telas e telões para ver e ler. Achava que ia ter mais coisas sensoriais ou jogos de algum tipo.

Na entrada dão um cartão que você pode cadastrar seu e-mail e ao longo da exposição tem onde tocar o cartão. Depois mandam um e-mail dizendo o que você viu e o que deixou de ver.



Ainda na Praça Mauá fui ver o que tinha de exposição no MAR (Museu de Arte do Rio), uma dobradinha cultural que vale a pena.

16.3.16

Alabama Shakes

No post da música Don't Wanna Fight eu disse que ia no show do Alabama Shakes e foi ontem.



O Circo Voador é um ótimo lugar para show. É pequeno não cabe muita gente, você fica perto do palco, dá para ver tudo (nem tem telão) e o som é muito bom. E foi lá que a banda se apresentou.

A Brittany é muito carismática e simpática, já entrou no palco super aplaudida e o show é dela, mesmo sendo parte de uma banda. Os três backing vocals eram ótimos e complementaram muito bem a voz dela. Brittany não só canta mas também faz solos de guitarra. O resto da banda também é simpático, excelentes músicos (um beijo para o baterista!).

Eles começaram com Rise To The Sun, tocaram os hits Hold On e Don't Wanna Fight, algumas músicas confesso que não conhecia mas gostei muito de tudo.

O público estava entusiasmado afinal esse show é parte do projeto Queremos, onde o público pede o artista/banda e se a banda aceitar vir essa pessoas terão acesso a pré-venda de ingressos, promoções e alguns brindes exclusivos (ontem estavam recebendo posters). Funciona como um crowdfunding para shows.

Eu comprei meu ingresso normal, dei sorte porque esgotou, mas já estou de olho nos próximos eventos.

(Eu gostei de tudo, da casa, da banda, do show, mas dessa vez como o lugar era pequeno uma minoria muito mal educada chegou a incomodar. Um abraço para o casal fazendo mil selfies com flash escandaloso no meio do show.)

10.3.16

Passeios Cariocas

Dois passeios que fiz essa semana.

Ciclovia Tim Maia



Essa ciclovia foi inaugurada em Janeiro e a intenção é que chegue na Barra. Aí vou poder ir do Leme ao Pontal de bike.

A ciclovia é uma via compartilhada então tem muitos pedestres além de ciclistas. Os ciclistas que querem disputar a etapa carioca do Tour de France não devem se empolgar nessa via (vai pro asfalto com os carros), é um lugar para andar (e pedalar) devagar, curtindo a vista que é espetacular.

Fui até São Conrado e voltei. Pedalei 26 km e foi ótimo!

Updade (21/04). Infelizmente um pedaço dessa ciclovia desabou hoje. Uma pena.


Exposição Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas no méxico.



A exposição não é muito grande, mas muito boa e organizada. Da Frida Kahlo tem: pinturas, desenhos fotos e roupas. Tem outras artistas muito interessantes que também participaram do mesmo movimento (Maria Izquierdo, Alice Rahon, Cordélia Urueta). Gostei muito de uma artista que não conhecia: Bridget Tichenor que tinha umas pinturas meio macabras mas muito boas (eu teria um quadro dela em casa).



Essa exposição está na Caixa Cultural no centro da cidade e a entrada é gratuita (e as vezes pode ter uma fila longa). Vai até 27 de março.

29.2.16

Oscar 2016

E chegou o dia do ano que ficamos em casa num domingo a noite, acordados até as 2 da madrugada assistindo um programa bem mais ou menos para saber se Leo DiCaprio ia levar o homenzinho dourado para casa.

É longo, as vezes é constrangedor, com sorte tem algumas piadas boas, mas tem as estrelas de Hollywood que todo mundo gosta de ver. E claro, os filmes.

Esse ano o Oscar já veio com a polêmica de ser o Oscar mais branco dos últimos anos, teve gente querendo boicotar (mesmo sem ter sido convidado) e muito textão no feissy.

Chris Rock foi o apresentador e com ele sempre se pode esperar uma metralhadora de piadas e PAHs. Ele começou bem, atirou para todos os lados, foi engraçado, deixou gente sem graça, e levou a piada adiante até o fim do evento. Algumas vezes funcionou (Tracy Morgan e Leslie Jones como a Garota Dinamarquesa e o urso de O Regresso) e em outras nem tanto.

Os números musicais foram bons. Lady Gaga levou algumas pessoas na platéia as lágrimas com sua música indicada Til It Happens To you, o Dave Grohl acertou em cheio uma versão bonita de Blackbird para o In Memoriam e o Sam Smith foi a sonolência de sempre com Writing's On The Wall do filme 007 Spectre  - e ganhou um Oscar por isso.

Teve R2D2, C3PO e BB 8 fazendo graça no palco. (Star Wars: O Despertar da Força não levou nada, o Oscar de Efeitos Especiais foi para o ótimo Ex Machina.)


Então vamos ao resto da premiação:

Alicia Vikander foi a grande vencedora da noite. Ela levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por A Garota Dinamarquesa e ainda levou o Michael Fassbender para casa.
A zebra da noite foi o Stallone não vencer o Oscar de melhor ator coadjuvante. Todo mundo já estava esperando Rocky Balboa subir as escadas do Dolby Theatre quando a Patricia Arquette falou o nome do Mark Rylance por Ponte dos Espiões. Bolões pelo mundo despencaram.
Brie Larson foi a melhor atriz por Room e agradeceu o Jacob Tremblay porque sem ele o filme não é nada.
Filme estrangeiro foi Son of Saul, que não vi. Animação foi o ótimo Divertidamente e o Documentário (triste) da Amy Winehouse foi premiado.
Ennio Morricone, que já deveria ter um Oscar por todas as trilhas que ele fez para os filmes do Sergio Leone, finalmente ganhou seu douradinho com a trilha do Oito Odiados. Agradeceu em italiano, chique.
Mad Max: Fury Road (para mim o melhor do ano) passou a vassoura em to-dos os prêmios técnicos (edição de som e imagem, mixagem de som, figurino, maquiagem e desenho de produção).
A Grande Aposta levou roteiro adaptado e Spotlight roteiro original.
Spotlight ficou com o Oscar de Melhor Filme e é realmente muito, muito bom.
O Regresso obviamente levou o Oscar de melhor fotografia (é o terceiro seguido do Emmanuel Lubezki), só a fotografia já vale o ingresso. Também levou melhor diretor e o Iñarritu subiu pelo segundo ano seguido no palco.

E, claro, Leo DiCaprio finalmente, depois de 5 indicações, pôs uma piada de muitos anos para dormir e enlouqueceu a internet ganhando seu Oscar de melhor ator. Um beijo para urso.


O tapete vermelho foi básico, nada de muito exagerado (sdds Bjork), todos bem comportados, bonitos, simpáticos. Achei a Cate Blanchett linda (mesmo tendo dúvidas sobre aquele vestido), gostei da Lady Gaga esse ano e dizer que a Charlize Theron estava bonita é redundante. O Mark Ruffalo atiçou alguns ovários e o fofo do Jacob Tremblay fez pessoas repensarem a maternidade/paternidade. Leo DiCaprio chegou no tapete vermelho com a Kate Winslet deixando a internet loka cantando My Heart Will Go On.



 Superman Himself Henry Cavill veio despejar sua beleza criptoniana e Capitão America Chris Evans lindão.




O prêmio de meme da noite (e por um bom tempo) foi para a Glória Pires que estava comentando (sem ter visto os filmes) na Globo. Pelo menos ela foi sincera dizendo que não era capaz de opinar.

Como vou fazer pra acordar amanhã às 6h? #Oscars2016 #Oscars pic.twitter.com/pWLczuaBVj




PS1: Acho que o Louis CK deveria apresentar o Oscar ano que vem. #ficadica

PS2: KD Bradley Cooper?

23.2.16

+ Filmes

Deadpool

Esse é o filme de superherói que mais dei risada ever. O Deadpool não é para crianças, tanto que a classificação do filme é 16 anos. Tem muita violência (com muito sangue), sexo, mas o que tem mesmo é muita referência a tudo (dos X-Men até hits musicais dos anos 80). E muita quebra de quarta parede.

O Deadpool é um herói anárquico, moralmente flexível, ele está do lado dele mesmo e fala muito. MUITO. Tanto que até quem está assistido as vezes quer calar a boca dele. E ele é uma metralhadora de piadas, e todas funcionam.

O filme conta a história dele: Wade Wilson é um mercenário que ganha din din tratando de dar lição em bandidos. Um dia ele se apaixona (afinal, como ele mesmo diz, é um filme sobre amor) e a vida fica ótima, mas como nem tudo é felicidade ele descobre que está com uma doença terminal. Um dia um esquisitão oferece uma saída alternativa para ele mas que envolve algumas drogas experimentais e uma dose de sofrimento. Wade aceita e é torturado por um vilão LINDO até desenvolver seu gene mutante. Isso faz com que ele fica com uma cara (e corpo) de maracujá passado e ele não quer ver a namorada desse jeito.

(sua mutação é a regeneração)

Então ele vira o Deadpool e vai atrás do vilão lindão.

A trilha sonora é ótima, um bocado de hits românticos cafonas da década de 1980 tocados em cenas de muita ação e violência.

A Tia Helô ia ficar cho-ca-da com o Deadpool, mesmo ele gostando de morar com senhoras e ser um fofo com sua roommate. 813 "Ai, Jesus!" para o uniforme vermelho e boca suja.


The Dressmaker

Esse filme é sobre Liam Hemsworth shirtless. Na verdade é sobre uma mulher que volta para sua cidadezinha depois de muitos anos e o Liam Hemsworth shirtless. Ok, essa mulher, a Tilly (Kate Winslet), tinha ido embora ainda criança porque ela foi acusada de ter matado um coleguinha. Ela volta para ver a mãe com uma dose de vingança e o Liam Hemsworth shirtless.

Tilly é uma exímia costureira e começa a fazer vestidos de alta costura incríveis para as mulheres da cidadezinha no meio do nada na Australia. Ela também faz ternos, claro, vide o Liam Hemsworth shirtless.

Esse filme teve um pouco mais de drama do que eu esperava mas gostei. A Kate Winslet está ótima, a mãe dela no filme é uma figura e o Liam Hemsworth tomou leitinho australiano aditivado.

Acho que a Tia Helo até ia gostar desse filme, talvez até se identificasse com a professora da Tilly. Uns 316 "Ai, Jesus!" para o corpinho sarado do Liam Hemsworth.

"preciso tirar a calça também?"
yes, please.

19.2.16

Analisando a música: Don't Wanna Fight (Alabama Shakes)

O Grammy desse ano foi bem sem graça. Na verdade nem assisti inteiro, mas cheguei a ver a homenagem da Lady Gaga para o David Bowie - que, tirando uns dançarinos, foi muito boa. (Se alguém bebeu direto da fonte do Bowie essa foi a Lady Gaga)

A gravação do ano foi a divertida e super dançante Uptown Funk. A Taylor SwiftZzzzzzz levou melhor album do ano com seu 1989, do qual só conheço Bad Blood. A música do ano (ainda não sei qual a diferença de categoria entre gravação e música) foi Thinking Out Loud do Ed Sheeran. The Weekend foi o queridinho de Contemporary Urban (nunca entendi essa categoria). O Kendrick Lamar varreu a categoria Rap e levou um bocado de Grammys para casa. Até o Justin Bieber ganhou um e nem foi com Sorry, foi com Where Are Ü Now junto com os DJs Skrillex e Diplo (categoria Dance).

Na categoria Rock a banda Alabama Shakes levou melhor performance e melhor música com Don't Wanna Fight; e na categoria Alternativa levou melhor album com o ótimo The Sound and Color, segundo album da banda.

Conheço o Alabama Shakes desde 2013 quando vieram para o Lollapalooza e gostei demais do show deles (que vi na tv). O primeiro album deles é o Boys and Girls e tem uma música que gosto muito e foi o primeiro hit deles - Hold On, tem também On Your Way e Be Mine.

O som deles é um rock cru com blues e a voz da Brittany Howard é rasgada (ela dá uns gritos ótimos), meio Janis Joplin.

Há algum tempo estava com Hold On na lista de músicas para analisar mas vamos saber o que tem Don't Wanna Fight que deu a banda dois Grammys.

Essa música tem uma batida deliciosa, é um blues com funk americano, soul music. É uma música sobre esse estado de guerra que vivemos hoje, não só guerra de fato em alguns lugares mas também diferença de opiniões, luta para sobreviver, ou como disse a cantora da banda: "Uns matando os outros por causa de suposições ridículas."

My lines, your lines
Don't cross the lines
What you like, what I like
Why can't we both be right?
Attacking, defending
Until there's nothing left worth winning
Your pride, my pride
Don't waste my time

A música começa com a guitarra, aí entra a bateria, o baixo e com 40 segundos de música a Brittany dá um grito que começa contido, agudo, mas abre para começar a cantar a letra da música. É como se fosse um grito de: basta!
Então temos duas linhas, as minha se a sua e não devemos cruzá-las (o tal do o direito de um termina onde começa o do outro) Cada um no seu quadrado e porque não pode estar todo mundo certo? Let's agree to disagree.
Ataque, defesa, polarização, briga até não ter nada que vale a pena a vitória. "Cada um com seu orgulho então não me faça perder tempo."
#FicaDica para o pessoal que gosta de discutir no feissy.

I don't wanna fight no more

"Eu não quero mais brigar." E cansa mesmo toda essa discussão sem fim, essa guerra por coisas que poderiam ser resolvidas com bom senso.

Take from my hand
Put in your hands
The fruit of all my grief
Lying down ain't easy when
Everyone is pleasing
I can't get no relief

"Então passo das minhas mãos para as suas o fruto de toda minha aflição." Acho que aqui a letra muda um pouco para o conflito diário, então o fruto da aflição pode ser ela passando a culpa para outra pessoa. Colocar a cabeça no travesseiro não é fácil quando todos querem agradar. E pelo jeito passar a culpa para outro não alivia ninguém.

Living ain't no fun
The constant dedication
Keeping the water and power on
There ain't no money left
Why can't I catch my breath
I'm gonna work myself to death

"Viver não é divertido." A dedicação constante cansa. Uma estrofe com o copo meio vazio. Essa parte da música é sobre a peleja para sobreviver com um salário que não chega no fim do mês, que só dá para o básico e a pessoa se sente sufocada. "Vou trabalhar até morrer."

I don't wanna fight no more

E por isso ela não quer brigar mais. Chega de resistência e conflito. Enough. Cansou.

Mas Alabama Shakes não cansa de tocar não, please.

Tinha vontade de ver essa banda ao vivo e como Brittany e cia vão se apresentar no Circo Voador terei a chance. Alabama Shakes, nos vemos no Rio.



8.2.16

Enquanto isso no carnaval...

Ano passado me dediquei um pouco ao carnaval de Fortaleza e esse ano voltei a alguns blocos que achei divertido ano passado.

Como eu disse antes, tirando o pré-carnaval intenso, Fortaleza não é uma cidade carnavalesca, mas isso está mudando. A cidade continua vazia em muitos lugares (as ruas da Aldeota parecem cidade fantasma, está ótimo para pedalar), mas o número de pessoas no blocos locais só aumenta.

Esse ano fui a dois blocos: o Sanatório Geral e o Eu não sou cachorro não.

Para o Sanatório Geral eu até fiz uma fantasia já que nesse bloco quase todo mundo vai fantasiado e é uma festa.

Fui de BB 8 (até fiz um post mostrando como fiz a fantasia) e meu amigo Luiz foi de R2D2. Eu achava que ia ter mais gente fantasiada dos androides de Star Wars mas eramos os únicos. Princesa Leia, Luke, ObiWan, Jedi, Yoda tinham várias (e todas ótimas). Muitas pessoas (nerd alert!) pediam para tirar fotos e fui perseguida por crianças gritando "BB 8! BB 8!". Algumas queriam tirar fotos comigo e outras queriam usar o capacete (um mistério como o capacete chegou inteiro em casa depois da folia).

two drois no carnaval

mestre torrando no sol cearense

darth kd kylo?
muito fofa essa garotinha
de princesa leia

O Sanatório é um bloco que começa cedo, numa praça arborizada. As 9 da manhã a banda já está tocando e as 11 eles saem para uma volta no bairro. Quando cheguei as 9:30 estava ótimo, a praça não estava muito cheia e a banda animada. Tem muita gente que só começa a chegar depois e a praça vai ficando cheia de um jeito que pouca gente vai atrás da banda pelo bairro e as 12:30 já não dava para andar direito, especialmente onde tinha sombra.


carnaval do snapchat
só para causar polêmica

Axl sem Slash
walter white estava lá

jason deu uma passadinha
e nem era sexta-feira
uma flor para alegrar o dia

deu fome ver essa fantasia na hora
do almoço 


O Eu não sou cachorro não é um bloco que fica dentro (e em volta) do Mercado dos Pinhões e toca música brega. É um bloco divertido porque as músicas são conhecidas e as pessoas cantam mais. Não tem tanta gente fantasiada e a maioria de quem está com fantasia é porque veio do Sanatório Geral (eu incluída).

mercado no por do sol
depois de várias leias no sanatório
uma rey. (e nenhum poe dameron)


A noite ainda tinha show no aterrinho da Praia de Iracema, e eu até queria ver o Cidadão Instigado, mas a minha energia acabou as 7 da noite.

Hoje, Segunda, eu descanso, mas quem sabe amanhã encaro mais um bloco. :)


*Muitas dessas fotos foram do meu snapchat: kmarselle

28.1.16

+Filmes

MacBeth

Michael Fassbender está ótimo nessa adaptação da peça do Shakespeare sobre o monarca que, depois de saber de uma profecia de umas bruxas, faz de tudo (incentivado por sua esposa evil Lady MacBeth) para ser o Rei. E depois de ver uma temporada inteira de Outlander (mais alguns filmes tipo Braveheart e Rob Roy) sei do que um escocês é capaz (ui ui ui).

Acontece que a coroa vem com uma dose de paranóia.

Esse filme é todo com falas da peça de shakespeare, falado naquele inglês antigo com sotaque escocês, ou seja, tem que ler a legenda. Tirando a Lady MacBeth que é interpretada pela francesa Marion Cotillard, e o Fassbender que falava um pouco mais claro, eu não entendia mais ninguém.

É um filme interessante. Fassbender saindo molhadinho do lago gelado vale o ingresso.

A Tia Helô ia até se identificar com tanta paranóia. 217 "Ai, Jesus!" para o MacBeth e suas amigas bruxas.


Creed 

Esse é o sexto filme da série do Rocky Balboa e é melhor aproveitado se você viu, pelo menos, os 4 primeiros.

Nesse filme o filho ilegítimo do Apollo Creed, Adonis, decide largar o emprego num escritório e ser boxeador. Ele quer fazer um treinamento old school e vai até a Filadélfia atrás do "tio" Rocky. E aí temos um roteiro clássico de filmes de esporte: treino, primeira luta, mais treino, namorada, momento "não vou fazer mais isso", obstáculo emocional, mais treino e luta final. Tudo muito bem feito, bem dirigido e com uma trilha sonora muito boa.

Sylvester Stallone é o Rocky Balboa e é digno como ele aceitou envelhecer nesse filme. Michael B Jordan (que acho ótimo desde Friday Night Lights) é um talento e esse filme certamente cresceu por causa dele.

Eu gostei. As escadas do Museu da Filadélfia estão lá, mas a subida nas escadas é um pouco diferente.

Sylvester Stallone foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante. Merecido. E acho que esse filme poderia estar lá entre os melhores do ano.

A Tia Helô ia fechar os olhos em cada soco dado. 356 "Ai, Jesus!" para Rocky e Donny.

Truth

Os jornalistas do programa 60 Minutes da CBS foram atrás da história do George Bush, na época que ele era candidato a presidente, sobre seu serviço militar.

Depois que o programa foi ao ar os jornalistas foram acusados de terem usado documentos falsos e aí segue toda uma investigação sobre como as informações chegaram a produtora do programa.

A terceira temporada de The Newsroom foi sobre a mesma coisa. Ambos são bons, tanto o filme quanto a série.

Robert Redford faz o apresentador Dan Rather e Cate Blanchett faz a produtora Mary Mapes.

A Tia Helo não ia dar a mínima para essa fofoca toda. 15 "Ai, Jesus" para a fonte new times roman.


Anomalisa

Um filme feito em stop motion sobre solidão, mesmice, busca por algo diferente, e talvez amor. O Charlie Kaufman deve ter uma mente bem esquisita e de lá saem umas coisas estranhas tipo: Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças (ótimo), Adaptação (gosto), Being John Malkovich (muito bom), Synedoche NY (bizarro mas gosto).

Em Anomalisa o escritor de auto ajuda Michael Stone está indo para mais uma palestra sobre seu livro, a vida dele é mais do mesmo, e ele está passando por um momento filosófico. O interessante é que todas as outras pessoas tem a mesma voz: mulheres, homens e crianças. Michael está encasquetado com uma carta que recebeu de uma ex-namorada anos atrás quando terminaram o namoro e decide encontrar com ela. Esse encontro não vai nada bem e de volta no quarto o Michael escuta uma voz diferente e vai atrás de saber de onde vem.

É assim que ele conhece a Lisa que colore a noite com sua voz diferente. Bem, até o café da manhã.

A idéia do filme é boa, até o fato de ser filmado com bonecos parecidos em stop motion faz todo sentido, mas achei esse filme um pouco chato. Dormi umas 4 vezes no meio.

A Tia Helô não ia achar nada demais na vida depressiva do Michael. 143 "Ai, Jesus" para aqueles nudes pós-banho do boneco.

23.1.16

Momento Arts and Crafts

Como fazer uma fantasia do BB 8.

Eu não sou muito de carnaval mas gosto de ver as pessoas fantasiadas e gosto de quem se dedica a fantasia. Ano passado fui num bloco de carnaval aqui em Fortaleza onde todas as pessoas estavam fantasiadas e achei divertido. Fantasias criativas e inusitadas.

Então esse ano decidi ir nesse bloco outra vez e queria ir fantasiada. Mas de que?

(Geek mode: ON)

Lembrei que ano passado tinha um grupo fantasiado de Star Wars mas as fantasias eram todas caseiras e o grupo se chamava Istá Uós. Aí decidi que queria ser o android BB 8 e fui atrás de saber como fazer essa fantasia.

Depois de passear pelo google e youtube decidi unir duas técnicas que vi online. Uma era fazer a cabeça de isopor e a outra era pintar uma camiseta. Assim eu teria uma fantasia reconhecível, leve, confortável e barata.

Coloquei o pedaços do processo no snapchat e algumas pessoas perguntaram como fiz, então vamos lá:

O Capacete:

1. Comprei uma bola de isopor tamanho grande, dessas que usam para fazer o sol em trabalho escolar sobre o sistema solar, que a metade cabe numa cabeça.



Uma bola dá para fazer 2 cabeças de BB 8 ou uma do BB 8 e uma do R2D2.

2- Pintei uma metade com tinta branca (tinta de parede a base de água que tinha aqui em casa) e a outra metade de cinza (também com tinta que tinha aqui junto com um pó metálico). É mais fácil desenhar e pintar na tinta de parede seca do que direto no isopor.



3- Depois que a tinta secou desenhei com um lápis os contornos (usei alguns potes de plástico redondos e fita crepe para ajudar).



4- Com 2 tampas de plástico (de creme e de shampoo) fiz as lentes. Pintei de preto com caneta de CD e colei no isopor com cola branca.



5- Passei caneta preta nos contornos e pintei de laranja com tinta acrílica de tecido (aproveitando a tinta que comprei para pintar a camiseta) e a parte cinza com a tinta de parede que usei para pintar o outro capacete.




A Camiseta

1- Peguei uma camiseta branca de algodão no armário (tenho muitas).

2- Imprimi desenhos num papel A4. (peguei nesse site e fiz algumas adaptações)



3- Comprei tinta laranja e prateada e uma caneta preta para tecido. Pintar tecido é difícil. Tive que dar um jeito de manter a camiseta esticada e não foi fácil.



4- Coloquei o desenho embaixo e tracei por cima na camiseta. Primeiro com um lápis e depois com uma caneta de tecido preta.



5- Tem que pintar uma bola de cada vez e esperar secar antes de fazer outra. Não esquecer de colocar um papel embaixo do lugar que vai pintar porque a tinta atravessa o tecido. Fiz essa fantasia em 2 dias (demorou porque tive que esperar a tinta secar).




Para fazer o R2D2 é só repetir o processo (usando tinta azul e cinza).



O carnaval é em duas semanas, corre que dá tempo!

18.1.16

+Filmes

The Danish Girl

Um filme sobre a tranformação de Einar em Lili no início do século 20. Einar e Gerda eram um casal que se dava muito bem. Ela era pintora e travestia o marido para que ele se tornasse seu objeto mais conhecido em sua arte. Gerda fez sucesso com os quadros de Lili.

Acontece que Einar gostava de ser Lili, ele se sentia mais Lili do Einar e quando assume isso parte para uma transformação mais permanente.

O Eddie Redmanye faz Einar/Lili como uma delicadeza incrível. Foi merecida a indicação ao Oscar e merece muito levar a estátua para casa, outra vez. Alicia Vikander também foi indicada para atriz coadjuvante por esse filme, ela está muito bem (mas a prefiro em Ex Machina).

A Tia Helô não ia entender nada do que acontecia com Einar/Lili, 258 "Ai, Jesus!" para a garota dinamarquesa.


Hateful 8

Tarantino sendo Tarantino. Fotografia bonita, diálogos ótimos, violência quase de desenho animado e história dividida em capítulos. Um filme sobre 8 pessoas que acabam presas numa bodega no meio da nevasca. E é isso. Discutem um bocado, alguns morrem, a mulher (a ótima Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar) sofre um bocado (mas está sempre bem humorada), Samuel L Jackson e sua fala-discurso, e o ótimo e meio desconhecido Walter Goggins (gosto dele da série Justified) roubando a cena.

Esse filme foi rodado em 70mm. O que isso significa? Para quem viu no Brasil nada porque não existe cinema aqui que reproduza esse tipo de filme, mas a fotografia deve ter ficado sensacional nos pouquíssimos cinemas que mostraram a versão original. Está concorrendo ao Oscar de melhor fotografia, claro.

Confesso que senti um pouco as 3 horas de filme e dei umas 2 cochiladas no cinema, mas gostei do filme. A trilha sonora do Ennio Morricone é muito boa, mas senti falta do um hit pop desenterrado da vez.

Tarantino não foi indicado a melhor roteiro original. Poxa pessoal do Oscar, que bola fora hein?

A Tia Helô ia ver esse filme com as mãos tapando os olhos. 629 "Ai, Jesus!" para os 8 odiados.


Steve Jobs

Sou pessoa consumidora da Apple. Dito isso, acho o Steve Jobs um chato. E deve ser essa chatice dele que fez com que tanta coisa acontecesse.

O grande talento do Steve Jobs era juntar as pessoas certas e fazer com que elas trabalhassem para atingir um objetivo imaginado por ele.

O Aaron Sorkin tirou leite de pedra com a história do Steve Jobs e conseguiu fazer 3 momentos da vida dele (lançamento de 3 produtos) interessantes além de costurar tudo com a história da filha que ele não queria assumir.

E o Aaron Sorkin não foi indicado a Melhor Roteiro Adaptado. Como assim pessoal do Oscar??

Achei esse filme melhor do que esperava. Michael Fassbender faz um Jobs genial e antipático muito bem. É redundante dizer que Kate Winslet está ótima. Ambos indicados ao Oscar.

A Tia Helo nunca usou um produto Apple e provavelmente não iria se interessar pelo drama do Jobs. 31 "Ai, Jesus!" pelos momentos detalhistas.

14.1.16

+ Filmes

As indicações do Oscar saíram hoje e gostei de ver Mad Max indicado em um bocado de coisa. Só senti falta da Charlize Theron em alguma categoria de atriz. Tem até um desenho animado brasileiro na parada. Também gostei de ver Ex Machina em algumas categorias. Star Wars merecia uma indicação a melhor filme só pela bilheteria monstruosa. Já escrevi sobre Mad Max, O Regresso, Spotlight, Brooklyn, Room e The Martian. A seguir mais alguns filme e mais 2 indicados a melhor filme.

Bridge of Spies

Um filme do Spielberg sobre a guerra fria. O muro de Berlim ainda está sendo construído e o babado dos espiões está com força total.

Um espião russo é preso nos EUA e os americanos (certinhos como só eles) querem dar um julgamento justo e indicam um advogado para defendê-lo. O Tom Hanks é esse advogado que é especializado em causas de seguro, portanto um ótimo negociador.

Acontece que um piloto americano é pego tentando tirar fotos do solo soviético e um estudante americano é pego do lado errado do muro. Cabe ao Tom Hanks negociar para trocar o russo pelos americanos.

Gostei desse filme. Foi indicado a Melhor filme, Trilha sonora Original, Desenho de Produção, Mixagem de Som e Roteiro Original. Não deve levar nenhum, mas foram indicações merecidas.

A Tia Helo iria ficar horrorizada com aquele pessoal tentando pular o muro de Berlim. 215 "Ai, Jesus!" para Tom Hanks e seus espiões.


The Big Short

Esse filme é sobre a bolha que deu origem a crise mundial de 2007. Essa crise começou com a bolha imobiliária americana. Um analista descobriu que tinha um furo no sistema de empréstimos/crédito imobiliários e decidiu investir contra os pagadores. Os bancos aceitaram o negócio porque nunca acharam que a inadimplência chegaria a tanto. (quanto mais inadimplência mais os bancos teriam que pagar ao analista). E na onda desse analista foram mais algumas pessoas que ganharam muito dinheiro.

É um assunto importante, o filme é feito de uma forma que tenta ser didática (e tenta ser engraçado, mas quem consegui rir com um negócio desses?), mas eu não gostei muito. Confesso que é um assunto que me irrita um bocado (tanto gente que entra em dívida para ter coisas que não vai conseguir pagar quanto o pessoal da bolsa que só joga com dinheiro alheio).

O pessoal do Oscar gostou. Indicaram a Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante (O Christian Bale que não faz grandes coisas a não ser ficar trancado na sala e tocar bateria, mas é ele que descobre o furo), e Roteiro Adaptado.

A Tia Helo ia dormir no meio do filme. 21 "Ai, Jesus!" para o blá, blá, blá financeiro.


Sufragette

Um dos absurdos da história é que as mulheres só foram ter direito a voto no fim do século 19 em um país (na Nova Zelandia) e na maioria dos outros no início do século 20. Bem início quase metade. Em alguns lugares como a Suíça as mulheres só tiveram esse direito na década de 1970 (!!!!).

Felizmente muitas mulheres lutaram por esse direito e conseguiram, mas não foi fácil e foi com muito sacrifício. Muitas foram presas, perderam direito a ver seus filhos e apanharam um bocado.

O filme conta a luta das inglesas trabalhadoras por seus direitos. É bem feito, tem a Meryl Streep, Helena Bonham Carter e a Carey Mulligan. Girl Power.

Acho que a Tia Helô gostava muito do seu direito a voto, 14 "Ai Jesus!" para as mulheres sufragistas.


Legend

Na Londres de 1960 o East End era dominado pelos irmãos gangsters Ronnie e Reggie Kray. Eles aterrorizavam (com um certo estilo) a área. O filme é sobre os dois, principalmente Reggie e sua namorada (e depois esposa).

Tom Hardy faz os gêmeos de um jeito que a gente sempre sabe quem é quem. Palmas para ele.

A Tia Helô ia ficar passada com a violência, mas são gangsters né? 452 "Ai, Jesus!" para Ronnie e Reggie.


12.1.16

David Bowie




O David Bowie era tão vanguarda que muitas pessoas só entediam (e algumas ainda vão entender) o que ele estava fazendo alguns anos depois que ele lançava um trabalho e uma nova persona. Já falei dele várias vezes sempre acompanhado da palavra gênio.

Aqui no blog já analisei uma música dele (Heroes), li um livro sobre suas músicas, e sempre digo que ele deveria constar em todas as trilhas sonoras de filmes. Pode procurar que sempre vai ter uma música do Bowie para a ocasião.

Ele está em todas as minhas playlists (as de corrida e de músicas para escutar no carro).

Se tenho uma música favorita? Não consigo escolher. Bowie anos 1970 é sensacional e essencial (foi sua fase mais produtiva), mas minha memória afetiva das músicas dele é dos anos 1980 - Let's Dance, Modern Love, China Girl, Under Pressure, Cat People, e Absolute Beginners.

David Bowie inspirou muitos artistas (visualmente e musicalmente) e muitas pessoas. Certamente é uma unanimidade. Todos adoram Bowie.

(e quem não conhece trata logo de pegar a discografia completa!)

Tchau Bowie, vai tranquilo nesse disco voador.


(esse gif fantástico é da Helen Green)