21.1.15

+ Filmes

Wild (Livre)

A Cheryl (Reese Witherspoon) sofreu alguns traumas, teve problemas com o casamento, com drogas e decidiu fazer a trilha do Pacific Crest Trail que tem mais de 1700 km e vai do deserto no sul da Califórnia até a fronteira com o Canadá.

Ela vai sozinha. Andou por mais de 3 meses, enfrentou noites sozinha, animais perigosos (inclusive alguns humanos), encarou medo e unhas caídas, mas também fez amigos e até alguns fãs.

O filme é sobre essa caminhada e ao longo do caminho somos apresentados a vida passada da Cheryl através de alguns gatilhos como música, cartas que ela recebe, lembranças que ela tem.

O fim é meio sem graça, mas o que importa é o caminho né?

A Tia Helo ia ficar horrorizada com uma mulher andando sozinha no meio do nada. Mal sabia a Tia Helô que isso faz um bem danado, 725 "Ai, Jesus!" para as botas pequenas da Cheryl.


Foxcatcher 

Eu queria ver esse filme pelo Steve Carrell num papel sério. Ah, quem estou enganando? Queria mesmo era ver 2 horas de Channing Tatum naqueles maiôs de luta.

A história é sobre os irmãos Schultz, que eram lutares e campeões olímpicos, e o milionário John Du Pont. Mark Schultz (Channing, sempre em forma) é o irmão mais novo que apesar da medalha olímpica vive na sombra do irmão mais velho Dave (que também tem sua douradinha). Um dia o Mark recebe uma ligação do John Du Pont o chamando para lutar no seu time (e morar na sua fazenda).

O John Du Pont era um cara esquisito. Era daquelas pessoas que comprava amigos, oferecia coisas e depois cobrava. A relação dele com o Mark era conturbada e com Dave também. E claro que tem um fim trágico.

O filme é chaaaato pacas. Pronto falei. A única coisa interessante (além do Channing de maiô) é a relação entre os irmãos. Mark Ruffalo é muito bom no papel do Dave.

O Steve Carrell faz um John DuPont freaky, não sei se o da vida real era daquele jeito mesmo, mas achei uma atuação pesada.

Esse filme foi indicado ao Oscar por ator, ator coadjuvante, roteiro original, direção e maquiagem.

Não foi indicado a melhor filme, achei justo, é tedioso, e muita coisa ali poderia ter sido melhor aproveitada (a relação do John DuPont com a mãe).

A Tia Helô teria dormido nos 5 minutos iniciais, e talvez acordasse para ver o Channing shirtless. 128 "Ai, Jesus!" para Foxcatcher.

18.1.15

Analisando a música: Chandelier (Sia)

Um dos videos que fez mais sucesso ano passado é dessa música da Sia.

Quem é Sia? Eu também não conhecia, e pelo jeito não vou saber quem ela é porque agora ela só canta de costas para o público.

A vi no programa do Graham Norton. Ela cantou o tempo todo e deu a entrevista de costas. Foi meio bizarro. Ela disse que não que ser famosa e quer ficar longe dos holofotes, mas quer que a música faça sucesso. Bem, isso ela conseguiu. (Depois descobri que ela sofre de depressão e teve ataques de pânico.)

Sia é uma cantora pop australiana que começou a carreira em 1996. O primeiro hit foi "Taken For Granted" em 2000. Ela lançou 4 albuns até 2010 quando lançou We Are Born e se "aposentou". A Sia decidiu se recolher dos palcos e só compor.

Ela é uma compositora de mão cheia, distribui hits mais do que um crupiê cartas no cassino. Só para vocês terem idéia, ela compôs: Diamonds da Rihanna, Pretty Hurts da Beyoncé, Perfume da Britney, e Titanium do David Guetta.

Parece que um dia ela estava compondo e achou que Chandelier seria uma música ótima para ela mesma e a partir daí criou um conceito para o album 1000 Forms of Fear que foi lançado em 2014. A Sia também criou essa imagem da loira chanel para que seja uma marca dela (como aquele cabelo bolo de noiva da Amy Whinehouse).

E é aí que entra o video da garotinha de peruca loira que faz uma coreografia contemporânea.

Mas, sobre o quê é Chandelier? Vamos analisar.


Party girls don't get hurt
Can't feel anything, when will I learn
I push it down, push it down

A música é sobre uma garota festeira, que não perde a oportunidade de estar na pista. Acontece que como todos nós que um dia já tivemos ressaca, inclusive moral, sabemos que essa vida não pode durar para sempre.
Ela fala que não sente nada e se pergunta: "quando vou aprender?". É um vício.

I'm the one "for a good time call"
Phone's blowin' up, they're ringin' my doorbell
I feel the love, feel the love

Ela é a ligação que todo mundo faz quando querem se divertir. O telefone toca direto e até batem na porta dela. Assim ela se sente amada. (Mas para isso tem que estar sempre animada e pronta para uma festa. Quem consegue ficar assim o tempo todo? Pois é.)

1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink

Throw em back, till I lose count

1,2,3 bebe! E lá se vão os shots (tequila, whiskey, vodka, etc) até perder a conta. Só assim para ela se animar. Beber até se sentir confortavelmente entorpecida. (como já disse o Pink Floyd).

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier

Aí com o alcool fazendo efeito o que ela diz que vai fazer? Se pendurar no candelabro e balançar como se não houvesse amanhã. Nesse ponto da noite a bebida (e talvez drogas) já fazem efeito e ela está na fase "me sinto indestrutível e livre". No meio da estrofe, num quase desespero querendo muito acreditar, ela fala que vai voar como um pássaro e sentir as lágrimas secando. Gente, ela sabe que não está bem, mas afinal ela é a party girl.

And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
On for tonight

Aí chega aquela parte da noite que todo mundo já começa a ir embora, mas tem gente que nunca sabe quando a festa acaba. A tonteira começa a ficar pior, é a ressaca batendo na porta, mas ela que se manter otimista porque é só por hoje a noite (doce ilusão). E ela pede ajuda, porque é só por hoje a noite (continua se iludindo).

Sun is up, I'm a mess
Gotta get out now, gotta run from this
Here comes the shame, here comes the shame

O sol nasce, a maquiagem está vencida, a roupa amassada, está na hora de ir embora. E lá vem a ressaca moral....

1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink
1,2,3 1,2,3 drink

Throw em back, till I lose count

Fazer o que? Tomar umas pílulas para recompor. (Esse 1,2,3 também pode ser algumas pílulas que ela toma para se manter animada ou viva mesmo).

I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I'm gonna live like tomorrow doesn't exist
Like it doesn't exist
I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier

And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
Help me, I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes
Keep my glass full till morning light, 'cause I'm just holding on for tonight
On for tonight

Numa segunda análise essa música pode ser sobre depressão e alcoolismo. Que esse "vou balançar do candelabro" e que essa vontade de viver como se não houvesse amanhã talvez seja uma euforia passageira. Essa interpretação é reforçada pela estrofe que ela diz que está "agarrando a sua preciosa vida, que não vai olhar para baixo, não vai abrir os olhos" e pede ajuda para se manter otimista. Ela se engana dizendo que é só por hoje a noite, mas os demônios voltarão. O vício é cíclico.

Ainda bem que a música é boa, porque essa análise deixa qualquer um deprimido. 1,2,3 drink!

A garotinha do video (Madeleine Ziegler) faz uma coreografia sensacional no meio de um apartamento muquifo no que parece ter sido filmado em um take. 1,2,3 aperta o play!




A garotinha fez tanto sucesso que a Sia a colocou num segundo video, Elastic Heart, junto com o Shia LaBeouf. (não gosto muito dele, mas ele faz careta bem)

13.1.15

+Filmes

American Sniper

Bradley Cooper faz o atirador de elite Chris Kyle, que foi um dos mais eficientes na ação dos americanos no Afeganistão e Iraque. Chris era um patriota em primeiro lugar, ele acreditava mesmo em defender seu país. Durante nove anos foi para o meio da zona de guerra ajudar os soldados a ficarem seguros.

Ele tinha uma visão perfeita e provavelmente enxergava agulha no meio do palheiro com facilidade.

Guerra é uma coisa confusa. Ambos os lados tem suas razões, ambos tem mocinhos e vilões. Ainda mais nos dias de hoje que é quase tudo na base do video game, pessoas numa sala apertando botões para que drones joguem bombas. É tudo tão absurdo e violento. Quem sofre mais é quem está la no meio sem ter como sair.

O Clint Eastwood dirigiu essa biopic (sim, é baseado numa pessoal real - mas eu só descobri no fim do filme) e dificilmente um filme dele é ruim, ainda mais com o Bradley Cooper.

Além da zona de guerra também mostra Chris com sua família nas poucas vezes que ele estava em casa e na dificuldade que os soldados tem ao retornar da guerra.

A Tia Helo provavelmente bateria continência para o Chris. 372 "Ai, Jesus!" para cada tiro que ele deu.


Birdman

Um filme sobre um ator que fez sucesso com um personagem superherói (o tal Birdman) há 20 anos e ainda tenta ser um ator levado a sério. Para isso ele adaptou e montou uma peça, dessas filosóficas, mas esbarra no seu ego que conversa com ele com uma voz grave.

O Michael Keaton foi o Batman mais de 20 anos atrás, mera coincidência? Não sei, mas Birdman é muito bom. E ele está ótimo no papel.

Edward Norton está muito bom no papel de um ator egocêntrico que o personagem do Michael Keaton contrata para trabalhar na peça.

O Alejandro Gonzalez Iñarritu dirigiu esse filme de uma forma genial. Ficou de um jeito que parece que foi um só take e a camera está sempre acompanhando alguém. A trilha sonora é um espetáculo a parte: mais da metade do filme é só uma bateria (até parece que o baterista de Whiplash estava nesse filme).

Já estou torcendo para esse filme ser indicado ao Oscar.

A Tia Helo ia achar tudo uma grande viagem na maionese e ia ficar meio tonta com a camera, 683 "Ai, Jesus!" para o homem pássaro.

10.1.15

+Filmes

The Imitation Game

Ano passado li um livro sobre a vida do Alan Turing, que é interessantíssima, que em muitas partes era bom mas deixou um pouco a desejar quando o autor queria explicar matemática avançada para leigos (sem ele mesmo entender).

Esse filme foi baseado em outro livro chamado Alan Turing: The Enigma, que não li.

O Turing praticamente inventou o sistema binário e tinha idéias para uma máquina que pensasse. É praticamente o criador do computador.

O filme é sobre como ele desenvolveu uma máquina que foi capaz de quebrar os códigos dos alemães durante a segunda guerra e assim ajudou os britânicos e aliados a fazer ataques estratégicos que foram importantes para o fim da guerra.

O Turing era homossexual assumido, mas na Inglaterra daquela época era proibido. Ele teve a casa roubada e o amante do Turing disse que foi um amigo dele. Turing chamou a policia e na investigação os policiais descobriram que Turing tinha tido relações homossexuais com o rapaz. Turing foi condenado e escolheu a castração química como pena.

O Alan Turing passou a ser notícia quando em 2013 a Rainha Elizabeth assinou o perdão da pena de indecência a qual o Turing foi condenado em 1952, e ainda recebeu reconhecimento por todos seus feitos durante a segunda guerra. Mais do que justo.

O Benjamin Cumberbatch está sensacional como Turing. Estará no Oscar com certeza.

A Tia Helo não era adepta dos computadores, mal usava calculadora, mas teria gostado do Turing. 43"Ai, Jesus!" para o matemático e seus amigos.

Whiplash

Esse filme é sobre um baterista de jazz que é aluno numa das melhores escolas de música, é dedicado, focado e acredita que pode ser o melhor. Aí entra o professor sargentão/Sr.Myagi que o escolhe para a banda da escola que toca em competições. Tem palavrões, humilhação, gritaria e algum sangue. E fica a pergunta: será que um talento realmente desenvolve seu potencial sem que seja pressionado?

É quase um Cisne Negro com baterias.

Só se fala no J.K. Simmons como o condutor linha dura, mas o Miles Teller no papel do baterista está ótimo. Queria saber se ele aprendeu mesmo a tocar bateria daquele jeito.

Claro que qualquer banda precisa de ensaio, e muito ensaio, mas eu achava que jazz era um estilo musical relaxado, daqueles que o pessoal se junta para uma jam session e sai um som. Que nada. Tem até competição.

A Tia Helo ia ficar tensa com o Miles Telles e suas baquetas nervosas. 427 "Ai, Jesus!" para o som de Whiplash.

6.1.15

Momento transporte público: bicicletas compartilhadas em Fortaleza

Como eu já disse várias vezes aqui no blog, sou a favor de qualquer iniciativa que diminua o número de carros nas ruas e melhore o transporte público e também sou adepta das bicicletas como transporte alternativo.

Com a ciclofaixa de domingo os ciclistas cearenses se empolgaram, muitos sairam do armário e as lojas de bicicletas nunca venderam tanto.

Fortaleza agora tem bicicletas compartilhadas. Aqui elas são verdinhas (o patrocinador é outro) e estão sendo muito usadas.



Quem acompanha o blog sabe que uso muito essas bicicletas quando estou no Rio, é o meu meio de transporte principal na cidade, então comemorei que agora também tem em Fortaleza.

A idéia dessas bicicletas é o deslocamento de um lugar para o outro. Você pega numa estação e pode devolver em qualquer outra.



Como faz? Baixa o aplicativo do Bicicletar, faça o cadastro e compre o passe (que pode ser de um dia R$5, um mês R$10 ou um ano R$60), depois é só seguir os passos na app. Para quem não tem um smartphone, faz o cadastro e compra o passe no site e na estação é só ligar para o número que tem no totem da estação e seguir as instruções. Tem uma opção de passe atrelado ao bilhete único (mas essa não usei porque não tenho o bilhete)

Para devolver basta encaixar a bicicleta na estação. Até 60 minutos está incluído no passe, depois que usar uma hora tem que devolver ou então paga a hora extra. Se quiser tirar outra logo depois tem que esperar 15 minutos, ou então paga hora extra (mesmo que não tenha usado os 60 minutos na vez anterior). Aos domingos e feriados o tempo é de 90 minutos.

Se após retirar a bicicleta ver que tem algum defeito pode devolver em até 5 minutos.

A diferença entre Fortaleza e o Rio é que os cariocas já tem ciclovias há muitos anos, muito antes do boom das bikes e muito antes das bicicletas compartilhadas. Claro que ainda pode melhorar muito, mas a cidade é bem servida de ciclovias.

Fortaleza não. Aqui as poucas ciclovias ficam fora da parte central da cidade e são apenas no meio de grandes avenidas. Com a moda da bicicleta (que espero que seja permanente tipo um pretinho básico) pintaram algumas poucas ciclofaixas nas ruas e aos domingos tem a ciclofaixa atravessando a cidade.



A Beira Mar tem uma faixa exclusiva no asfalto todo os dias de 5:30 as 7:30 da manhã que sempre foi para os corredores mas agora cada vez mais tem gente de bicicleta, está ficando congestionado.

kd espaço no meio dos corredores?

Fortaleza tem tudo para ser um lugar onde as pessoas andam de bicicleta. É uma cidade concentrada e as distâncias são curtas. Faz calor? Sim, bastante, mas também tem vento e muitas ruas arborizadas (contanto que não derrubem mais árvores).

Para que as pessoas usem mais as bicicletas, próprias ou compartilhadas, vai ser necessário mais ciclofaixas porque pedalar nas ruas é perigoso mesmo, o motorista local é mal educado (de carro, de ônibus, de taxi e principalmente de moto). E porque é perigoso muitas pessoas andam na contramão da ciclofaixa (algumas deveriam ser mão dupla. fica a dica.) e andam nas calçadas, apesar das mil placas dizendo que é proíbido.

tiozinho na bicicleta do lado da placa proibindo

Os ciclistas tem que lembrar que existem leis de transito para bicicleta também.

Então agora com as bicicletas compartilhadas espero ver cada vez mais pessoas pedalando.



31.12.14

Vem 2015!

Em 2014 foi difícil segurar o forninho, mas a vida é assim.

Então para entrar o ano novo com bastante groove aí vai uma das músicas mais gostosas de 2014 que não deixa ninguém ficar parado.

Beijo-tchau 2014.

Oi 2015, tudo bem?




(curiosidade: Michael Jackson escreveu essa música com o Paul Anka em 1983, mas foi barrada do Thriller. A versão solo do Michael Jackson é ótima, óbvio, mas gostei muito dessa atualizada com o Justin Timberlake.)

29.12.14

Momento TOC Livros (8)

Comecei esse ano estava decidida a ler mais de 25 livros, mas os últimos meses do ano foram complicados e não passei de 22 livros. Pelo menos mantive a média dos anos anteriores. Eu disse que ia tentar ler metade em português metade em inglês, isso não consegui. Li mais autores nacionais, muitos novos que gostei, li alguns estrangeiros traduzidos (geralmente nórdicos), mas os títulos em inglês sempre me chamam mais atenção.
Aqui estão os livros que li em 2014. (Os em azul tem links para posts que escrevi sobre eles.)

- S. - JJ Abrams e Doug Dorst - o livro interativo do cara de Lost. Um pouco confuso para ler, mas foi divertido, um bom desafio.

- Hard-boiled Wonderland And The End Of The World - Haruki Murakami - Nunca tinha lido nada do Murakami e antes de encarar o tal 1Q84 decidi ler outra coisa dele. O Murukami tem muita influência ocidental nas histórias mas ao mesmo tempo é bem japonês. Esse livro se passa numa distopia onde algumas pessoas conseguem guardar informações no cérebro como se tivessem algum controle do subconsciente e criam um mundo a parte. Os capitulos são alternados: um em Tokyo com o homem procurando uma solução par ao seu problema e outro no End of The World o tal mundo subconsciente. Eu gostei.

- Fim - Fernanda Torres - Gostei bastante desse primeiro livro da Fernanda Torres, espero que venham mais. Sobre um grupo de idosos.

- De Gados e Homens - Ana Paula Maia - esse livro foi uma surpresa. Um livro curto mas intenso sobre um homem que trabalha num matadouro e tem uma filosofia de vida muito interessante.

- The Man Who Knew Too Much - David Leavitt - Sobre o Alan Turing, homem que inventou o computador além de ter ajudado a Inglaterra e aliados a vencer os alemães na segunda guerra decifrando os códigos. Uma história interessantíssima com final trágico mas que nesse livro infelizmente ficou ofuscada pela tentativa do autor em querer explicar matemática avançada para leigos.

- The Flamethrowers - Rachel Kushner - Sobre uma mulher que vai para NYC para ser artista nos anos 1970 e lá ela começa um relacionamento com um artista italiano que é herdeiro de uma grande empresa italiana de pneus e motos. Ela gosta do italiano mas quer mesmo o BFF dele (que ela conheceu antes sem saber quem era). Ela vai parar na Italia, conhece a família rykah do italiano e acaba envolvida com uns revolucionários. É um livro bom de ler, daqueles que o meio é mais interessante do que o desfecho.

- Boneco de Neve - Jo Nesbø - Só descobri que esse livro faz parte de uma série que tem o detetive Harry Hole (nome super nórdico) como protagonista quando terminei. O livro é bom, passa em Oslo, até tive medo do tal boneco de neve, mas o mistério foi fraco.

- Super Sad True Love Story - Gary Shteygart - gostei muito dessa história de amor triste numa distopia.

- Cadê Você Bernadette? - Maria Semple - A Bernadette, era uma arquiteta famosa que construiu uma casa só com os materiais que tinha disponível num raio de 20 milhas, mas decidiu se aposentar depois de um episódio e foi morar com a família em Seattle. Ela é mãe da Bee e some dias antes de uma viagem que elas fariam a Antartida. O livro é a Bee investigando o sumiço da mãe. Divertido.

- Let's Explore Diabetes With Owls - David Sedaris - o David Sedaris é muito engraçado, ele é ótimo para contar crônicas do seu dia a dia e da família. Nesse livro ele explora outros pontos de vista de pessoas fictícias, conta episódios da sua vida (teve o passaporte roubado e os eventos seguintes a esse fato) mas a história mais interessante é sobre o processo dele para escrever.

- Nada - Janne Teller - esse livro é um pouco macabro. É sobre um garotinho que um dia decide que nada importa e sai da sala de aula e fica sentado numa árvore gritando verdades para os colegas. Os coleguinhas por sua vez decidem provar que existem coisas que importam sim e aí começa um jogo onde cada um tem que deixar o que mais importa para si numa pilha. Acontece que surge uma regra de que quem deixou uma coisa pode escolher o próximo, não só quem mas também o que. Aí a coisa começa a ficar sinistra. Criancinhas podem ser cruéis.

- The Statistical Probability Of Love At First Sight - Jennifer E. Smith - um livro young adult bonitinho sobre um casal que se apaixona num voo entre NYC e Londres.

- Quinze Anos de Constrangimento - Ana Paula Barbi - A Poalli é uma web celebrity que escreve textos divertidos em vários sites. Esse livro é bem curtinho com aventuras sexuais amorosas dela. Ela é engraçada.

- Norwegian Wood - Harumi Murakami - O Murukami gosta muito de música e sempre as menciona nos livros, esse então tem várias (e o próprio título vem de uma música dos Beatles). Alguém até fez uma playlist das músicas mencionadas nos livros e colocou no Spotify. O livro é sobre um rapaz apaixonado pela namorada do seu melhor amigo (que se matou) e seus anos na universidade em Tokyo. É triste, é melancólico e é bom. (e tem o filme, que não vi)

- The Best of Everything - Rona Jaffe - a vida de jovens mulheres em NYC no fim da década de 1950. Por mais independentes que as mulheres fossem tudo que elas queriam era casar (se bem que 50 anos depois em Sex and The City elas querem a mesma coisa). Tem uma personagem interessante as outras são bobinhas, mas é curioso a descrição da vida naquela época (e ver que pouca coisa mudou).

- Mr. Penumbra's 24 hour Bookstore - Robin Sloan - um livro sobre um mistério contido em livros.

- Dias Perfeitos - Raphael Montes - Um livro sobre um psicopata de ocasião - aquele que vai praticando maldades e terror psicológico de acordo com a situação que se apresenta. Um jovem estudante de Medicina se apaixona por uma garota e daí passa a perseguí-la. O fim é um pouco perverso.

- Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera - Apesar do fim meio apressado achei a leitura boa. Sobre um rapaz que se muda para o litoral catarinense atrás de um mistério que envolve seu avô.

- Summer Sisters - Judy Blume - livro adulto de uma das minhas autoras favoritas na infância. Sobre duas amigas desde seus verões aos 12 anos até a vida adulta.

- The Rise and Fall Of Great Powers - Tom Rachman - O Tom Rachman é um escritor que tem o talento de descrever os personagens em poucos paragrafos de um jeito que ficamos íntimos deles. O livro é sobre Tooly e como ela foi criada por um grupo de pessoas de forma alternativa. Mostra como ela percebia esses relacionamentos e tem uma boa dose de expectativa x realidade. O livro passa em 3 fases da vida dela: aos 10 anos em 1988, aos 21 em 1999 e aos 32 em 2011.

- Every Secret Thing - Laura Lippman - Duas meninas, de 11 anos, pegam um bebê que foi deixado do lado de fora da casa e dias depois aparece morto. Elas são pegas, uma acusa a outra, vão presas como menores e passam 7 anos em instituições. Quando saem outra criança é raptada e a mãe da criança que morreu 7 anos antes acusa logo as duas meninas (agora adultas). É um livro de personagens femininas: as meninas, mãe de uma delas, mãe da bebê que morreu, advogada e detetive. A leitura é boa mas achei um pouco corrido no final.

- Of Human Bondage - Somerset Maugham - Esse livro é um clássico da literatura inglesa. É sobre a vida do Philip, um garoto que nasce com um defeito no pé, fica orfão, é criado por um tio religioso e sua esposa. O tio do Philip quer que ele seja pastor mas o quando o garoto faz 18 anos decide que vai ser artista e se muda para Paris. Depois ele acaba voltando a Londres e estudando medicina (seu pai era médico). O Philip é um personagem interessante porque as vezes ele trata mal as pessoas, se sente superior mas acha que todos reparam em seu pé e por isso acha que merece pena, e outras vezes ele simplesmente odeia as pessoas, mas ele também sabe ser doce, generoso e educado. Philip se apaixona, se dá mal, perde dinheiro (mas depois recupera) e a história dá algumas voltas.

Já tenho uma pequena lista no kindle para 2015.

Os outros Momentos TOC Livros: (1)(2), (3)(4), (5)(6) e (7)

28.12.14

Momento TOC: Top 05 momentos de lip-sync

Já fiz um post sobre os Top 10 momentos musicais em filmes, mas lip-sync é uma categoria específica. Existe o sing-along e o lip-sync. Sing-along é quando as pessoas só cantam junto com a música, o lip-sync exige interpretação e alguma coreografia.

Até eu já fiz lip-sync em algumas festinhas, mas isso fica para outro dia.

Então, depois de ver Skeleton Twins que tem a maravilhosa cena onde o Bill Hader faz o lip-sync de Nothing's Gonna Stop us Now junto com a Kirsten Wig, resolvi fazer essa lista.




05. Old Time Rock and Roll - Risky Business
Essa é um clássico do lip-sync. Palmas para Tom Cruise de cueca e camisa.



04. Jump For My Love - Love Actually
Ninguém sabe ser ridículo com classe como o Hugh Grant. Nesse filme ele faz o primeiro ministro britanico e nessa cena é mais um butt-sync do que lip-sync, mas a reboladinha sexy do hugh é precisa. (pena que a cena é curta)



03. Day-O - Beetlejuice
As pessoas da mesa não fazem lip-sync voluntariamente, tem uma certa influência de outro mundo. Adoro.




02. I Will Survive - Priscila, A Rainha do Deserto
Gente, é um filme sobre drag queens e o que elas mais gostam de fazer é lip-sync. Nesse filme tem várias, mas I Will Survive é a melhor, estão no meio do deserto e ainda conseguem arrastar um aborígene para acompanhar.



01. Waterloo - O Casamento de Muriel
As amigas até se vestem de ABBA para fazer esse lip-sync sensacional.

26.12.14

+ FIlmes

Boyhood

O Richard Linklater filmou ao longo de 12 anos a história de um menino desde seus 6 anos até o momento que ele vai para faculdade. Como exeperiência cinematográfica é incrível porque ele usou os mesmos atores e a logística (e paciência) de filmar por tanto tempo faz com que você aprecie o filme um pouco mais.
A história em si não tem nada de especial, é a vida do Mason que mora com sua mãe e sua irmã. Seus pais são separados e o pai (Ethan Hawke) aparece de vez em quando. Mason vai crescendo eventos vão acontecendo, alguns mais marcantes do que outros, afinal a vida é assim. Nós vemos o garoto crescer 12 anos em um pouco mais de 2 horas, mas imagino que para o ator que fez o garoto ver esse filme pronto deve ser uma experiência e tanto.

Confesso que achei a irmã dele mais interessante, o Linklater poderia editar a parte dela.

A Tia Helô provavelmente gostaria do Mason, mas el ia gostar mesmo era dos sogros do pai dele, 32 "Ai, Jesus!" para Boyhood.


Nightcrawler (O Abutre)

O Jake Gyllenhaal faz o Lou Bloom, um cara meio esquisito, um pouco criminoso, que fala frases feitas e parece que passa o tempo lendo e decorando coisas na internet. Ele está um pouco perdido entre roubar cercas de arame e fios de cobre para revender quando descobre que quer uma nova profissão: cinegrafista de acidentes/crimes/coisas com sangue.

Para isso ele começa com uma camera amadora, um radio da polícia e segue outros cinegrafistas para saber como funciona a coisa. Ele aprende rápido, muito rápido.

Se de um lado tem ele que está disposto a filmar pessoas presas em carros, gente que foi baleada e ainda está recebendo primeiros socorros, invade casas para enquadrar defuntos na lente, etc; de outro lado tem quem compra essas imagens. A notícia não é exatamente o que se vê na tela, mas o que é vendido pela emissora (as vezes o que se vê na camera não reflete exatamente o que aconteceu). Lou no quesito vale tudo para filmar uma cena sangrenta é moralmente flexível nível: hard.

Jake está muito bem, ele deve ter emagrecido um bocado para esse papel porque os olhos dele (que já chamam atenção por serem azuis e lindos) faltam saltar do rosto. Isso junto com a forma que ele fala, pausada, sem muita alteração de volume e frases feitas, temos um personagem curioso. Eu gostei.

A Tia Helô ia ficar horrorizada com o que se faz por um bom angulo, 515 "Ai, Jesus!" para o abutre do jornalismo.

22.12.14

Analisando a música: Grease (Frankie Valli)

Essa semana assisti Jersey Boys, filme sobre o Four Seasons que era uma espécie de boy band dos anos 60 composta de rapazes de New Jersey. A banda fez muito sucesso com hits grudentos e a voz do Frankie Valli que conseguia uns falsetos e agudos espetaculares.

O filme é baseado na peça de mesmo nome, foi dirigido pelo Clint Eastwood e é uma biopic digna. A trilha sonora é muito boa.

Eu conhecia muitas músicas do filme, como Walk Like A Man e Can't Take My Eyes Off You, mas o Frankie Valli para mim vai sempre ser o cantor de Grease.

Quando tinha 7 anos fomos morar nos EUA e foi justamente na época que Grease foi lançado. Meus pais me levaram para ver esse filme (que não tem nada de infantil mas era censura livre. Eles também me levaram para ver Expresso da Meia Noite na mesma época mas isso é outra história). Eu ainda não falava inglês mas a-do-rei o filme, xonei no John Travolta, e pedi para ver vááárias vezes. Meu pai disse que não aguentava mais ver esse filme, mas me levou repetidas vezes e anos depois arranjou uma fita VHS do filme para ter em casa.

Óbvio que eu tinha o LP, mas escutei tanto que quebrou. Hoje tenho o CD e as músicas no iPod.

O filme, baseado na peça, é sobre um casal, Danny e Sandy, que se conhece nas férias, se apaixona mas quando se encontram no colégio as coisas mudam. Danny faz parte da galera cool da escola e a Sandy está na linha nerd. Eles se gostam, mas azamigues colocam pressão e várias músicas são cantadas e dançadas até o final feliz.

Todas as (ótimas) músicas do filme são da peça com exceção de Grease que foi composta especialmente para o filme. O Barry Gibb (do Bee Gees) compôs mas o produtor não quis que ele cantasse porque a voz dele já estava saturada nas rádios com o sucesso que foi Os Embalos de Sábado a Noite no ano anterior. A solução foi chamar um cara que tivesse um falsete agudo tipo o do Barry e foi assim que o Frankie Valli gravou um dos maiores sucessos da sua carreira.

Grease tem uma batida quase disco que destoa um pouco da época em que o filme passa (inicio dos anos 60), mas who cares? A música é boa!

A tradução literal de Grease é graxa, gordura, lubrificante. No filme o Danny trabalha numa oficina mecânica e na época os caras mantinham o topete com muita gomalina, ou seja, graxa para todo lado.

A música fala um pouco do que acontece no filme e posso até dizer que tem um quê existencialista. Grease é palavra.

I solve my problems and I see the light
We got a lovin' thing, we gotta feed it right
There ain't no danger we can go to far
We start believing now that we can be who we are

A música começa já dizendo que não tem tempo feio: problemas resolvidos e luz no fim do túnel. Está rolando um amor que deve ser alimentado (acho que um amor geral, universal, fim da era hippie). O negócio é acreditar que podemos ser quem somos, sem medo se ser feliz. Valeu Frankie!

Grease is the word

Grease é a palavra.

They think our love is just a growing pain
Why don't they understand, It's just a crying shame
Their lips are lying only real is real
We stop the fight right now, we got to be what we feel

Aqui um a pequena referência ao filme. Ele diz que os outros acham que o amor deles (Danny e Sandy) é só uma fase e que é uma vergonha que não entendem. Os outros só mentem e o que é real é real. Deixa os dois se amarem! (o curioso é que no filme o drama na linha Romeu e Julieta não tem pais envolvidos, são só os amigos que são contra. Muy amigos.)
Mas ele diz que podem parar a briga porque tem que seguir o coração. É isso aí. Paz e amor. ( É o que acontece no fim do filme. Spoiler?)

Grease is the word (is the word that you heard)
It's got groove, it's got meaning
Grease is the time, is the place, is the motion
Grease is the way we are feeling

Grease é a palavra (que todos escutam)
Tem encaixe, balanço, significado
Grease é o tempo, o lugar e o movimento
Grease é como nos sentimos

Estamos lubrificados dos pés a cabeça.

We take the pressure and we throw away
Conventionality belongs to yesterday
There is a chance that we can make it so far
We start believing now but we can be who we are

Pressão? Foi para o lixo. Formalidade? Coisa de ontem.
Momento filosofia banca de revista: temos chance de ir longe é só acreditar que podemos ser quem somos. É isso aí.
(No filme tanto Danny como Sandy tentam mudar para agradar um ao outro, e nem precisava.)

Grease is the word (is the word that you heard)
It's got groove, it's got meaning
Grease is the time, is the place, is the motion
Grease is the way we are feeling

Passa a graxa e vamos lá!

This is a life of illusion
Wrapped up in trouble, laced with confusion
What are we doing here?

Acontece que essa é uma vida de ilusões, enrolada em problemas e amarrada com confusão.
O que estamos fazendo aqui??

We take the pressure and we throw away
Conventionality belongs to yesterday
There is a chance that we can make it so far
We start believing now but we can be who we are

Passada a dúvida da estrofe anterior, ele se livra da pressão.

Grease is the word
It's got groove, it's got meaning
Grease is the time, is the place, is the motion
Grease is the way we are feeling

Já que Grease é a palavra, vamos lubrificar!


A música está nos créditos iniciais do filme com uma animação divertida. Adoro. It's got groove, it's got meaning.



20.12.14

Top 4 sorveterias no Rio



O verão esta aí, calor aumentando, então um sorvete sempre vai bem. Nesses últimos dias no Rio fiz um reconhecimento de área das sorveterias cariocas e aqui está a lista das minhas favoritas.

4- Venchi - É uma franquia italiana de sorvetes e chocolates. E todo mundo sabe que se uma coisa que os italianos sabem fazer é sorvete. Eles tem sorvetes a base de água (sem leite) e posso dizer que o Amazonic (chocolate amargo) é delicioso. O de limão siciliano também.

3- Flor - Essa sorveteria é nova, abriu a pouco tempo ali perto da Praça General Osório (não achei um link para ela). Descobri por acaso. Estava andando ali e deu vontade de tomar um sorvete e foi a primeira sorveteria que vi (parece que nos últimos meses pipocaram sorveterias em Ipanema). O sorvete de frutas do bosque é uma delícia. Palmas para o de chocolate amargo e o de nutella.

2- Amarena - Tem em Copacabana (Barata Ribeiro com Santa Clara) e no Leblon. Já tomei tanto sorvete lá que nem consigo escolher um preferido. Frutas vermelhas é delicioso.

1- Officina Del Gelato - Essa sorveteria é um oasis no meio da confusão da Nossa Senhora de Copacabana (fica quase na esquina com a Bolivar), mas se você não quiser sair do ar condicionado eles entregam em casa. O sorvete de limão siciliano e o de laranja com gengibre são ótimos, mas o campeão de todos é o chocolate com banana. Vai por mim, não tem erro, é delicioso!




20.11.14

Mais uma do Jones

Fazia tempo que o Jones, meu melhor amigo de todos os tempos, não marcava presença aqui no blog, mas ele apareceu aqui no Rio cheio de novidades.

O Jones e sua namorada foram ao casamento de um amigo e o Jones se empolgou muito. Bebeu, filmou tudo com telefone novo, admirou a estrutura que montaram para a festa, bebeu mais um pouco e...

- Ka, você sabe que eu sei dançar né?
- Hã?
- E muito bem. Melhor ainda depois de umas bebidas.
- Oi?
- Arrasei na pista de dança.

Virei para a namorada e perguntei:
- E onde estava você quando isso aconteceu?
- Eu estava embriagada tentando entender o que era aquilo acontecendo na pista de dança.

Jones Coisinha de Jesus.

10.11.14

Aproveitando o horário de verão

Em Fortaleza não tem horário de verão. Na verdade a cidade já é um eterno verão e como está muito perto da linha do Equador não faz muita diferença a mudança de horário.

Mas no Rio.....

O dia começa mais cedo e termina mais tarde. As 6:30 o sol está começando a subir mas ainda está fresco o suficiente para uma corridinha agradável. As 18:30 ainda tem muito sol para aproveitar a praia pós-trabalho, ou até mais tarde para quem está de férias. Os cariocas todos vão para a rua. Tem gente que não gosta do horário de verão, mas acho que a maioria dos cariocas não reclama.

Algumas fotos aproveitando o horário de verão.

6:30 no leme
6:45 no posto 6. os nadadores já estavam saindo
do mar.
7:15. melhor hora para uma corridinha na areia.
aulas de surf pela manhã.
6:50 horário que o drummond pode fazer um
people watching sozinho.
18:00. ainda dá tempo de pegar muitas ondas.
e a praia cheia.





7.11.14

+Filmes

Garota Exemplar

O David Fincher sabe adaptar um livro para o cinema. Ele já fez: Clube da Luta, The Social Network, The Girl With The Dragon Tattoo e Zodiaco, todo ótimos. Com Garota Exemplar não foi diferente, fez um filme tão bom quanto o livro.

Li o livro ano passado e fiquei muito curiosa para ver o filme. A adaptação é fiel e talvez o filme seja melhor para quem não leu o livro porque certamente terá mais surpresas.

É o tipo da história que não dá para contar muito sem dar spoilers, mas, resumidamente, é o personagem do Ben Affleck sendo acusado de ter matado a esposa (feita com maestria pela Rosemund Pike).

A Tia Helô ia se assustar um pouco com as coisas que as pessoas nesse filme são capazes. 421 "Ai, Jesus!" para a amazing Amy.


Interestelar

No futuro a terra está ficando sem comida e parece que também está sendo dominada por uma nuvem de poeira. Fazendeiros tem mais mercado de trabalho do que engenheiros e algumas pessoas estão tentando uma solução alternativa.

Ao contrário de Garota Exemplar esse filme dá para dizer sobre o que é sem dar spoilers. Matthew McConaughey faz Cooper, um piloto (e engenheiro) que virou fazendeiro por conta das circunstâncias. Ele vive com o sogro e os dois filhos numa fazenda e, além de cuidar do milharal, faz com que as máquinas de colheitas sejam mais eficientes. O filho dele herdou o gene fazendeiro, mas a filha veio com o gene da ciência. Nuvem de poeira vai, nuvem de poeira vem, Cooper vai parar numa missão de explorar outros planetas para começar uma nova Terra. Tem até um robô engraçadinho (mas o Marvin ainda é o melhor robô de todos os tempos).

Buracos negros, wormholes, tempo, gravidade, dimensões, está tudo lá (código morse também. oi?). Confesso que não me deixou na ponta da cadeira, em muitas partes até achei superficial, mas é bem feito. (Estavam vendendo a idéia que esse filme era cheio de mistério mas não achei tão misterioso/confuso quanto outros filmes do Nolan como Inception ou Amnésia.)

A Tia Helo não ia entender nada e discordar de tudo, 315 "Ai, Jesus!" para esse negócio de a vida, o universo e tudo mais.


26.10.14

Sonic Highways

Foo Fighters vai lançar um album novo em novembro e como uma prévia do lançamento a HBO esta passando a série-documentário Sonic Highways dirigida pelo próprio Dave Grohl.

A série é sobre a gravação do album em diferentes cidades americanas em estúdios locais com produtores, artistas e engenheiros de som também locais. Cada episódio é em uma cidade e mostra a história musical local e a música americana é muito rica e variada em sons, ritmos e artistas. Muita ênfase é dada no punk rock porque foi o gênero musical preferido dos integrantes da banda (pelo menos do Dave Grohl). No fim de cada episódio a banda mostra a faixa que foi gravada naquela cidade e dá para ver (e ouvir) a influência de cada ambiente. É um prato cheio para quem gosta de saber como as bandas se formam, albuns surgem e músicas são gravadas. É um processo que envolve muita criatividade, engenharia e logística.

A banda é divertida e seus integrantes contam como seu interesse em música começou, que bandas eram as favoritas, tudo integrado com o cenário musical das cidades.

Já vi dois episódios: o de Chicago, a meca do blues, e Washington DC, que eu não sabia que tinha um cenário musical tão expressivo.

Aguardo os próximos episódios. Pelo trailer dá para ver que ainda tem Seattle, NYC, Austin, Nashville, Los Angeles e New Orleans.



E a primeira música lançada é Something From Nothing, gravada em Chicago.