19.9.14

Conversas iPodianas (24)

Fazia tempo que não usava o modo shuffle do iPod, estava só nas playlists de corrida e para pular corda. Até aqui no blog ele andava esquecido. Aí com saudades do shuffle deixei ele escolher as músicas e ele devia estar com saudades porque veio com essa sequência inicial:

- Do I Wanna Know? (Arctic Monkeys)
- Do You Realize? (Flaming Lips)
- Where Are We Now? (David Bowie)

Quantas perguntas shuffle! Não fica chateado, prometo não esquecer de você.

17.9.14

Analisando a música: Let's Go Crazy (Prince)

No grupo do whatsapp o Luiz colocou um link para uma lista dos "100 best singles of 1984: Pop's greatest year". E foi um ano e tanto para a música pop! Foi o ano de Madonna, Michael Jackson e Prince. Fora a santa trinidade do pop, foi ano que o rock farofa se estabeleceu, bandas britânicas estavam dando as caras nas paradas do outro lado do atlântico, a onda do new wave estava passando e a disco music estava nos últimos suspiros.

1984 foi o ano antes do primeiro Rock in Rio (que eu fui) e muitas das bandas nessa lista vieram ao Brasil (Queen, Yes, Scorpions, Go-Go's, etc).

Foi o ano que teve uma das melhores trilhas sonoras para um filme nonsense: Ruas de Fogo.

E foi o ano de dois albuns que gosto muito: Born In The USA do Bruce Springsteen (que já analisei Dancing in the Dark) e 1984 do Van Halen.

tenho o LP até hoje

Também foi o ano do boom do rock nacional, mas isso é outra história.

Tem tanta música boa na lista que foi difícil escolher uma. Já analisei uma música da Madonna, ainda não estou pronta para o Michael Jackson, já tinha feito a do Bruce Springsteen, o Van Halen fica para outro dia, então fui no Prince.

O Prince vem de uma família de músicos e desde pequeno toca instrumentos. Seu primeiro disco foi aos 19 anos (For You de 1978) e deram a ele controle total artístico. Ele tem uma figura andrógina, não gosta de aparecer fora dos palcos e até já trocou o nome por um símbolo (mas voltou atrás). Além de exímio músico ele também é um ótimo compositor. Várias músicas dele são conhecidas em outras vozes, a mais famosa é "Nothing Compares 2U". Todos artistas adoram o Prince.

Não conheço bem a discografia do Prince, mas gosto de várias músicas: 1999, Kiss, Raspberry Beret, Little Red Corvette, When The Doves Cry. Acho interessante que ele tem consegue ir do grave ao agudo na maior facilidade (e muitos falsetes).

Em 1984 ele resolveu fazer um filme chamado Purple Rain. A melhor coisa desse filme é a trilha sonora, até ganhou Oscar de melhor música (Purple Rain). O filme é péssimo, para falar a verdade não lembro de quase nada, só que não gostei.

A primeira cena do filme é o Prince no palco cantando Let's Go Crazy e te deixa logo animado, mas o filme só piora depois disso. (fica a dica)

Vamos saber por que o Prince quer que todos enlouqueçam.

Dearly beloved
We are gathered here today
To get through this thing called life

Electric word life
It means forever and that's a mighty long time
But I'm here to tell you
There's something else
The after world

A world of never ending happiness
You can always see the sun, day or night

So when you call up that shrink in Beverly Hills
You know the one, Dr. Everything'll Be Alright
Instead of asking him how much of your time is left
Ask him how much of your mind, baby

'Cause in this life
Things are much harder than in the after world
In this life
You're on your own

And if the elevator tries to bring you down
Go crazy, punch a higher floor

A música começa com um orgão e o Prince falando como um pastor dando um sermão naquelas igrejas do Harlem ou do sul dos EUA. Dá quase para ver o pessoal balançando a cabeça e dizendo "oh, yes!". Nesse sermão ele diz "Vamos falar da vida, essa palavra elétrica que significa para sempre e isso é tempo pacas, mas vou dizer para vocês que existe o além vida, um mundo de felicidade sem fim." Oh yes! "Então quando forem procurar o psiquiatra, o Dr. Tudo-vai-ficar-bem, não perguntem quanto tempo vocês tem, perguntem quanto tempo a mente ainda vai estar boa." Oh, yes! "Porque aqui é muito mais difícil do que no além. Nessa vida você está só." Oh, yes!
"Então se o elevador insistir em descer, soltem a franga!" Oh, Yes!

Aí todo mundo levanta e começa a dançar.

If you don't like the world you're living in
Take a look around you
At least you got friends

You see I called my old lady
For a friendly word
She picked up the phone
Dropped it on the floor
(ah, ah) is all I heard

Resumindo o sermão ele diz: "Se você não gosta desse mundo, azar, dá uma olhada para os lados e veja que pelo menos você tem amigos." (Nem todos, Prince. Just saying)
Aí ele da seu testemunho, diz que ligou para a esposa mas ela atendeu só para deixar o telefone cair e ele escutou um gemido sussurrado (ou seja, disse oi para o par de chifres).

Are we gonna let the elevator bring us down
Oh, no let's go!

Let's go crazy

Let's get nuts
Let's look for the purple banana
'Til they put is in the truck, let's go!

Mas não vamos deixar esse elevador descer de jeito nenhum. Para o alto e avante! Vamos enloquecer, pirar para valer. Vamos procurar a banana roxa...opa..pera aí...OI? Banana roxa? Roxa?? Freud explica.

We're all excited
But we don't know why
Maybe it's cause
We're all gonna die

And when we do
What's it all for
You better live now
Before the grim reaper come knocking on your door

Está todo mundo animado, mesmo sem motivo (ainda não encontraram a banana roxa). Como assim Prince, esse sermão está ótimo! Estamos procurando a banana roxa. Ele diz que como vamos todos morrer mesmo é melhor aproveitar antes que a morte venha bater na porta. Mas é claaaaro!

Tell me, are we gonna let the elevator bring us down
Oh, no let's go!

Let's go crazy

Let's get nuts
Let's look for the purple banana
'Til they put is in the truck, let's go!

Esse elevador só sobe! (pelo menos a gente sabe que a banana roxa está para cima. hihihi)

Dr. Everything'll Be Alright
Will make everything go wrong
Pills and thrills and daffodils will kill
Hang tough children

He's coming
He's coming
Take me away!

Aí o Dr. Vai-ficar-tudo-bem é um picareta que vai fazer tudo dar errado. Afinal, remedinhos, pilulas mágicas, drogas e até uma flor (narciso que esta ali só para rimar) vão te matar. "Segura a onda galera!"

A música vai num crescente no final e ele termina com um solo de guitarra nervoso como se fosse um orgasmo. Achou a banana roxa! Oh, yes!


O Prince não gosta do youtube (ou será da internet?), não tem um video (oficial) dele em lugar nenhum. Então vai só a capa cafona do disco com a música que é ótima!

(tirei o video)

Update: como eu disse o Prince tira tudo da internet, e tiraram esse video também, não consegui achar essa música em lugar nenhum para colocar aqui. Essa música já tem mais de 30 anos, Nothing Compares 2U tem no youtube a vontade e também é dele. Não quer videos piratas então coloca um oficial. Não gosta do youtube tem alternativas.

Todos lembram e conhecem bem as músicas da Madonna, do Michael Jackson, até da Cindy Lauper, mas o Prince se tornou "aquele cara que trocou o nome por um símbolo". 

11.9.14

Book Report: Summer Sisters - Judy Blume

Sempre gostei de ler, desde criança. Adorava os quadrinhos da Mônica, mas a minha vida de leitora começou mesmo quando fui morar nos EUA (logo aprendi inglês) e me empolguei com os livros que tinham na biblioteca da escola. A minha autora preferida era a Judy Blume, ela escreve muito bem para crianças, pré-adolescentes e adolescentes. O primeiro livro dela que li foi "Tales of a fourth grade nothing" sobre um garoto que estava na quarta série e tinha um irmão para lá de inconveniente. Esse livro teve continuação, "Superfudge", onde a família muda de cidade e ganham uma irmazinha. Tenho a minha cópia da época aqui na estante.



Li vários livros dela, sobre assuntos variados, mas um dos meus preferidos foi: 'Are you there God? It's me Margaret' onde uma pré-adolescente tem dúvidas sobre: religião, garotos e crescer.

Ela é especialista em crianças e teens, mas também tem livros adultos. Como eu nunca tinha lido nenhum deles e há muitos anos não lia nada da Judy Blume, escolhi esse Summer Sisters.

O livro é sobre a amizade de duas meninas que começa quando Caitlin convida Vix para passar as férias de verão com sua família em Martha's Vineyard. No primeiro verão elas tem 12 anos e o livro vai acompanhando os verões seguintes: as aventuras com garotos (e depois rapazes), o desenvolvimento físico das duas, os problemas de família (de ambas), mostra como Vix é meio que adotada pela família de Caitlin (que era mais rica), a diferença entre as duas, algumas disputas por garotos e atenção, e um bocado de cenas calientes.

O livro vai até a vida adulta das duas, passando pela fase da universidade, viagens ao exterior, procura de emprego, casamento e filhos.

É uma leitura ótima, não esperava menos da Judy Blume, mas como ela é especialista em teens a parte adolescente do livro, além de ser maior, é melhor. Acho que caiu na categoria de livro adulto porque aborda alguns assuntos mais pesados e tem um quê melancólico (e nesse livro as meninas se tornam mulheres).

5.9.14

Novas séries

The Knick

Essa série é sobre um hospital em NYC no início do século 20, na época que a medicina já tinha avançado um tantinho e já faziam cirurgias, mas não o suficiente para que os pacientes sobrevivessem mais do que morressem. Os materiais eram limitados (nada de luvas de borracha) e a briga por cadáveres frescos para estudo era grande. Na frente dos cirurgiões do The Knick está o Dr. Thackery (Clive Owen) que experimenta com cocaína (dentro e fora do consultório) e não é um cara muito simpático, mas está tentando avançar no seu campo. Aí chega no hospital um médico indicado pela administração que tem todas as credenciais (de Harvard até experiência na Europa) para assumir um cargo importante, mas como ele é negro há uma resistência por parte do resto do staff do hospital. Além de muito sangue nos procedimentos (não é uma série para os fracos), também mostram as diferenças entre os hospitais para brancos e negros, como a saúde pública lidava com epidemias, as freiras que faziam de tudo (inclusive abortos) e como era a administração de um hospital naquela época. O que eu gosto mesmo nessa série é a trilha sonora moderna: é um eletrônico que melhora muito as cenas.

Outlander

Aviso logo: é um drama histórico com viagem no tempo. A Claire é uma inglesa que durante a segunda guerra foi enfermeira e no início da série a guerra acabou e ela está revendo o marido depois de 5 anos separados. Eles vão para umas férias na Escócia (ele queria pesquisar os antepassados) e lá a Claire fica sabendo das superstições locais. No dia seguinte ao Halloween ela vai até umas pedras, uma mini stonehenge, onde tinha tido um ritual na noite anterior, e lá puff é transportada 200 anos no passado. Ela ainda está na mini stonehenge mas seu carro sumiu e tudo mais que ela conhecia. Aí ela vê um clone do marido, que vem a ser um antepassado do mesmo só que violento e estuprador. Felizmente ela é socorrida por um clã escocês e lá eles descobrem que ela é uma espécie de curandeira quando ajuda a colocar o ombro do Jamie (gente, o melhor motivo para ver essa série) no lugar. Claire então decide entrar no jogo, não fala nada da sua "condição", usa seus conhecimentos médicos e de história, e vai tentar voltar para  a mini stonehenge para ver se volta para o marido no pós-guerra. Acontece que no meio do caminho tem o Jamie né? Ai, ai, highlanders!
É baseada numa série de livros e tem umas paisagens bem bonitas (além do Jamie).

Silicon Valley

Nerds! Uma série sobre 5 caras tentando lançar uma app no vale do silício. Richard, o que criou a app de fato, na verdade desenvolveu uma tecnologia que faz com que arquivos sejam comprimidos mais rápido e os grandes investidores (um cara tipo Google e outro tipo Howard Hughes) brigam por essa tecnologia. É muito engraçada e com várias referências nerds (e muito melhor que a chatinha Big Bang Theory). O último episódio da temporada é genial.

24.8.14

Book Report: Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera

Vi uma lista de novos autores nacionais e decidi ler dois: Dias Incríveis do Raphael Montes, um thriller meio freak sobre um psicopata de ocasião, e esse Barba Ensopada de Sangue.


O personagem principal do livro é um professor de educação física (e triatleta) que fica sabendo pelo pai que seu avô foi assassinado brutalmente numa cidade do litoral de Santa Catarina, mas que a coisa toda foi escondida pela população local. O pai morre e o professor vai, com a cadela herdada do pai, morar em Garopaba, a cidade que o avô morou.

Ele chega disposto a ficar um ano, queria sair da cidade (Porto Alegre), viver na praia, ter uma vida mais simples, esquecer a ex-mulher. Lá ele faz amigos locais, arranja namoradas, algumas confusões, consegue um emprego na academia e passa muito tempo nadando no mar. O protagonista tem um problema neurológico que faz com que ele seja incapaz de decorar o rosto das pessoas, então ele desenvolve outros métodos de reconhecimento (mãos, jeito de andar, cabelos, etc). Inclusive ele não se reconhece toda vez que se olha no espelho.

A princípio o livro parece que vai ser sobre a morte do avô, e é, mas a rotina, amizades e amores do protagonista sempre se sobressaem. Até um pouco depois da metade do livro eu gostei muito, mas a reta final me pareceu apressada.

Esse livro é escrito numa prosa contínua em gauchês (muitos tus no texto e gírias locais), agradável de ler com muita descrição detalhada de lugares do litoral catarinense e especialmente das pessoas e também algumas referências pop. Mesmo não tendo gostado muito da parte final do livro, gostaria de ler outro livro do Daniel Galera.

21.8.14

A trilha sonora de Guardiões da Galaxia

Hoje no grupo do whats colocaram um link para um post que diz: "Awesome Mix Vol 1, do filme Guardiões da Galaxia, é o album mais ouvido da Billboard". Deve ser verdade porque é o mais tocado no meu iPod.

ótima para uma corridinha

Depois de ver o filme no cinema cheguei em casa e tratei pegar logo essa trilha.

Mas porque todo mundo está hooked on a feeling dessa trilha sonora com músicas de 40 anos atrás?

A história do filma gira em torno do Peter Quill que é um terráqueo que foi abduzido criança e a única coisa que ele levou para o espaço foi seu walkman com uma mixtape que sua mãe tinha gravado. Como Peter é um garoto dos anos 1980, a fita que sua mãe gravou tem hits das décadas de 1960 e 1970.

Além de toda ação do filme ser recheada desses hits, alguma músicas efetivamente fazem parte da história. São músicas que a maioria dos americanos reconhece e quando bate na veia nostálgica é sucesso garantido.

Vamos ver o que é que tem nesse album. (Talvez com spoilers do filme, mas não muito.)

1. Hooked On A Feeling (Blue Swede). Começa logo com essa. Essa música foi originalmente gravada pelo BJ Thomas em 1968, mas em 1974 foi regravada pelo grupo sueco Blue Swede. Também está na trilha sonora de Cães de Aluguel (e todos sabemos que o Tarantino é o gênio das trilhas).
A primeira coisa que você pensa ao escutar é: "que porra de som gutural é esse que acharam que ia ser legal colocar na música??", mas depois você acostuma e o refrão é ótimo!
I'm hooked on a feeling, I'm high on believing that you're in love with me.

2. Go All The Way (The Raspberries) de 1972. Começa com o rif de guitarra bem rock anos 1970 (até lembra um pouco os Stones), mas entra numa balada. Essa música tem uma letra sugestiva onde o cara diz que a menina fala para ele: "Baby please go all the way, it feels so right...."
Essa música tocou em Almost Famous (e o Cameron Crowe é o segundo gênio das trilhas sonoras)

3. Spirit In The Sky (Norman Greenbaum) de 1969. É uma música sobre o pós-morte e tem uma pegada gospel no refrão, mas também tem uma guitarra levando uma espécie de blues.

4. Moonage Daydream (David Bowie) de 1971. Essa música está no album The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, de 1972. Bowie é genial e deveria constar em todas as trilhas sonoras. FATO. O Bowie criou essa persona do Ziggy Stardust que seria um roqueiro que também era mensageiro para os ETs. "I'm a space invader."

5. Fooled Around and Fell in Love (Elvin Bishop) de 1975. É uma balada clássica da época que ainda existia a parte da música lenta nas festinhas. Essa música também tocou em Boogie Nights.

6. I'm Not In Love (10cc) de 1975. Um dos maiores hits românticos da década de 1970. É a primeira música que toca no filme, acho que pela parte da música que fala "big boys don't cry". É uma balada sobre um cara apaixonado mas diz que não está. Também está na trilha de: As Virgens Suicidas (Sofia Coppola, outra gênia de trilhas sonoras), e no segundo filme da Bridget Jones. "I'm not in love, so don't forget it. It' just a silly phase I'm going through."

7. I Want You Back (Jackson 5) de 1969. Foi o primeiro sucesso do Michael Jackson e seus irmãos e é muito boa! A melhor cena do filme é com essa música. Enough said.

8. Come and Get Your Love (Redbone) de 1974. Redbone era uma banda de índios americanos, ou native americans como eles chamam. Garanto que vocês conhecem o refrão. Essa música embala uma cena divertida.

9. Cherry Bomb (The Runaways) de 1976. The Runaways era uma banda de garotas (girl power detected) que era puro rock and roll. Essa música é meio punk com uma batida ótima e fala sobre uma garota que adora uma confusão (e provoca os pais com "hello daddy, hello mom, I'm you cherry bomb"). Também está na trilha de The Runaways (filme sobre a banda) e Dazed and Confused.

10. Escape (The Piña Colada Song) (Rupert Holmes) de 1979. Essa música foi lançada quando eu morava nos EUA, e minha mãe diz que eu cantava direto, então quando tocou no filme dei uma risada alta e adorei! É uma música cafona, que gruda na cabeça, sobre um cara que está cansado da esposa, responde a um anúncio pessoal do jornal e tem um twist no fim da história. Essa música toca na hora que o grupo está fugindo da prisão. Fuga - Escape. Claro. Genial. O refrão é uma delícia: 'if you like piña coladas and getting caught in the rain, if not into yoga, if you have half-a brain...I'm the love that you look for, write to me and escape."

11. O-o-h Child (The Five Stairsteps) de 1970. É uma música para cima, dessas que dá vontade de estalar os dedos, que fala que as coisas vão ficar mais fáceis. No filme é usada quase como uma arma.

12. Ain't No Mountain High Enough (Marving Gaye e Tammi Terrell) de 1967. Um clássico da Mowtown, essa provavelmente é a mais conhecida do album. A Diana Ross regravou em 1971. É uma delícia e ótima para: road trips, corridinhas, dançar, cantar com azamigues, etc. Fala sobre amor/amizade e como as pessoas podem contar umas com as outras. Também está na trilha de: Stepmom, Remember the Titans e Bridget Jones.

Aperta o play e coloca no repeat.




PS. Só tenho uma observação a fazer. Essa trilha é para ser uma mixtape, e as fitas K7 geralmente tinham 60 minutos para serem gravados. Acontece que esse album tem menos de 50 minutos. Queria saber quais músicas completariam os minutos restantes porque ninguém deixa espaço vazio numa fita, né?


14.8.14

Book Report: Mr. Penumbra's 24 hour Bookstore - Robin Sloan

Um tempo atrás escrevi um post sobre uma app chamada Fish: a tap essay, que era um tipo de livro curto que você ia lendo tocando na tela do celular (ou do iPad ou iPod). Na época achei interessante e fiquei curiosa para ler alguma coisa do Robin Sloan. Acontece que como ele mesmo disse na app: é muito difícil alguma coisa prender nossa atenção na internet e acabei esquecendo dele.

Um dia passeando por algum blog de leitura vi uma foto da capa desse livro e lembrei do nome do autor (mais porque o sigo no twitter do que pelo post que escrevi). Aí lembrei que tinha ficado curiosa em ler e comprei.

O Robin Sloan é um curioso e entusiasta da internet, de tecnologia e também de relações humanas. Ele se diz um media inventor que vem a ser alguém que não só cria o conteúdo como também a forma em que é divulgado. Esse livro é sobre esses temas.

Mr. Penumbra's 24 hour Bookstore é o primeiro romance (acho esquisito a tradução de novel ser romance) do Robin Sloan e nasceu de um conto que ele publicou no seu site.

O livro conta a história de Clay, um designer desempregado, que um dia andando pelas ruas de San Francisco vê o cartaz oferecendo emprego na vitrine de uma livraria. A tal Livraria do Sr. Penumbra que fica aberta 24 horas.

O próprio Sr. Penumbra é quem o entrevista para o emprego e faz um pequeno teste físico que vem a ser subir as escadas para pegar livros nas estantes altíssimas da loja. Clay fica com o turno da noite e tem que seguir 3 regras: não chegar atrasado, não ler nenhum dos livros da parte de trás da loja e escrever num diário tudo sobre os clientes, em detalhes (inclusive as vestimentas), que vem a loja.

Clay logo vê que os livros na parte da frente da loja são comuns, alguns clássicos, bestsellers etc, mas no fundo ficam livros muito antigos, todos com nomes estranhos. Nas primeiras noites ninguém entra na loja, mas um dia chega um senhor muito excitado devolvendo um livro e pedindo outro meio que aos gritos. Clay teve que escalar as estantes para encontrar o livro e o senhor apenas entregou um cartão com seu código para Clay anotar.

Clay decide construir um modelo em 3D da livraria para passar o tempo. Um dia ele conhece Kat, uma programadora do Google, que o ajuda a melhorar seu modelo 3D. Kat diz que se eles tiverem mais dados vão poder melhorar o design. Clay decide pegar um dos diários para que a Kat leve ao Google para scanear e assim usar os dados dos clientes para construir um modelo mais específico.

Acontece que Clay acaba descobrindo mais do que procurava e aí começa uma aventura em busca de um segredo. Para decifrar o mistério Clay usará: tecnologia, amigos, conhecidos, livros, o Google (empresa de fato) e a internet, claro.

Achei esse livro divertido, a leitura flui bem, só acho que alguns personagens poderiam ter sido melhor desenvolvidos. Li no kindle mas depois descobri que a versão de papel americana tem uma capa que brilha no escuro.

(esse livro saiu aqui no Brasil como A Livraria 24 horas do Sr. Penumbra, mas sem capa que brilha no escuro)

10.8.14

Corrida de domingo

Depois da última corrida, que foi num sábado a noite em maio, eu parei de treinar por 2 meses e só voltei semana passada. Uma amiga estava organizando uma corrida para a construtora que ela trabalha e me inscreveu.

Bem, 5km sempre dá para correr. Treinei 3 dias para essa corrida e claro que depois de 2 meses parada fiz um tempo mais alto que o normal.

A corrida foi muito bem organizada, o percurso com subidas e descidas (e uma subida arrasadora nos últimos 200m), estava quente, afinal estamos no Ceará e o calor é forte as 7 da manhã, mas tinha bastante água.

A corrida tinha 3 distâncias: 2.5km para iniciantes, 5km e 8km. Como era dia dos pais tinha muitas crianças e adolescentes acompanhando os pais corredores.

Cada vez o número de corredores na cidade aumenta e consequentemente tem mais eventos. Acho ótimo!



teve até quem levou o melhor amigo

8.8.14

Analisando a música: Somebody Told Me (The Killers)

No início de 2005 um amigo que tinha acabado de voltar dos EUA me ligou e disse que eu deveria comprar um album chamado Hot Fuss de uma banda de Las Vegas chamada The Killers.

"Comprei esse cd e não escuto outra coisa há uns 2 meses, você vai gostar."

Ok, eu acredito. Comprei, escutei e adorei. Não tem uma música nesse album que eu não goste e é ótimo para correr.

The Killers começou a se formar em 2001, mas imagino que uma banda de indie rock (com muita influência de glam, new wave e pós-punk) tenha tido um pouco de dificuldade de se promover na terra do neon, do Liberace, do Elvis na fase cafona e da Celine Dion. Felizmente eles conseguiram e no segundo semestre de 2003 lançaram o single da ótima Mr. Brightside. Em junho de 2004 lançaram o Hot Fuss com um bocado de música boa: Mr. Brightside, All These Things That I've Done (que virou tema de comercial da Nike), Change Your Mind, Jenny Was a Friend of Mine, On Top, Smile Like You Mean It e a analisada da vez Somebody Told Me.

Também gosto do album seguinte: Sam's Town, mas depois de Day & Age não sei mais o que fizeram.

Somebody Told Me era quase música tema de abertura de um lugar meio underground alternativo que eu frequentava aqui em Fortaleza. (Alternativo = um lugar que não toca Forró, Axé, nem MPB, frequentado pelos pré-hipsters locais e por quem gostava música diferente e novidades)

Lembrei dessa música para analisar porque é uma música que no refrão tem fofoca e gente moralmente flexível. Pelo menos não é uma música sobre desilusão amorosa. Ou é?

Breaking my back just to know you name
Seventeen tracks and I've had it with this game
A breaking my back just to know your name
But heaven ain't close in a place like this
Anything goes but don't blink you might miss
'Cause heaven ain't close in a place like this
I said heaven ain't close in a place like this
Bring it back down, bring it back down tonight
Never thought I'd let a rumor ruin my moonlight

O Brandon Flowers disse que quando escreveu essa música ele só queria mostrar o que estava fazendo e vendo nos clubes indies de Las Vegas. Pelo jeito o underground é universal.
Então ele está está lá na balada se virando para saber o nome dela, 17 músicas tocaram e nada dela dar bola (só espero que ele não tenha puxado o cabelo dela porque aí, amigo, você merece um fora mesmo). Parece que o paraíso não nem perto de onde eles estão, traduzindo: é um inferninho em Vegas. E ele diz que vale tudo num lugar como esse. Bem, quase tudo né? E cuidado para não piscar ou então perde o babado. Tudo acontece rapidinho no inferninho.

Aí ele fica sabendo de alguma fofoca que pode estragar a noite dele (moonlight também pode ser um segundo emprego, no caso um disfarce). OU ela dá entender disseram para ela que ele tem uma péssima fama.

Well, somebody told me you had a boyfriend
Who looked like a girlfriend 
That I had in February of last year
It's not confidential, I've got potential

Então, ele rebate dizendo que algum fofoqueiro informante disse para ele que a garota teve um namorado que parecia uma namorada que ele teve em fevereiro do ano passado. Oi? Dá a entender que ele e a menina saíram com a mesma pessoa. Tipo, a ex-namorada dele agora é cross dresser, ou lésbica transgender, e virou ex-namorado dela. Coisas que acontecem num inferninho em Vegas.

OU, como alguém disse no forum, é ele dizendo que o ex-namorado dela não era muita coisa e que mais parecia a ex-namorada dele. (essa opção é sexista e babaca)

Mas parece que não é nada disso, o próprio Brandon Flowers disse numa entrevista que é bem mais inocente, apenas significa que eles namoraram pessoas que se parecem fisicamente e por isso tem alguma afinidade.

Olha, Brandon Flowers, se for só isso, além de ser uma cantada muito ruim, não faz sentido o tal rumor que poderia estragar sua noite.

E ele emenda: "não é segredo, eu tenho potencial." Potencial para o que?? Cantadas cafonas?

Ready let's roll onto something new
Taking it's toll then I'm leaving without you
'Cause heaven ain't close in a place like this
I said heaven ain't close in a place like this
Bring it back down, bring it back down tonight
Never thought I'd let a rumor ruin my moonlight

Aí ele quer mudar de assunto ou tentar outra cantada e diz que a barra está pesando e que vai embora sem ela. Pelo jeito ela não está nem aí e quer continuar no inferninho. E ele ainda preocupado que uma fofoca pode estragar o truque dele.

Well...

A rushing, rushing around

Pace yourself for me
I said maybe, baby, please
But I just don't know now
When all I want to do is try

Aí ele se desespera, está dando voltas no mesmo lugar com essa conversa, não quer ir par casa sozinho e diz: "diminua seu ritmo para mim, eu disse só que talvez, por favor!" mas aí ele muda de idéia, diz que só queria tentar.

Somebody told me you had a boyfriend
Who looked like a girlfriend 
That I had in February of last year
It's not confidential, I've got potential

Mas...alguém disse blá blá blá... Larga dessa fofoca e pensa numa coisa direta e original para dizer que garanto que a menina vai para casa com você.

Claro que o video ia ter muitas luzes, nem que fosse num telão moderno e eles estão no deserto. The Killers é uma banda indie, mas também é de Las Vegas. Vamos pular e dançar!







5.8.14

+ Filmes

Planeta dos Macacos - O Confronto

Quando escrevi sobre o Planeta dos Macacos - A Origem (de 2011) filosofei sobre os outros filmes da série, especialmente sobre o primeiro, de 1968, com o Charlton Heston. O Planeta dos Macacos pode até parecer uma distopia muito longínqua da realidade, mas depois de ver a Origem e esse o Confronto eu só posso dizer aos cientistas que por favor parem de experimentar com macacos.

O Confronto começa mais ou menos 10 anos depois de A Origem. Um vírus criado em laboratório se espalhou pelo mundo dizimiou boa parte dos humanos. Só sobreviveu quem era geneticamente imune ao vírus que foi assimilado aos símios.

Depois da batalha na Golden Gate, que aconteceu no fim de A Origem, o Cesar e seus amigos dominaram a floresta e uma nova sociedade foi criada. Os macacos caçam em bandos, usam linguagem dos sinais, os mais novos aprendem a ler e eles tem algumas regras básicas, entre elas "macacos não matam macacos.". O Cesar é o lider de todos e ele já tem um filho grande que se chama Blue Eyes (uma ótima referência ao personagem do Charlton Heston no primeiro filme). Cesar tem um escudeiro quase fiel chamado Koba. O Koba era um macaco de laboratório e consequentemente odeia humanos, ele não conheceu o nosso lado fofo e amoroso como o Cesar.

Acontece que os humanos restantes em San Francisco vão até a floresta dos macacos atrás de uma usina hidroelétrica que pode gerar energia (porque nós humanos somos mimados e não vivemos sem um mínimo de conforto). Os macacos não gostaram nada dessa visitinha e colocaram os humanos para correr dali.

O Koba diz para o Cesar que é preciso mostrar que eles tem poder e vão quase todos até a cidade mostrar que a macacada está organizada (até andam a cavalo) e pronta para uma guerra se necessário.

Os humanos pedem por favor para ir até a usina, o Cesar cede, mas o Koba está disposto a uma confusão. O Koba anima o filme.

Os efeitos especiais são excelentes, especialmente as expressões faciais dos macacos. Não sei se vai ter um terceiro filme mostrando a batalha em si, mas a gente já sabe que os macacos levam a melhor.

Então, cientistas, deixem os macacos em paz e parem de criar virus.

A Tia Helo não ia gostar nadinha dessa confusão toda. 319 "Ai, Jesus!" para Cesar e amigos.


Os Guardiões da Galáxia

O filme surpresa da temporada de blockbusters. Os Guardiões da Galáxia são uma espécie de heróis do time B da Marvel. Confesso que não sabia nada deles, mas adoro um filme de super heróis e ETs. E ainda tem um protagonista super carismático como o Chris Pratt (que sabe até fazer trança embutida), Bradley Cooper fazendo a voz do guaxinim e mais um bocado de gente boa.

O Chris Pratt faz o Peter Quill, ou Starlord para os íntimos, uma espécie de Han Solo da Marvel. Peter foi abduzido nos anos 1980 por um bando de ETs mercenários que teriam que entregá-lo a alguém mas ficaram com ele. A única coisa que Peter levou da terra foi um walkman e uma fita cassete com hits que sua mãe gostava.

O Peter acha uma bola metálica que está sendo disputada por meia galáxia e o cara mais poderoso do universo (um cara-roxa que aparece nos créditos dos Vingadores), Thanos, também quer o que tem dentro da bola.

Thanos fez um acordo com um tal de Ronan (um Lee Pace exagerado) que se entregasse a bola metálica, Thanos destruíria um planeta X.

Nesse vai e vem o Peter é perseguido pelo Guaxinim Rocky e a árvore Groot (um fofo! o melhor personagem), que estão atrás da recompensa oferecida pela cabeça do terráqueo, e também pela assassina verde Gamora. São todos levados para a prisão e lá são meio que forçados a uma amizade temporária para poder escapar e entregar a bola metálica ao Colecionador (outro que aparece nos créditos de Thor 2).

Dentro da bola metálica tem um pedra super-hiper-mega-über poderosa que todo mundo quer. Daí para frente os nossos heróis se unem para valer e tem muitos lasers.

É um filme muito divertido! A trilha sonora é sensacional: destaque para a cena da prisão com Escape (a música da pinacolada) e Cherry Bomb. Um filme que começa com I'm Not In Love e tem uma excelente referência a Footloose merece atenção.

A Tia Helo não gostava de explosões e ETs, afinal ela tinha medo dessa coisa de ser abduzida por "eles", mas ela ia querer um vaso com o Groot. 217 "Ai, Jesus!" para a feitiçaria pélvica do Peter Quill.

31.7.14

Surf in Rio

Já disse várias vezes aqui no blog que surf é um dos meus esportes favoritos e posso passar horas vendo os surfistas nas ondas. (Também gosto de surfar mas parei e isso é outra história)

O inverno carioca é época de muitas ondas e os surfistas estão sempre a postos. Essa semana estava na praia vendo o pessoal dropar as ondas e tirando algumas fotos quando um deles pegou uma onda ótima, não era grande mas era longa, e comemorou. Ele saiu da água e falou: "Você viu?!?". Vi, e até acho que tirei um foto de um pedaço da onda. A felicidade de um surfista depois de pegar uma onda boa é contagiante.

O surf é sempre um tema recorrente nas minhas fotos. Infelizmente não trouxe nem minha camera com um zoom melhor nem a aquática, então essas fotos são todas do celular mesmo.



28.7.14

Novas séries

Halt and Catch Fire

Essa série é sobre o boom dos computadores da década de 1980, quando começou briga pelo mundo dos PCs. Lee Pace (adoro!) faz Joe MacMillan um ex-funcionário da IBM que passou um ano sumido do mercado e chega numa empresa do Texas querendo construir o primeiro PC portátil. Para isso ele escolhe um engenheiro eletrônico, Gordon, que já tinha tentado construir um computador e quase ficou louco tentando, e Cameron, uma programadora prodígio com olho no futuro. Joe é um excelente vendedor, sabe o que quer e não tem limites para conseguir. A coisa mais interessante dessa série é exatamente a dinâmica de personalidades tão diferentes trabalhando juntas com o mesmo objetivo. Joe é moralmente flexível, Gordon é um loser e Cameron é uma outsider doidinha. Ainda tem a esposa do Gordon que é uma engenheira genial presa num emprego de fazer relatórios para os outros e cuidar das filhas.
Confesso que vi o primeiro episódio e achei só ok. Depois vi o segundo. Demorei um tempão para ver o terceiro, mas aí engatei os outros e gostei muito. A trilha sonora é ótima.

The Leftovers

Essa é sobre um acontecimento que faz com que 2% da população mundial suma, desapareça, puf! Não tem explicação para o evento e nem porque as pessoas foram levadas. A história é sobre as pessoas que ficaram e como elas lidam com o sumiço das outras e como seguem com a vida.
Li esse livro e tinha algumas expectativas para essa série. Claro que não dá para ficar comparando um com outro (como já aprendi com True Blood). Uma coisa que a série tem a mais do que o livro é violência e também uma certa necessidade de manter um mistério (não vamos esquecer que o roteiro é escrito pelo Damon Lindelof de Lost).
O personagem principal da série é o sherife Kevin, feito pelo Justin Theroux (que, diga-se de passagem, ui ui ui, delícia), ele tem dificuldades em lidar com várias coisas: sua filha, sua mulher, seus subordinados, a prefeita e até com o pai. Já vi 5 episódios dessa série e ainda estou esperando algo (além do protagonista bonitão) me surpreender. Como gostei do livro vou continuar vendo.

Penny Dreadful

Penny dreadful era um tipo de publicação na era vitoriana com histórias fantásticas e sinistras. A série junta vários personagens conhecidos como Dr. Frankenstein, Dorian Gray, o Drácula e outros. A história base da primeira temporada é a busca do Malcom Murray por sua filha, Mina, que foi levada pelo senhor das trevas, mas tem muitos outros acontecimentos. A Eva Green simplesmente rouba a série com sua misteriosa Vanessa Ives, vale a pena ver só por ela. E é bem feita. A única coisa que não gostei foi do monstro do Dr. Frankenstein, que criatura chata.

The Strain

Nem sei porque comecei a ver essa série, acho que foi uma noite de insônia e falta de opções. Anyway, começa com um avião, vindo de Berlim, que some do radar e depois pousa misteriosamente em NYC. Achei que fosse ser na linha de Fringe, mas aí apareceu o pessoal do controle de doenças para investigar. No início todos a bordo estão mortos mas logo 4 acordam. No cargueiro do avião tinha uma espécie de sarcófago de madeira misterioso. Paralelo a isso aparecem um idoso judeu e um outro cara que tem um olho esquisito e aparentemente não respira. O Ephraim é o médico responsável pelo controle de doenças e logo desconfia que a coisa é perigosa. Daí para frente é um mix de zumbis com vampiro e umas cobrinhas malditas.
Ainda assim fiquei curiosa. Tem tudo para ser ruim mas adoro um trash/filmeB/terror e essa série me deixou com medinho.


23.7.14

Analisando a música: Always (Bon Jovi)

Semana passada fui com a Luizinha ver um amigo dela que toca bateria numa banda cover de Bon Jovi e Guns n' Roses. A banda era muito boa, o vocalista tinha uma voz mais para Axl Rose do que Jon Bon Jovi mas segurou bem todas as músicas. Eu fiquei impressionada com o tanto de músicas do Bon Jovi que sabia cantar porque não sou tão fã da banda assim.

O Bon Jovi surgiu no inicio dos anos 1980 na onda do rock farofa onde os caras usavam laquê no cabelo, calças coladas com animal print, faixas na cabeça e mais um bocado de coisas duvidosas, mas tocavam bem e as músicas eram boas. Nessa leva teve: Poison, Skid Row, o próprio Guns e até o Van Halen entrou na onda. O Bon Jovi era mais pop, fez muito sucesso na época e também depois, sobreviveram a onda grunge que veio a seguir.

O Jon Bon Jovi já era cobiçado pelas fãs na fase farofa, depois ele cortou o cabelo e virou galã. Ele tem uma voz rasgada boa. O guitarrista Richie Sambora também não fica muito atrás (já o resto da banda não conheço).

Tenho dois albuns do Bon Jovi: um LP do Slippery When Wet, o terceiro da banda (de 1986), que peguei emprestado de uma prima (e ela não pediu de volta), e foi primeiro grande sucesso com Wanted Dead or Alive, You Give Love A Bad Name, Livin' on a Prayer e Never Say Goodbye. Também tenho um cd do Keep The Faith (de 1992) que herdei de outro primo. Gosto muito do Keep The Faith, tem músicas ótimas, bem trabalhadas: Dry Country, Little Bit Of Soul, Sleep When I'm Dead, In These Arms, etc.

Fora esses dois albuns todas as outras músicas que conheço são só de escutar rádio ou ver videos. Escolhi Always porque, para mim, o Bon Jovi tem muita música dor de cotovelo (e românticas), e Always é um clássico do gênero e tem um video que fez muito sucesso na época.

Always já é da fase pós-farofa, foi incluída no album de greatest hits Cross Road (1994).

Na internet dizem que Bon Jovi escreveu essa música para o filme Romeo is Bleeding (de 1993, não vi), mas parece que o Jon Bon Jovi não curtiu o filme e decidiu manter a música na prateleira até que lembrou dela ao lançar o album de greatest hits.

Always, que foi um hit instantâneo, é uma balada poderosa: é romantica, cafona, exagerada, dramática e gruda na sua cabeça.

This Romeo is bleeding, but you can't see his blood
It's nothing but some feelings
That this old dog kicked up
It's been raining since you left me
Now I'm drowning in the flood
You see I've always been a fighter
But without you I give up

A música já começa com um ótimo momento bateria imaginária. Como eu disse, "Romeo is Bleeding" é o título do filme que veio de uma música do Tom Waits. O Romeu sangra, internamente, são seus sentimentos de arrependimento, seja lá o que foi que ele fez. Está tão deprimido que só chove e ele está afogado numa enchente (de lágrimas?). Ele diz que sempre lutou, mas que com ela desiste (deve ter feito muita m#%*a).
O Jon Bon Jovi começa cantando essa música num tom meio sussurrado, como se não quisesse assustar ninguém.

Now I can't sing a love song
Like the way it's meant to be
Well, I guess I'm not that good anymore
But baby, that's just me

Nessa segunda estrofe ele já sobe o tom e diz que não consegue cantar uma música romântica como deve ser, que ele já não é tão bom assim, que o problema não é ela, é ele. (sim, essa desculpa já conhecemos, next!)

Yeah I, will love you, baby
Always and I'll be there
Forever and a day, always

Aí ele grita. Alto. Porque todo mundo tem que escutar, né? Ou então não seria uma boa música de fossa. "Te amarei sempre, para sempre e mais um dia.". Gente, para sempre e mais um dia é tempo demais, haja sofrimento.

I'll be there till the stars don't shine
'Til the heavens burst and the words don't rhyme
I know when I die you'll be on my mind
And I love you, always

"Estarei lá até as estrelas apagarem, até o paraíso explodir e as palavras não rimarem mais." E eu achando para sempre e mais um dia era tempo demais. Acho cafona (menos a parte das palavras não rimarem mais), mas que música romântica/dor de cotovelo não é? As meninas devem enloquecer nessa parte que ele diz que quando morrer ela estará em seus pensamentos. Sempre. Constantemente.

Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
One that made you have to say goodbye

Mas ela não é boba. Deixou umas fotos para ele saber o que perdeu. Momentos alegres e tristes e inclusive o momento que a fez ir embora. Pontos para ela.

What I'd give to run my fingers through you hair
Touch your lips, to hold you near
When you say your prayers try to understand
I've made mistakes, I'm just a man

Ele sonha em passar os dedos nos cabelos dela, beijar, abraçar e pede para ela o perdoar, que é apenas um homem e errou. Pausa. Amigo, para você escrever esa música é porque a besteira que você fez não foi pouca e pelo jeito não tem volta. Nem gritando que vai amá-la para sempre.

When he holds you close, when he pulls you near
When he says the words
You've been needing to hear
I'll wish I was him
'Cause these words are mine, to say to you
'Til the end of time

Descobrimos que a fila dela já andou e ela está com outro que deve tratá-la melhor. Isso é confirmado quando o Romeu diz que queria ser o tal cara e dizer as coisas que ela escuta dele. Va-ci-lou. 

And I will love you, baby
Always and I'll be there
Forever and a day, always

Ele não desiste e mundo fica sabendo que ele a amará para sempre.

If you told me to cry for you, I could
If you told me to die for you, I would
Take a look at my face
There's no price I won't pay
To say these words to you

Aqui ele apela e diz que choraria e morreria por ela. (Depois que fez m#$*a é fácil)
"Olha para mim, não tem nada que eu não faria para dizer isso para você." Aham.

(solo de guitarra do Richie Sambora com sentimento)

Well, there ain't no luck in these loaded dice
But baby, if you give me just one more try
We can pack up our old dreams and our old lives
We'll find a place where the sun still shines

"Não existe sorte nesses dados viciados" (código para dizer que ele não vai mudar, ou, se for otimista, é ele dizendo que sabe que não tem vez), mas se ela der mais uma chance eles podem retomar a relação e ir para um lugar onde ainda há esperança. Romeu, olha, ela já está em outra, você diz que não vai mudar e quer as coisas como antigamente, sinto dizer mas você já perdeu....

Yeah I, will love you, baby
Always and I'll be there
Forever and a day, always

I'll be there till the stars don't shine
'Til the heavens burst and the words don't rhyme
I know when I die you'll be on my mind
And I love you, always
Always

Nem dizendo que vai amá-la para todo sempre, forever and ever e mais um dia.

Mas o que vale é o sentimento, ainda mais cantado pelo Jon Bon Jovi.

Vamos levantar os braços, acender os isqueiros celulares e cantar essa balada. De olhos fechados.


O video é daqueles que traduz a música, com historinha, e é um clássico dos anos 1990. Tem a Kerri Russell (Felicity e The Americans) fazendo uma amiga traíra que se pega com o namorado da BFF dentro da casa deles. Daí para frente é só tragédia, tem até um incêndio.




13.7.14

Wunderbar!

E a Copa chegou ao fim. ÔÔÔÔEEEAAA.

A festa de encerramento foi tão sem graça quanto a de abertura, mas foi melhor porque teve realmente o que se espera de uma festa brasileira. Até as musicas que a Ivete Sangalo cantou eram mais de início de festa do que de fim. E dois ausentes na abertura estavam lá: o Fuleco e o Pelé (mesmo que só na arquibancada).

Uma final digna com Alemanha x Argentina. Como eu já disse antes a Alemanha veio preparada e não só para jogar futebol mas também para ganhar a simpatia de todos nós. (mesmo sendo através de um RP brilhante e marketing preciso)

O golpe de mestre alemão veio com o Podolski twittando em português dizendo que era noveleiro e fazendo surgir o meme Podolski Brasileiro, um dos mais divertidos dessa Copa.


A Argentina tinha a torcida mais animada e apaixonada. Vieram quase todos das terras portenhas e transformaram Copacabana numa sucursal de Buenos Aires. Cantaram e pularam toda vida.

O jogo foi bom, tenso, tentativas para os dois lados. A Argentina perdeu mais gols e na prorrogação o Götze, que tinha entrado fresquinho no fim do segundo tempo, fez o gol da vitória alemã. Tetracampeões! 


O Messi recebeu a bola de ouro de melhor jogador do campeonato e recebeu como se estivesse sendo presenteado pela tia com meias no natal.

O melhor goleiro foi o alemão Neuer, que foi bom, mas eu teria dado para o Navas da Costa Rica ou o Ochoa que se virou em 10 ou até o Howard do USA.

Os Argentinos choraram, mas a tristeza durou pouco. Quando cheguei no Leme eles estavam fazendo festa. 

Os alemães comemoraram muito! O kiosk deles virou uma beach party com DJ. Devem estar festejando até agora. Merecido.

E assim terminou a Copa do Brasil. Teve muita Copa sim! Foi maravilhosa, animada, Fan fest foi ótima, cidades cheias, e deu tudo certo (especialmente para os alemães que souberam planejar).



Agora só na Rússia em 2018.

12.7.14

Ainda tem Copa

A Holanda nem queria disputar o terceiro lugar, mas já que era obrigatório vieram para ganhar o jogo. O Brasil nem tanto.


A Holanda ganhou de 3x0 mas o golpe final veio aos 44 do segundo tempo quando o goleiro holandês disse: “cansei, troca aê!” e foi substituído pelo único jogador holandês que provavelmente ainda não tinha entrado em campo. Valeu Van Gaal!


Fui até Copacabana ver esse jogo no telão do lado de fora da FIFA Fan Fest e vou dizer que era bem mais civilizado do que lá dentro (especialmente nesses últimos jogos). A praia estava cheia, o calçadão idem. Quem estava fazendo a festa, para variar, era a super hiper über animada torcida da Argentina. Vamos ver como se comportam na final.


Ainda tem um pouquinho de Copa.

Torcida mais animada x Seleção mais simpática.